«and I'm so lonely I don't even want to be with myself anymore»
Dido, «Honestly OK»
sexta-feira, abril 09, 2010
Súbita audição do eu 1
quinta-feira, abril 08, 2010
Anaquim
quarta-feira, abril 07, 2010
Barcelona
Monserrat
"But if you could hear the voice in my heart it would tell you
I'm afraid I am alone
Won't somebody please hold me, release me"
terça-feira, março 30, 2010
Maria Alexandre Dáskalos
que foste a breve primavera
depois de um longo inverno.
Não poderás saber
que os deuses repararam em nós
e como pagãos dançámos.
Não poderás saber
que os sonhos se espelharam
...................................em mil sóis.
E, assim não viste as pétalas
.......................da flor na bandeja do chá.
V
vontades do momento
e outras descoisas
chegou o quinto aniversário deste sítio.
quinta-feira, março 25, 2010
Desafio em Março
17. Flores sem Fruto e Folhas Caídas de Almeida Garrett, Paula Morão, Editorial Comunicação, 132p.****
18. A Invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares, Antígona, 128p.*****
19. De Mãos Dadas, Estrada Fora, Luísa Dacosta, Asa, 160p.****
20. Jardim das Delícias, Maria Alexandre Dáskalos, Caminho, 56p.***
21. Introdução à leitura d'Os Maias de Eça de Queirós, Carlos Reis, Almedina, 184p.*****
22. A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón, D. Quixote, 512p.*****
30. Viúva rica solteira não fica, José Fonseca e Costa***
31. The Uninvited, Charles Guard e Thomas Guard***
33. Beetle Juice, Tim Burton****
34. Pee-Wee's Big Adventure, Tim Burton***
35. What Happens in Vegas, Tom Vaughan****
36. Valkyrie, Bryan Singer**
37. The Wrestler, Darren Aronofsky****
38. Gremlins, Joe Dante****
39. Aparelho Voador a Baixa Altitude, Solveig Nordlung***
40. In the Land oh Women, Jon Kasdan****
41. Definitely, Maybe, Adam Brooks****
42. Do Começo ao fim, Aluisio Abranches****
43. Alice no País das Maravilhas, Tim Burton****
domingo, março 21, 2010
Dia dela
porque nada se renovou
não há nada que dizer hoje.
Pigmalião
sexta-feira, março 19, 2010
Cansado
quinta-feira, março 18, 2010
Confissão de ódio
domingo, março 14, 2010
Um beijo em forma de letras, Célia
Escrevi isto enquanto vigiava teste, sem saber. Quando soube pensei em ti, como sempre. Desculpa não estar aí quando precisas. Mas sabes que tens em mim um pilar, uma concha, o que for preciso. Ainda te falo logo. Embora nestes casos nunca se saiba o que dizer.
Jamie Baum Septet
quinta-feira, março 04, 2010
terça-feira, março 02, 2010
Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal
Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre.
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
p.s. - é mesmo para colocar numa das paredes, em grande, cá na «casota» de Braga.
segmentos
há um segmento muito bom. Começa com os anjos, segue-se com estes em pranto, depois o desvanecimento (acima) de que talvez nem haja notícia e conclui-se com a dúvida e o desejo.
e depois ainda há isto.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
No CDDS, em breve...
pseudometenojismos
Aqui fica o poema que transcrevi na íntegra na recensão:
Há quem dê erros de ortografia da direita para a esquerda e há quem os dê seguindo os ponteiros do relógio. Como havia Ulisses de se enganar na letra, já que os reis podem revogar a ortografia, além de que a tinta (a que havia), era vermelha e não azul, sendo que dez anos mais dez anos são vinte anos, contados gota a gota? Depois que tudo aconteceu, que importa saber se o homem era Ulisses ou Odysseus, ele que usou muitos nomes, dos quais NINGUÉM talvez fosse o verdadeiro?
Arménio Vieira, O Poema, a Viagem, o Sonho, Lisboa: Caminho, 2009, p.54
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Desafio em Fevereiro

filmes:
13. Bruno, de Larry Charles (por favor)**
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
O livro do desassossego

domingo, fevereiro 14, 2010
sábado, fevereiro 06, 2010
Ana Moura - seguimento
E a nova canção também funcionou muito bem. Só faltou mesmo o «Fado das Horas Incertas», mas o espectáculo era mais voltado para o novo álbum, como faz sentido. Simpática, divertida, profunda, extraordinária. Com um voz admirável e interpretações que não querem comover, mas comovem à mesma:
E esta terça, na Casa da Música, lá nos encontraremos outra vez, mesmo que só no vídeo...
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Conselho
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Tenho uma Hello Kitty

Agora as coisas não mudaram. Ou só um pouco. Devido à minha paixão por gatos, ofereceram-me uma. Tolinhos, enfim. Mas ao menos escolheram uma que não parece a Hello Kitty: disfarçada de gato amarelo tigrado - os que aprecio mais -, com uma espécie de pele protectora que a envolve quase toda (tapa o laçarote, com um certo jeito), com o carapuço com um focinho de gato também.

