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domingo, agosto 01, 2010

Desafio em Julho


Ah, que bom ter todo o tempo por minha conta, sem dever nada a ninguém dele, ou quase - porque as férias não foram logo em Julho, mas quase. Sem fazer quase nada do que deveria, ainda fui ao Mosteiro de Tibães com os meninos do terceiro ano, passeei por Braga e pelo Porto - mas adiei Lisboa e acabei o mês em Gaia, nas mudanças da C., com uma incursão rápida mas intensa pela Feira Medieval de Santa Maria da Feira, onde adquiri o meu belíssimo pau de chuva.
Óbvio tempo para as coisas culturais. Além do Mimarte, livros e filmes. Destaque para Rui Cardoso Martins (livros 73 e 74), um escritor recente em termos de publicação de romances e que me parece que merece toda a atenção, já que estes dois primeiros títulos são mesmo muito bons e não só pelos títulos geniais. De Jane Austen não há surpresas, bom - mesmo a versão «zombie» tem o seu interesse para quem leu o original sem eles e para quem tem mente aberta para este tipo de paródia (mas gostei mesmo das últimas páginas, onde se esboça um guia de leitura verdadeiramente hilariante). Dos outros, o esperado, o inesperado (67 e 68), o neutro por falta de expectativas. Destaque ainda para o facto de ter atingido os 80 livros, que era o meu desafio deste ano...
Quanto aos filmes, estive numa de restos... Os filmes que restavam nos dvds emprestados então, ou mesmo meus (medo), os que eram mais pequenos, os que iam surgindo na tv... Destaque para Coisa Ruim, um filme invulgar no cinema português, e muito destaque para um dos melhores filmes do ano, para mim, do mesmo realizador de Revolutionary Road, Sam Mendes: Away we Go - Um Lugar para Viver, filme que faz querer ter bebés e assim... lol (hum, quem quero enganar?).

Livros:
61. Orgulho e Preconceito e Zombies, Jane Austen e Seth Grahame-Smith, Gailivro, 360p.***
62. Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen, Europa-América, 236p.*****
63. Baladas Hebraicas, Else Lasker-Schuler, Assírio & Alvim, 104p.***
64. Quatro Cavaleiros a Pé, José Saramago, Padrões Culturais Editora, 48p.***
65. O Herói das Novelas, Lídia Jorge, Padrões Culturais Editora, 48p.***
66. História do Rei Gonzalve e das Suas Doze Princesas e As Memórias de Joséphine, Pierre Louys, Teorema, 100p.**
67. Laços de Família, Clarice Lispector, Relógio d’Água, 126p.***
68. Contos de Clarice Lispector, Clarice Lispector, Relógio d’Água, 368p.****
69. Carta ao Pai, Kafka, Quasi, 92p.***
70. Uma Questão de Cor, Ana Saldanha, Caminho, 104p.*****
71. A Sophia, A.A. V.V., Caminho, 148p.****
72. Melancolia, António Pinto Ribeiro, Ambar, 112p.****
73. E Se Eu Gostasse Muito de Morrer, Rui Cardoso Martins, Dom Quixote, 216p.*****
74. Deixem Passar o Homem Invisível, Rui Cardoso Martins, Dom Quixote, 240p.*****
75. Herbert West: Reanimador, H. P. Lovecraft, Quasi, 96p.***
76. Electra, Sófocles, CECH-FLUC/FESTEA, 94p.****
77. O Barco Aberto, Stephen Crane, Quasi, 96p.****
78. O Guarda da Praia, Maria Teresa Maia Gonzalez, Verbo, 148p.*****
79. Histórias do Bom Deus, Rilke, Quasi, 104p.***
80. A Canção de Zefanias Sforza, Luís Carlos Patraquim, Porto Editora, 160p.***

