sábado, fevereiro 06, 2010

Ana Moura - seguimento

E já foi. Muito bom, na minha estreia no Theatro Circo, que, diga-se, é muito bonito. Pequeno, mas bonito. Ao contrário da fadista´: grande, muito grande, mas igualmente bonita, muito elegante no seu vestido prateado da primeira parte que mudava cores, reflectindo-as, de acordo com as luzes, e no seu vestido vermelho da segunda.
Elogios ao teatro, à cidade, ao clube de futebol (estava presente o guarda-redes). E idas ao palco: duas fãs, que cantaram muito bem, e o tal guarda-redes, que cantou muito mal... Mas foi muito bom.
Cantou, entre outras, com muito sucesso:



E a nova canção também funcionou muito bem. Só faltou mesmo o «Fado das Horas Incertas», mas o espectáculo era mais voltado para o novo álbum, como faz sentido. Simpática, divertida, profunda, extraordinária. Com um voz admirável e interpretações que não querem comover, mas comovem à mesma:


E esta terça, na Casa da Música, lá nos encontraremos outra vez, mesmo que só no vídeo...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Conselho


Corre como o vento;
...........Sê imponente como uma floresta;
Devasta como o fogo;
...........Fica quieto como uma montanha.
Sê impenetrável como a noite;
...........Sê agil como o trovão ou como o relâmpago


Sun Tzu, A Arte da Guerra, Famalicão: Quasi, p.44

Ana Moura

é já amanhã, no Teatro Circo. :)

O que me fez apaixonar à primeira audição:



O que me fez fazer juras eternas (ao vivo, não com muita qualidade, mas enfim):

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Tenho uma Hello Kitty

Isto era a Hello Kitty para mim, desde sempre: horrível. Uma gata que não é gata - e bem se sabe como sou louco por gatos. E sem boca - como lançar então miados ou beber o leitinho? Enfim... uma destas camisolas da Cão Azul ficar-me-ia a matar (a matar não foi escolhido ao acaso):



Agora as coisas não mudaram. Ou só um pouco. Devido à minha paixão por gatos, ofereceram-me uma. Tolinhos, enfim. Mas ao menos escolheram uma que não parece a Hello Kitty: disfarçada de gato amarelo tigrado - os que aprecio mais -, com uma espécie de pele protectora que a envolve quase toda (tapa o laçarote, com um certo jeito), com o carapuço com um focinho de gato também.


Podia ser pior...

A ver

Caramel - grande cena de uma conversa dela e as respostas possíveis dele. Um ele que não é o mesmo com quem ela fala. lindo!

Atonement - a melhor cena final de um filme. De sempre. Quem vir o filme todo percebe melhor. Com casa na praia, T., e tudo. Muito mais paradisíaco do que poderias pensar, o verdadeiro Paraíso: nem sempre o espaço é determinante. Às vezes basta ser.

faz amanhã uma semana

(finalmente)

o Mestre apanhou o comboio de regresso.

domingo, janeiro 31, 2010

Desafio em Janeiro


já escrevi aqui que este ano seria mais modesto nas minhas ambições de leitura este ano. 80 livros. Para poder ver mais filmes, sair mais, fazer outras coisas. Bom, não é interiamente verdade, porque o que se promete nem sempre se cumpre (de 100 previstos li 120, no ano passado), e a quantidade nem sempre é proporcional à qualidade: dos livros e da minha capacidade de os entender... já para não falar de tamanhos. e por outros motivos que não me apetece agora referir.

assim, este mês foi bom. Oito livros lidos, doze filmes vistos. Nada mais (ouvir música em casa, muito, não conta).
a saber, dos livros lidos: Lídia Jorge com um romance muito bom («esse dia glorioso de quase três meses»p.171); insatisfação e paixão crescentes que não levam a nada, no livro de Tom Perrotta («Cada vez mais, os dias da semana pareciam fundir-se como lápis de cera esquecidos ao sol»p.19); por dever escolar, Ana Saldanha, numa relação ficção/verdade muito interessante e com muitas potencialidades de exploração educativa; a brevidade de livros escolhidos para esperas em acções de formação e transportes - Sapho («Medo desse vazio tão cheio»p.7), Blaise Cendrars, Sun Tzu (As Quatro Estações/Não têm/ Estação definitiva»p.40) - ; Os Verbos Auxiliares do Coração como a desilusão de um romance com um título tão promissor (enfim, não é assim mau, mas o título é mesmo bom - «Sinto-me desenraizado, porque eu próprio sou a raiz»p.53); o exagero da vida e da morte em Apollinaire...