Podia ser pior...
A ver
faz amanhã uma semana
o Mestre apanhou o comboio de regresso.
domingo, janeiro 31, 2010
Desafio em Janeiro

segunda-feira, janeiro 18, 2010
segunda-feira, janeiro 11, 2010
T., ou o eu que se des/en/cobre
4. Doce-chocolate, com variações: de branco a negro em cinco segundos. Com extras quando necessário, de preferência avelãs, mais pequenas mas certeiras. Não é gémeos de signo por acaso.
6. The One - perfume de agora, mostra a sua personalidade egocêntrica, genial, acima da média e, sobretudo, muito modesta.
7. Bartleby - ou a mania da procrastinação, ou do «deixa para amanhã aquilo que podes fazer hoje, o atraso iluminar-te-á». Mas com tudo pronto, investigado e pensado, que depois o fazer se fará.
8. Solitário - aquela jarra para uma flor só. Às vezes dá para duas. Experimente-se o malmequer, é capaz de dar, em vez dos amores-perfeitos... ou vice-versa.
9. Compasso - de um lado marca, do outro pica. Aos círculos, é como gosta de dizer e fazer as coisas, quando elas o incomodam ou vão incomodar alguém. Outras vezes, do nada, acompanha-se de uma régua.
10. Santiago - do nome ao sítio, a marca. Da origem do meu ser: ascendentes, nomes e patronímico. E talvez esta dimensão angelical que muitos lhe atribuem hiperbolicamente. É uma mais uma vertente da sua face criativa.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Frases proibidas este ano - para ser um homem novo

O mundo não passa do que já sabemos;
segunda-feira, janeiro 04, 2010
I get along without you very well
Diana Krall. Finalmente encontrei a versão no youtube.
A ironia e o sorriso amargo juntos,
como se só houvesse presente
eterno,
num banco só.
segunda-feira, dezembro 28, 2009
Desafio em Dezembro

Livros:
111. Gato Fedorento. O Blog, Cotovia, 320p.*****
112. Gatos e Mais Gatos, Doris Lessing, Cotovia, 168p.*****
113. Evocação de Sophia, Alberto Vaz Silva, Assírio & Alvim, 112p.****
114. A Minha Primeira Sophia, Fernando Pinto do Amaral, D. Quixote, 46p.*****
115. O Resto da Minha Alegria, Valter Hugo Mãe, Cadernos do Campo Alegre, 64p.***
116. Textos Escolhidos, Padre António Vieira, RTP/Verbo, 190p.*****
118. Mais Perto do Céu, Maria do Céu Nogueira, ed-AGAL Criaçom, 110p.***
119. A Crónica do Cruzado Osb, Agustina Bessa-Luís, Guimarães, 226p.***

Filmes:
domingo, dezembro 20, 2009
Poema de Natal 2009

Natal
(à avó)
Ficou vazio o teu lugar à mesa. Alguém veio dizer-nos
que não regressarias, que ninguém regressa de tão longe.
E, desde então, as nossas feridas têm a espessura
do teu silêncio, as visitas são desejadas apenas
a outras mesas. Sob a tua cadeira, o tapete
continha engelhado, com a tua ida.
Provavelmente ficará assim para sempre.
Noutro Natal, quando a casa se encheu por causa
das crianças e um dos nós ocupou a cabeceira,
não cheguei a saber
se era para tornar a festa menos dolorosa,
se para voltar a sentir o quente do teu colo.
Maria do Rosário Pedreira
sexta-feira, dezembro 18, 2009
quinta-feira, dezembro 10, 2009
sábado, dezembro 05, 2009
Desafio em Novembro