Filmes:
97. Slither, de James Gum***
98. Um Amor de Perdição, de Mário Barroso***
99. Final Destination 2, de James Wong***
100. Gremlins 2: The New Batch, de Joe Dante***
101. Transe, de Teresa Villaverde**
102. Cursed, de Wes Craven***
103. Underworld: Evolution, de Len Wiseman***
104. Memórias de uma Gueixa, de Rob Marshall****
105. About a Boy, de Chris Weitz e Paul Weitz****
106. A Minha Falsa Noiva, de Gil Junger***
107. Cidade Baixa, de Sérgio Machado***
108. Coisa Ruim, de Tiago Guedes e Frederico Serra*****
109. Wanted, de Timur Bekmambetov***
110. In Bruges, de Martin McDonagh*****
111. Away We Go, de Sam Mendes*****
112. Prey, de Darrell Roodt***
113. O Cavaleiro das Trevas, de Cristopher Nolan****
114. Up in Smoke, de Lou Adler***
115. London, de Hunter Richards****
116. Arthur and the Invisibles, de Luc Besson****
117. Princess Protection Program, de Allison Liddi***
118. Confetti, de Debbie Isitt***
119. Miúda Insuportável, de Nick Moore***
120. The Cave, de Bruce Hunt**

segunda-feira, julho 18, 2005

Diana Krall - as letras de duas músicas muito... ;)



"Maybe You'll Be There"
(in: The Look Of Love)

Each time I see a crowd of people
Just like a fool I stop and stare
It's really not the proper thing to do
But maybe you'll be there
I go out walking after midnight
Along the lonely thoroughfare
It's not the time or place
To look for you
But maybe you'll be there
You said your arms would always hold me
You said you lips were mine alone to kiss
Now after all those things you told me
How can it end like this
Someday if all my prayers are answered
I'll hear a footstep on the stair
With anxious heart
I'll hurry to the door
And maybe you'll
Be there


Narrow daylight
(in: The Girl In The Other Room)

Narrow daylight entered my room
Shining hours were brief
Winter is over
Summer is near
Are we stronger than we believe?

I walked through halls of reputation
Among the infamous too
As the camera clings to the common thread
Beyond all vanity
Into a gaze to shoot you through

Is the kindness we count upon
Hidden in everyone?

I stepped out in a sunlit grove
Although deep down I wished it would rain
Washing away all the sadness and tears
That will never fall so heavily again

Is the kindness we count upon
Is hidden in everyone

I stood there in the salt spray air
Felt wind sweeping over my face
I ran up through the rocks to the old
Wooden cross
It´s a place where I can find some peace

Narrow daylight entered my room
Shining hours were brief
Winter is over
Summer is near
Are we stronger than we believe?

sábado, agosto 21, 2010

Away we go, de Sam Mendes

Away I'd go, se pudesse. Fuga. Mas como não posso, fisicamente, vou-me nos filmes, nos livros, no sono, na escrita adiada. Escrever é uma aprendizagem da morte, escreveu, mais ou menos, Maurice Blanchot. Mas talvez morrer não exija uma aprendizagem, só entrega. Entrego-me a este filme como a vida que não vou ter, mas talvez não me incomodasse. É um grande filme, a que já aludi aqui.

sábado, novembro 06, 2010

Esperar/ (to) Wait

Saber esperar é uma virtude. Quem espera sempre alcança, embora também desespere. Esperar é a inutilidade do tempo desperdiçado. Ou então não. Nunca gostei de esperar por nada, nem me faço esperar, normalmente. Mas há momentos em que a espera só torna mais doce o momento da concretização. Estou cansado de te esperar, que se possa acertar o destino entre nós, ou que eu consiga ser outro para outrem que te ocupe parcialmente o lugar.

(a vida que não tenho nem desejo, por Moby - o vídeo oficial também é bonito, bem como este)



(espécie de mensagem em vice-versa, em desistência momentânea, na belíssima voz de Alexi Murdoch, em canção do filme Away we go)