sexta-feira, outubro 07, 2005

Poiares, outra vez

Para conhecerem alguma coisa da minha "santa terrinha", aqui fica o endereço da página do meu primo Nuno. Tem alguns erros, mas a intenção é o que conta.

http://sweet.ua.pt/~isca5667/aldeia.htm

segunda-feira, outubro 03, 2005

Tulisses III

Não apanhes sol.
não se devem apanhar as coisas de Deus.

(caloiro)

quarta-feira, setembro 21, 2005

estágio

e pronto, começou o estágio.
Ontem dei (demos) a primeira aula à turma do 7.º ano. até correu bem... amanhã: as duas turmas do 12.º ano (eu vou dar o Modernismo!!!!) e depois a do 7.º (teste diagnóstico e visita à biblioteca).
Deixo-vos um desenho de um dos senhores do modernismo português, Almada Negreiros (my lord, um grande mete nojo porque foi um dos artistas mais versáteis e completos...). o desenho até tem a ver com tudo: curso, estágio... ou talvez não...

quarta-feira, setembro 07, 2005

Gatos, again

Poema do Gato

Quem há-de abrir a porta ao gato
quando eu morrer?

Sempre que pode
foge prá rua,
cheira o passeio
e volta pra trás,
mas ao defrontar-se com porta fechada
(pobre do gato!)
mia com raiva
desesperada.
Deixo-o sofrer
que o sofrimento tem sua paga,
e ele bem sabe.

Quando abro a porta corre pra mim
como acorre a mulher aos braços do amante.
Pego-lhe ao colo e acaricio-o
num gesto lento,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele olha-me e sorri, com os bigodes eróticos,
olhos semi-cerrados, em êxtase,
ronronando.

Repito a festa,
vagarosamente,
do alto da cabeça até ao fim da cauda.
Ele aperta as maxilas,
cerra os olhos,
abre as narinas,
e rosna,
rosna, deliquescente,
abraça-me
e adormece.

Eu não tenho gato, mas se o tivesse
quem lhe abriria a porta quando eu morresse?


António Gedeão

pois éééééé


esta é a campanha de publicidade mais bem bem conseguida na FLUP. é verdade! depois disto ninguém vai poder beber outra marca de água....
;)

domingo, setembro 04, 2005

frase para outros.. alguém há-de entender...

“Não lhe chamava amor, mas percebia que se virava inteiramente para ele, como há flores que se viram para o sol e mais não fazem que o acompanhar.”

Lillias Fraser, de Hélia Correia
Verdadeiro Génesis

Deus plantou um jardim
E nele colocou o Amor.

Ao vê-lo só decidiu dar-lhe
Companhia feminina: a Amora.

Estavam nus mas não tinham vergonha.
Tenho na banheira um pouco de mar.
Aqui
Posso ser estrela, alga ou peixe
Ou simples areia.

tormes 2005




(fotos:
1-feq
2-piscina da quinta
3-vista da casa da ermida)

Tormes 2005

Pois aqui fica o comentário a uma semana muito boa… podia ter sido melhor… ao lerem percebem porquê…

Domingo: cheguei à Ermida às 9:42, vindo da Régua. A Marta chegou um minuto depois, vinda do Porto. Com ela vinha a Filipa, de Setúbal (Uni Évora). Conhecemos algum do pessoal e não deu para ver quase nada da quinta… O meu colega de quarto era o Manuel, professor-estudante caboverdeano, muito divertido. O meu quarto era bastante grande, ao contrário de outros…
A quinta é muito gira! Grande jardim, piscina, o rio de um lado, as linhas do comboio do outro, a casa dos moinhos do rio Teixeira :), a casa do Túnel,…

Segunda-feira: o pequeno almoço era servido às 8:15, às 9h estávamos no autocarro, às 9h30 estávamos na Fundação, após um agitado percurso pelo “pavimento degradado” (assim rezavam as placas da estrada).
A Fundação está sediada na antiga casa que a mulher de Eça recebeu de herança. Eça não chegou a viver lá, só passou por lá algum tempo, a ver o estado da quinta (que era muito mau…). Agora está fantástica: a quinta produz o Vinho de Tormes, os lagares: de um lado foram transformados na loja de recordações, do outro foram transformados num pequeno auditório e na fundação em si. A casa foi mobilada com coisas vindas da casa de Eça em Paris, pouco do lá estava era da própria casa.
Sessões de trabalho: das 9h30-11h00, 11h30-13h00; 15h00-17h00.
No primeiro dia a Professora Beatriz Berrini (Brasil) falou-nos de A Relíquia e deu-nos uma panorâmica geral sobre a obra de Eça. De tarde a Dª Maria do Carmo, a mulher do falecido filho de Eça, e presidente da fundação, leu um artigo de Helena Cidade Moura sobre a cidadania na obra do autor; vimos um filme sobre ele (o pessoal quase todo a dormir), visitámos a casa.
À noite fomos jantar à Casa do Lavrador: jantar à século XIX: arroz de feijão com pataniscas de bacalhau e leite-creme de sobremesa. Todos adoraram o menu e o sítio, que tinha uma espécie de pequeno museu, e candelabros (não havia electricidade, nem lavatório – tinha de ser um com um jarro, e as casa de banho é melhor nem comentar…).
Altas conversas com a Marta, Manuel, Ana (Covilhã, Uni Lisboa) Paula e Cláudia (as manas dos Açores)…