Mudei de casa, em Braga, muitas coisas estranhas aconteceram, entre elas outras menos, como apanhar gripe (talvez A) ou apaixonar-me e voltar a desapaixonar-me e voltar a apaixonar-me sempre da mesma forma parva pela mesma pessoa. Mas enfim, as coisas parecem estar a ficar mais tranquilas, estão também a chegar as férias e tudo se vai orientar.
Mais:
de volta
Depois conto, ou não.
Agora vou é dormir, que preciso.
quarta-feira, novembro 11, 2009
mas
ouve-me
como se fosse um
sonho
sem possível.
quarta-feira, novembro 04, 2009
terça-feira, outubro 27, 2009
Santa Margarida
E só para mim :)
(e os meus milhentos livros e outros eus)
domingo, outubro 25, 2009
desafio em Outubro
Espacio para la lectura, Santiago de Compostela96. Enciclopedia da Estória Universal, Afonso Cruz, Quetzal, 134p.*****
97. Ética Para Um Jovem, Fernando Savater, D. Quixote, 160p.****
98. Anões e Pigmeus da Pátria, Adulcino Silva, Erasmos, 94p.*
99. Um Deus Passeando Pela Brisa da Tarde, Mário de Carvalho, Caminho, 320p.*****
Santiago de Compostela
Vista geral, a partir do jardim Carlomagno.
As lojas das recordações e afins... perdição nos doces e nos típicos.
San Martín Pinario - muito interessante.
Diana Krall no Porto


Para saber mais leia-se o Blitz. Sobre o último álbum, Quiet Nights: ideias, influências, elaboração, veja-se aqui. E muitos vídeos circulam por aí, como aqui.
Caim, perdão, cair ou afim
«Abri um dos rolos e li, ao acaso:
"... E ouviram a voz de Deus que percorria o jardim, tomando a brisa da tarde..."
Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde, Mário de Carvalho, Editorial Caminho, 1994, p.289-290
domingo, outubro 18, 2009
Tralhas Grátis
Memoirs of an Imperfect Angel

17 músicas mais quatro de remix de «Obsessed». 17 músicas com traços mais ou menos comuns: uma certa suavidade, com batidas que lembram o estalar de dedos, com continuidade, por vezes, entre elas, como se prolongamentos ou variações, de fácil audição, para ouvidos menos habituados a muitas vozes (sempre dela, às vezes com coro) a fazer cambiantes e com os seus registos impressivo/impressionantes. Um bom álbum, tido por alguns como o melhor dela nesta década. Talvez menos comercial, como se tem visto pelas vendas, mas mais intimista, mais maduro, mais álbum e não apenas um conjunto de canções justapostas. Está de parabéns a senhora e seu grupo de trabalho. Falta uma ou outra balada mais à anos 90, talvez. E o desfecho, com o «cover» dos Foreigner, podia ter sido alargado, numa exploração intensiva/excessiva que levasse os três minutos e pouco a cinco e tal.
terça-feira, outubro 13, 2009
brevemente
sexta-feira, outubro 02, 2009
A Poesia de Arlindo Barbeitos
Angola Angolê Angolema
árvore sem sombra
****
verdes
como as folhas desta floresta molhada
verdes
como teus olhos
que só a saudade deixa ver
verdes
como a menina duma trança só
que soletra em português sa-po sa-po
verdes
como a cobra esguia que me surpreendeu
naquela cubata sem outra história
verdes
como a manhã azul
que acaba de nascer
eu quero escrever coisas verdes (p.26).
****
jaz morto no chão de folhas podres
talvez só os pássaros
que parecem fazer ninho