1. Pecados Íntimos, de Tom Perrotta, Bico de Pena, 360p.*****
2. O Romance de Rita R., de Ana Saldanha, Caminho, 200p.****
3. Sapho, de António Manuel Esquível, Colares, 32p.***
4. Poesia em Viagem, de Blaise Cendrars, Assírio & Alvim, 180p.***
5. O Vale da Paixão, de Lídia Jorge, BYS/LEYA, 190p.*****
6. Os Verbos Auxiliares do Coração, de Péter Esterházy, Caminho, 136p.***
7. As 11000 Vergas, de Guilhaume Apollinaire, Ramo de Ouro, 192p.**
8. A Arte da Guerra, de Sun Tzu, Quasi, 96p.***

E nos filmes:

1. Admitido, de Steve Pink***
2. Caramel, de Nadine Labaki****
3. A Valsa com Bashir, de Ari Folman*****
4. Letra e Música, de Marc Lawrence***
5. Elas Não Me Largam, de Mark Helrich***
6. Little Children - Pecados Íntimos, de Todd Field (com a fantástica Kate Winslet, Patrick Wilson e Jennifer Conelly)*****
7. Dorian Gray, de Olivier Parker***
8. Entre Lençóis, de Gustavo Neeto Roa****
9. Igor, de Anthony Leondis*****
10. Up, de Pete Docter e Bob Peterson*****
11. A Condessa, de Julie Deply****
12. Perfect Stranger, James Foley,***

segunda-feira, janeiro 18, 2010

dúvidas

Para que me meto nestas alhadas?

Eu, que quero ser um homem simples? Novo?


E porque tenho de comprar 27 livros de uma vez, mesmo que em saldos e tal?

segunda-feira, janeiro 11, 2010

T., ou o eu que se des/en/cobre

Por transmissão . Aqui fica. Com duplos sentidos, claro.



1. O gato não morreu, eu, eu. Ainda cá anda, a miar de manhã à tarde, às vezes parece aos outros que fala Grego ou Árabe, de tal maneira parece dizer coisas estranhas. À noite é mais a cantoria para proquios (bem, alguns vizinhos já deram sinais de ter ouvido).

2. Girassol - mas ao contrário. Ou como um girassol que, no meio dos outros, preferisse ver o espaço subitamente iluminado. Ou, mais linearmente, o girassol que rema contra a maré.

3. Trovoada. Vem poucas vezes, mas quando vem, assusta. E em algumas é devastador. Ter nascido em Maio não foi acidente.

4. Doce-chocolate, com variações: de branco a negro em cinco segundos. Com extras quando necessário, de preferência avelãs, mais pequenas mas certeiras. Não é gémeos de signo por acaso.

5. Livros - a sua vida não daria nenhum, nem nenhum filme. Tentou escrever, e quase fez três livros, entretanto praticamente perdidos pelo gosto do alheio de alguém. Lê-os desalmadamente, tendo noção de que acabarão com ele (atenção ao duplo sentido) - ou talvez se prolonguem numa outra vida. Mas ainda assim. Seus descendentes não serão para os ler.

6. The One - perfume de agora, mostra a sua personalidade egocêntrica, genial, acima da média e, sobretudo, muito modesta.

7. Bartleby - ou a mania da procrastinação, ou do «deixa para amanhã aquilo que podes fazer hoje, o atraso iluminar-te-á». Mas com tudo pronto, investigado e pensado, que depois o fazer se fará.

8. Solitário - aquela jarra para uma flor só. Às vezes dá para duas. Experimente-se o malmequer, é capaz de dar, em vez dos amores-perfeitos... ou vice-versa.

9. Compasso - de um lado marca, do outro pica. Aos círculos, é como gosta de dizer e fazer as coisas, quando elas o incomodam ou vão incomodar alguém. Outras vezes, do nada, acompanha-se de uma régua.

10. Santiago - do nome ao sítio, a marca. Da origem do meu ser: ascendentes, nomes e patronímico. E talvez esta dimensão angelical que muitos lhe atribuem hiperbolicamente. É uma mais uma vertente da sua face criativa.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Frases proibidas este ano - para ser um homem novo


Representar é diferente de apresentar;

Não sei;

Estou enamorado por ti;

Só é tarde quando não chega (a tempo);

Eu sou genial;

O mundo não passa do que já sabemos;

e outras que tais que direi, tal como estas também surgirão ocasional e inadvertidamente. Até porque todas elas são verdades inegáveis, e as verdades são para ser ditas.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

I get along without you very well

Diana Krall. Finalmente encontrei a versão no youtube.

A ironia e o sorriso amargo juntos,
como se só houvesse presente
eterno,
num banco só.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Desafio em Dezembro


Fim do ano, fim de desafio 2009, fim talvez do blogue. Ou talvez não, se verá. Deste ano levo 120 livros nos olhos, que na cabeça não me cabe tanto, e já com lugar prometido na biblioteca em construção na casa de Poiares. Neste mês, leituras para rir (111), para acompanhar programas escolares - desculpa para subirem na lista de espera (113, 114, 116), para enternecer (112), para ler o que se sabe que será bom sempre (117), para ler o que é oferecido (115, 118), para acabar com os livros de Agustina (119), este comprado porque era necessário lê-lo depois de ter lido As Fúrias (devia até ter sido antes...).
Para o ano de 2010 o desafio será mais comedido, com 80 títulos. Espero! E mais filmes, mais saídas, mais vida para além da vida das palavras, a minha favorita...