Terça-feira: De manhã: Beatriz Berrini a falar de A Relíquia (o pessoal desesperou um bocado…). Fizemos um trabalho de grupo sobre o primeiro capítulo da obra. De tarde foi a Professora Fátima Outeirinho (Univ. Porto), que nos falou do Eça cronista – muito bom!
Na quinta, alguns foram à piscina – mas esteve um tempo ranhoso durante o curso! Eu, a Marta e o Robert (EUA) fomos em demanda :) dos moinhos do rio Teixeira e só encontramos franceses… Grande noite de cantorias dos brasileiros e dos caboverdeanos. Altas conversas até tarde: eu, Marta, Ana.

Quarta-feira: a manhã foi de… Beatriz Berrini! O Quixotesco e o Pícaro em… A Relíquia! De tarde concluímos o Eça Cronista.
Tivemos também um passeio por St.ª Maria de Cárquede e por Resende, onde jantamos (o vinho, meu Deus, era da Quinta do Carqueijal, produzido e embalado na Quinta da Seara d’Ordens – Poiares!); vimos também uma exposição de fotografia. Choveu bastante. Altas conversas, agora mesmo a sério, até altas horas, no quarto da Marta, entre nós, o Manuel, a Cláudia e a Paula.

Quinta-feira: a recepção de A Relíquia, pela professora Beatriz Berrini e ainda um pouco de A Ilustre Casa de Ramires. De tarde, Maria João Reynaud falou sobre “No Moinho”. (r. b. pelo menos seis vezes…). Falou muito comigo antes da sessão… Adormecidos: dez pessoas, incluindo a Dª Maria da Graça; foi hilariante!!!
Tivemos depois uma visita a Baião. Fomos a uma Feira de Artesanato onde praticamente só havia comida e vinho… Vi o Ricardo, um colega meu da Residência e da FLUP… Jantámos lá, e fomos surpreendidos por um trio popular: acordeão, ferrinhos: o delírio ver caboverdeanos, brasileiros e a indiana a dançar aquilo…
Já na quinta, grande loucura a última noite: invasão dos quartos do pessoal, cantorias cá fora, agora também em Português Europeu.

Sexta-feira: A Professora Fátima Marinho falou-nos de A Ilustre Casa de Ramires, sobre o dandismo e um pouquinho sobre o conto “A Perfeição”. A Prof. Reynaud e a Prof. Marinho foram substituir a Professora Isabel Margarida Duarte, que ficou doente:(
Fomos levar o pessoal ao comboio das três e meia para o Porto, alguns deles ainda tiveram coragem para comprar cavacas de Resende (comíamos aquilo todos os dias ao pequeno-almoço!). Às quatro e meia fui eu apanhar o comboio para a Régua. As açoreanas foram comigo, mais a Rita (Univ. do Algarve) e a Manju (Índia – a fazer uma tese sobre Saramago!)…

Tenho ainda de referir as pessoas do curso, que me ensinaram coisas e me marcaram: Ana Varela (S. Tomé), Rebecca (EUA), Lúcia (Brasil, a estudar agora na Uni Porto), a Da Luz (Cabo Verde), Fátima (Brasil), Sara (Braga), Manuel (Cabo Verde), Manju (Índia), Robert (EUA), Telma (Coimbra)… enfim…

em especial: Filipa, Paula, Ana Sofia e a minha Martinha…

Marisa, numa aula de teoria

Um operário está a construir um muro em Angola. Tem quatro tijolos, 2 partiram-se. Quantas pauladas vai apanhar do patrão?

(numa aula de teoria, a partir de um exemplo matemático pouco feliz de uma das docentes, abrilhantado pela marisa)

Doutoramentos honoris causa...um dia também vou ter!!!!