nas ruínas das casas de nuvem
possam dar notícia
um homem de chuva
****
é pecado
diz o meu povo
assassinar um homem
é crime
diz a tua lei
no entanto
naquele ano
que afirmavam de graça
a morte
de gorda
não se podia curvar (p.41)
****
se o camaleão
tomava a cor vermelha
do fogo
tu o botaste, meu irmão
na queimada grande
então
ele ficou castanho
porque assado. (p.55)
Nzoji
o
menino
pequeno
muito pequeno
nu
tudo nu
traz botas
botas muito grandes (p.3)
****
no céu amendoado de teus olhos
vejo estrelas
que são bombas (p.4).
****
o menino sujo atirou pedras ao céu
a pacaça ferida caiu na lama da lagoa sem água
a mulher grávida quebrou a sanga vazia
o bode velho tentou de novo cobrir a cabra sem leite (p.8).
****
vogando vem
um dongo
sem ninguém
cirandando
cirandando vem
uma menina
sem o seu bem
marchando
marchando vem
um soldado sem vintém
voando
voando vem
um pássaro que nem asas tem
vogando
vogando vem
um dongo
sem ninguém (p.14)
****
escorre pelas pontas sem forma
quando o aroma de mel quente
atrai as abelhas
quando as manchas pretas
no fundo amarelo
lembram o leopardo
então
come-se a banana devagarinho
lambendo-se os dedos depois (p. 24)
****
Fiapos de Sonho
roçando
pelo teu rosto
tombou ao chão
a estrela cadente
guarda-a
é o ouro dos sonhos (p.13)
****
abrem-se a flor e o dia
e
meus dedos roçam suaves
tua face inda nocturna
de súbito
rebenta a bomba
na incandescência de luz e orvalho
de uma aurora indiferente
ao de leve amanhecendo
abrem-se a flor e o dia (p.45)
****
a norte da esperança
a minha pátria
é um órfão
baloiçando de muletas
ao tambor das bombas
a sul do sonho
a norte da esperança (p.46)
Na Leveza do Luar Crescente
distraída na verdura
a garça branca
****
esvoaçando
de cadáver em cadáver
colhem
o fedor dos mortos em
vão
e
pelos buracos da renda
dos dias
passam álacres
do mundo do esquecimento
ao país da indiferença
levando consigo
o pólen fatal
das flores da guerra
borboletas de luz (p.38)
****
segunda-feira, setembro 28, 2009
All My Little Words, by The Magnetic Fields
You are a splendid butterfly
It is your wings that make you beautiful
And I could make you fly away
But I could never make you stay
You said you were in love with me
Both of us know that that's impossible
And I could make you rue the day
But I could never make you stay
Not for all the tea in China
Not if I could sing like a bird
Not for all North Carolina
Not for all my little words
Not if I could write for you
The sweetest song you ever heard
It doesn't matter what I'll do
Not for all my little words
Now that you've made me want to die
You tell me that you're unboyfriendable
And I could make you pay and pay
But I could never make you stay
Arlindo Barbeitos: poética da concisão
27 de Setembro: o peso sai das costas, ou não...
voltarei para partilhar alguns poemas dele.
É que apesar da trabalheira, o gosto pela poesia ficou.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Desafio em Setembro
(Irisz Agocs, visto aqui)Livros:
mais:
Já agora, há feira na Assírio & Alvim.
muito fraquinho, mesmo...
quinta-feira, setembro 17, 2009
Um ano depois, novamente a poesia...
em ti
Chegar-te, estar-te,