Livros:

111. Gato Fedorento. O Blog, Cotovia, 320p.*****
112. Gatos e Mais Gatos, Doris Lessing, Cotovia, 168p.*****
113. Evocação de Sophia, Alberto Vaz Silva, Assírio & Alvim, 112p.****
114. A Minha Primeira Sophia, Fernando Pinto do Amaral, D. Quixote, 46p.*****
115. O Resto da Minha Alegria, Valter Hugo Mãe, Cadernos do Campo Alegre, 64p.***
116. Textos Escolhidos, Padre António Vieira, RTP/Verbo, 190p.*****
117. Levantado do Chão, José Saramago, Caminho, 486p.*****
118. Mais Perto do Céu, Maria do Céu Nogueira, ed-AGAL Criaçom, 110p.***
119. A Crónica do Cruzado Osb, Agustina Bessa-Luís, Guimarães, 226p.***
120. Gabo. Memórias da Memória, Carlos Fuentes, Dom Quixote, 48p.****


imagens retiradas daqui


Filmes:

26. Como Sobreviver a Um Coração Despedaçado, Paul Ruven**
27. Avatar, James Cameron****
28. Surf's Up, Ash Brannon e Chris Buck***
29. Eragon, Stephen Fangmeier****
30. Stardust, Matthew Vaughn***
31. Capuchinho Vermelho. A Verdadeira História, Cory Edwards****
32. Ocean's 13, Steven Soderbergh****
Outros:

Mary Bryant, Peter Andrikidis (mini-série)****
Pushing Daisies, de que já falei algures por aqui, vi finalmente, numa noite e numa tarde, sem conseguir parar e com muita vontade de comer tartes daquelas, os 13 episódios da segunda temporada, e é sem sombra de dúvidas a minha série (que me perdoem Anatomia, Sete Palmos de Terra, entre algumas outras)*****.

domingo, dezembro 20, 2009

Poema de Natal 2009




Natal

(à avó)


Ficou vazio o teu lugar à mesa. Alguém veio dizer-nos
que não regressarias, que ninguém regressa de tão longe.
E, desde então, as nossas feridas têm a espessura
do teu silêncio, as visitas são desejadas apenas
a outras mesas. Sob a tua cadeira, o tapete
continha engelhado, com a tua ida.
Provavelmente ficará assim para sempre.


Noutro Natal, quando a casa se encheu por causa
das crianças e um dos nós ocupou a cabeceira,
não cheguei a saber
se era para tornar a festa menos dolorosa,
se para voltar a sentir o quente do teu colo.

Maria do Rosário Pedreira
Eis a morte de um amigo: ficar sozinho mais um pouco para sempre.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

quinta-feira, dezembro 10, 2009

sem título

E assim se esgotam as palavras

as imagens

eu.





até a um dia diferente

que chegará.

sábado, dezembro 05, 2009

Desafio em Novembro


(Imagem retirada daqui)

Mudei de casa, em Braga, muitas coisas estranhas aconteceram, entre elas outras menos, como apanhar gripe (talvez A) ou apaixonar-me e voltar a desapaixonar-me e voltar a apaixonar-me sempre da mesma forma parva pela mesma pessoa. Mas enfim, as coisas parecem estar a ficar mais tranquilas, estão também a chegar as férias e tudo se vai orientar.
Mas concluí o meu desafio :)


Aqui ficam, ainda que atrasadas, as sugestões de Novembro:

Livros:

100. Astérix e Obélix - O Livro de Ouro, Uderzo e Gosciny, Asa, 58p.****
101. Os Incêndios de Roma - Cartas, Séneca e São Paulo, Íman Edições, 72p.****
102. Carta Sobre a Felicidade e Da Vida Feliz, Epicuro + Séneca, BI, 90p.****
103. Novas Crónicas da Boca do Inferno, Ricardo Araújo Pereira, Tinta da China, 224p.*****
104. O Segredo de Brokeback Mountain, Anne Proulx, Bico de Pena, 80p.***
105. Contos da Morte Eufórica, Casimiro de Brito, D. Quixote, 140p.***
106. Caim, José Saramago, Caminho, 182p.***
107. Passarinhos, Anais Nin, Bico de Pena, 152p.***
108. A Maior Flor do Mundo, José Saramago, Caminho, 28p.****
109. 90 Livros Clássicos para Pessoas com Pressa, Henrik Lange, 190p.****
110. A Mecânica do Coração, Mathias Malzieu, Contraponto, 144p.*****


Filmes:

24. Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles (outra vez, com a Sandra)*****
25. Doce Novembro (na RTP2)****

Mais:

O Luandino é realmente fantástico. Adorei ouvi-lo e conversar com ele um bocadinho na 100ª Página, uma livraria de Braga que está a comemorar o décimo aniversário.

de volta

após as atribulações das últimas três semanas.
Depois conto, ou não.

Agora vou é dormir, que preciso.

quarta-feira, novembro 11, 2009

não te sei a dormir

mas

ouve-me
como se fosse um
sonho

sem possível.