Eu, entre os grandes…

Foi dia 22 de Março que eu tive a honra de… estar três horas com um livro, uma medalha, um canudo com diploma, um anel… que serviram de insígnias para Agustina Bessa-Luís… Foi muito interessante ver a sessão dentro dela, ou seja, no palco em que tudo se passou, e mais do que isso, participar nela!

A Universidade do Porto (UP) procedeu ontem, dia do seu 94.º aniversário, ao doutoramento honoris causa de Eugénio de Andrade e Agustina Bessa-Luís, duas das mais importantes figuras da literatura portuguesa. Por motivos de saúde, nem o autor de As Mãos e os Frutos nem Eduardo Lourenço, designado para seu padrinho, puderam comparecer à cerimónia, no Salão Nobre da Faculdade de Ciências do Porto.
Mais importante ainda, estavam lá: J. C. Mir, I.M.Dr., Mlt, M.L.Smp… E Constantina, Marta, Diana, Nelson, Helena, Natália, Bárbara,… Foto de: Hêrnani Pereira

montalegre 2005 (foi tarde, mas veio)







(Fotos - da marta:
1- a lojinha favorita...
2- pitões das júnias
3- mosteiro em pitões das júnias
4- o castelo de montalegre)

Eu, Su, Marta, Marisa e Herberto em direcção ao norte extremo do país, à terra do Manelinho – Montalegre. Uma espécie de viagem de finalistas…

De tudo o que se viveu por lá, há a recordar:
.o Saxo a perder-se na Senhora da Hora;
.as técnicas de desenjoo da Marisa (batatas fritas de presunto com coca-cola);
.a mala que quase não fechava…
.a cozinha com a lareira que nos pôs pior que presuntos;
.a dentadura, os enfeites de natal…
.o café do castelo completamente vazio à meia-noite;
.Pictionary, Trivial e coisas do género até às tantas da madrugada;
.as lojas, sobretudo: Padaria-Talho-Supermercado Nova Era e o café simpático cheio de pinturas (e do qual saímos às dez horas da noite, já cansados!)
.o castelo, as vistas, a junta de bois, a fonte da mijreta ( e a aventura para lá chegar…);
.a terrível feira do cabrito, e o interessante Licor Levanta o Pau;
.Pitões das Júnias, a chuva a bater em cima de nós durante horas, enquanto a Su dormia no saxo, em frente a um cemitério… Muito bonito o mosteiro!
.a fantástica estação: Rádio Montalegreeeeeeeeeeeeeeeeeeee;
.o pic-nic no saxo, a chuva ali ao lado, o Manelinho parado a olhar para as plantinhas…
.os poemas e as leituras interessantes;

.Pois ééééééé…

segunda-feira, agosto 22, 2005

hoje é o dia do mar

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen

olá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

pois, sou eu de volta ,mas por pouco tempo.
tenho imensa coisa para escrever aqui, mas não consegui ainda.
além disso, as férias não dão para nada: ler (muito), nadar, apanhar algum sol, cantar mariza, andar com os primos de uma lado para o outro,...

........................namorar......................
ou não...
e pronto.

até um dia destes

sexta-feira, julho 22, 2005

livros para as férias

0-A Criança no Tempo, Ian McEwan
1-Um Verão Assim, Mário Cláudio
2-Morreste-me, José Luís Peixoto
3-Anne Karenine, Tolstoi
4-O Jovem Torless, Robert Musil
5-No Antigamente, na Vida, José Luandino Vieira
6-A Terceira Rosa, Manuel Alegre
7-Cem Anos de Solidão, G. G. Márquez
8-O Manual dos Inquisidores, A. L. Antunes
9-O Jogador, Dostoievski
10-Antigas e Novas Andanças do Demónio, Jorge de Sena
11-O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago
12-Ulisses, James Joyce
13-Rosa do Mundo (continuar...)

quarta-feira, julho 20, 2005

Tormes

e pronto! eu e a martinha vamos para Tormes!!! cinco dias de grande animação, de muito douro, de gente interessante, de reflexões sobre Eça de Queiroz, de.... enfim, uma semana de férias que se avizinha prometedoramente interessante.

quem organiza o evento, este ano, é a nossa professora de MEP, por isso vai ser engraçado, de certeza absoluta. o programa não aparece ainda na net, só surge o do ano passado (no qual colaborou o Pedro Eiras!), e ainda não temos muitas indicações, a não ser que os livros em foco serão A Relíquia e Os Contos.

roam-se de inveja e vão ver o site: www.feq.pt

como gastar 150euros na fnac??????????

Pois é, foi premiado no concurso literário da associação da faculdade de letras da univ. porto. segundo lugar (e único, já que não atribuíram primeiro nem terceiro) na categoria de ensaio! o meu "As Santas do Corpo", escrito em cinco dias a correr e aos tombos, põe em confronto Raul Brandão e Natália Correia (bem, na verdade põe em confronto duas personagens: Santa Eponina e Santa Melânia, uma de cada um dos escritores, respectivamente). rendeu-me uma interessante quantia... na verdade só vou receber o prémio no início do próximo ano lectivo, mas as dúvidas já começam: em que gastar o dinheiro? o que comprar? claro que há imensos livros que eu quero comprar, mas muitos deles encontro-os mais baratos noutros sítios, tipo feiras e, e os livros da ASA ainda se encontram muito baratos naquela famosa livraria na trinta e um de janeiro, perto de s. bento. um livro obrigatório é a "Obra Completa"de António Gedeão (29,70euros)... mas ainda temos a Sophia (faltam-me os contos), o Mia Couto, a poesia da Natália Correia, do Alexandre O'Neill, do Al Berto... e alguns livros pedagógicos ou coisas parecidas que podem ser pedidos e (que até podem ser úteis) durante o estágio... o problema não é tanto como gastar, mas como ter dinheiro para tudo isto? vai ser uma luta extraordinária decidir o que comprar e o que deixar nas prateleiras até um outro dia mais tarde... é um dilema interessante, mas porque raio não fiquei logo em primeiro, davam-me o computador e eu não tinha de pensar de mais???

segunda-feira, julho 18, 2005

e pronto. as listas ainda não passaram a definitivas e cinquenta mil coisas podem acontecer mas... Eu, a Marta e a Susana estamos juntos num núcleo de estágio fantástico, na escola Es/3 Boa Nova, em Leça da Palmeira. uma escola muito boa, a melhor para Estudos Portugueses, segundo gente informada diz... é ao pé da praia e tudo. e pronto.

Diana Krall - as letras de duas músicas muito... ;)



"Maybe You'll Be There"
(in: The Look Of Love)

Each time I see a crowd of people
Just like a fool I stop and stare
It's really not the proper thing to do
But maybe you'll be there
I go out walking after midnight
Along the lonely thoroughfare
It's not the time or place
To look for you
But maybe you'll be there
You said your arms would always hold me
You said you lips were mine alone to kiss
Now after all those things you told me
How can it end like this
Someday if all my prayers are answered
I'll hear a footstep on the stair
With anxious heart
I'll hurry to the door
And maybe you'll
Be there


Narrow daylight
(in: The Girl In The Other Room)

Narrow daylight entered my room
Shining hours were brief
Winter is over
Summer is near
Are we stronger than we believe?

I walked through halls of reputation
Among the infamous too
As the camera clings to the common thread
Beyond all vanity
Into a gaze to shoot you through

Is the kindness we count upon
Hidden in everyone?

I stepped out in a sunlit grove
Although deep down I wished it would rain
Washing away all the sadness and tears
That will never fall so heavily again

Is the kindness we count upon
Is hidden in everyone

I stood there in the salt spray air
Felt wind sweeping over my face
I ran up through the rocks to the old
Wooden cross
It´s a place where I can find some peace

Narrow daylight entered my room
Shining hours were brief
Winter is over
Summer is near
Are we stronger than we believe?

segunda-feira, julho 11, 2005


(imagem retirada de uma site chamado "rasganço", de uma tal Raquel Lima...)

Pois é, as "minhas meninas lindas" prepararam-me a maior surpresa da minha vida! foi lindo vê-las a cantar à minha varanda numa actuação privada (também lá estava a consti e a marta. e lá ao fundo o tozé e o rafa...) e fantástica, como sempre. Cantaram "Filhas da Madrugada", "Ai Faculdade" e "Serenata ao Douro" (a minha favorita, que elas me dedicaram quando fui ver a primeira actuação delas, no sarau da Faculdade de Psicologia).

Pela surpresa fantástica, muito obrigado! Vocês são as melhores, a melhor tuna que conheço! E não é só por serem da Faculdade de Letras, é também por serem muito divertidas, terem uma presença original em palco, e por inovarem (coreografias, músicas...) e por comporem as vossas próprias músicas, e por se divertirem o máximo que podem, e por tudo!

Muito obrigado por estes quatro anos de boas (MT BOAS) actuações! Desejo o melhor do mundo e que o lema das "Serenatas a ninguém" continue a marcar inegualavelmente o vosso percurso ad aeternum.

Obrigado também à consti e à marta por me terem convencido a ficar até mais tarde... tolas... e pela noite interessante de passeio de carro, a falar sobre vinhos, que acabou com os gelados no Capa Negra II...

Bjs a todas!