(imagem vista algures....)
quinta-feira, setembro 10, 2009
Quase alea iacta est
terça-feira, setembro 08, 2009
Supernatural/Sobrenatural: do urso ao gato
2.º nós, gatos, somos mais carinhosos, mas também podemos ser assustadores ;)
sexta-feira, agosto 28, 2009
I want to know what love is
Também eu, MC.
Adoro esta versão. E quando ouvir a versão completa do álbum...
(não há vídeo ainda, apareceu hoje na net)
«In my life there is been heartache and pain, I don't know if I can face it again»
quinta-feira, agosto 27, 2009
Desafio em Agosto

Que raio de mês. Preguiça, festas parvas, obras cá em casa. Muitas voltas depois do jantar. Amoras e muita fruta. Muita net e séries. E muita escrita - não a literária, mas a científica. Parece que nem sei escrever. Nota-se.
81. A Vida Sexual das Palavras, Julían Ríos, Quetzal, 232p.****
82. Werther, Goethe, Visão, 126p.****
83. O Conde d'Abranhos seguido de A Catástrofe, Eça de Queirós, Porto Editora, 190p.****
84. Contos, Edgar Allan Poe, Jornal de Notícias, 414p.****(*)
85. Praça de Londres, Lídia Jorge, D. Quixote, 98p.****
86. As Afrodites (2 vols), Andrea de Nerciat, Périplo, 256+272p.**(*)
87. A Honra Perdida de Katharina Blum, Heinrich Boll, Visão, 96p.****
88. Haldred, Patrick Besson, Teorema, 116p.****
89. Todas as Estrelas do Mundo/O Amor Tem Tantos Nomes, Carlos Lopes Pires/Maria Rosa Colaço, Editorial Diferença, 168p.****
19. Demasiada Carne, de Jean-Marc Barr e Pascal Arwold, com Jean-Marc Barr, Rosanna Arquette, Elodie Bouchez***
20. Van Wilder, de Walter Becker, com Ryan Reynolds, Tara Reid**
21. O Velho e o Mar, de Aleksandr Petrov (curta-metragem animada)*****
22. All About Anna, de Jessica Nilson, com Gry Bay, Adrian Bouchet, Ovidie, Eillen Daly**
quarta-feira, agosto 19, 2009
Quem se lembra de Sophia?
Eu lembro! E faço questão de a mostrar/lembrar aos meus alunos...
terça-feira, agosto 18, 2009
Sabores
É até oferece prémios! Confiram:
Link: http://www.yourtaste.is/
sábado, agosto 15, 2009
to build a home
Porque todos somos casas. Uns mais do que outros. Uns para uns ou outros - ou quase.
E há casas que não entram em ruínas. E jardins.
«A minha casa tem uma varanda: é dela que vejo o mundo. Eu acho que toda a gente tem uma janela, e talvez até uma varanda. Só não estou certo sobre se toda a gente tem uma casa.»
Todas as estrelas do mundo, Carlos Lopes Pires
quarta-feira, agosto 12, 2009
excertos de «O mundo não passa de mundo» - 2.ª parte
III. 27. Endymion
III. 30. O gato a tinta-da-china
O seu autor reparou em tudo isto e achou que era um bom desenho, um entre muitos que tinha feito, guardado, vendido, ou à espera de comprador. Foi o caso deste. Cansado de tantos desenhos, de tantos traços a preto sobre o branco, não entendeu a maravilha que era aquele gato e a sua vontade de um afago. Não reparou, cheio de sono, que o gato mudava de posição, rebolando-se no espaço mínimo branco da página, quase com perigo de vida pelas margens abruptas da folha para o abismo. E ao ver-se ignorado, não tentou outras abordagens: talvez pudesse ter miado ou arranhado o papel, mas deixou-se ficar, ferido no seu orgulho de gato e tornou-se indiferente.
III. 33. História de uma viagem indecisa
A minha atenção era a mesma da do sol: brincava com os ramos das árvores, penetrando nas frinchas que elas deixavam. E eu seguia esses raios como uma escapatória para as palavras pausadas do meu interlocutor, tão diferentes de outras («O que foi?», «Caiu-me alguma coisa na cabeça vinda da árvore… ou das tuas mãos», o meu sorriso confirmou a segunda hipótese).
III. 34. A missiva inexistente de Antínoos
Não te prendas às memórias, Adriano, que tiveres de nós. Mas não te esqueças, também. Tudo em perfeita harmonia, na devida proporção. Eu recordar-te-ei enquanto o tempo permitir a memória. Afinal somos mortais, dependentes dele, sempre. Não sei o que se erguerá para mim dentro destas águas, depois de me perder nelas, mas só poderá ser o prémio de uma vida breve, mas certa, desde que me escolheste para teu lado. Oh, Adriano, eu também te escolho, escolho-te para que continues, para que continuemos juntos no resto do tempo que existe, em que será possível sermos entendidos, como agora eu mesmo nos entendo e imploro que me entendas. Não me lamentes, é de livre vontade que sigo a vontade dos deuses. E só a eles pertence a nossa vida. Somos mortais, mesmo que me deifiques, mesmo que sejas o imperador, e todos os mortais morrem, tal como os deuses parecem não escapar, também… Mesmo que dês o meu nome que te é tão querido e que murmuras nas noites de calor de Roma como se ele te matasse a sede, a uma estrela, por influência do teu avô Marulino, de uma constelação boreal, ela será variável, com um período que durará sete dias, quatro horas e catorze minutos, como se mostrasse que eu pouco mais durei que ela, mas que retorno, de cada vez que alguém pronuncia o meu nome, o nosso amor.
III. 35. O apanhador de conchas
Por fim, sentei-me na areia, em frente ao mar, como se lhe dissesse adeus. Ao longe deveriam estar os meus colegas, em tarefas de bom acolhimento, imaginei depois. Disseram-lhe por onde eu estaria, indicaram-lhe o caminho e encontrou-me. Eu estava a olhar o mar onde lavava algumas conchas que traziam algas com elas. E soube, de repente, que estava ali, por alguma razão que desconhecia. Não era promessa de que nos viria ver. Não era o seu perfume, porque o mar dominava tudo, nem os seus passos, porque o mar abafava-os e a areia não os permite iguais ao costume, nem a sua voz, porque não falou. Ou antes, quem falou primeiro fui eu, talvez querendo surpreender e provocar:
quarta-feira, agosto 05, 2009
Prémio para o Tulisses, em Rabiscos e Garatujas
quarta-feira, julho 29, 2009
terça-feira, julho 28, 2009
Desafio em Julho
E o desafio continua. E muito bem, do ponto de vista numérico - é esse o desafio. Do ponto de vista qualitativo também, mas fazem-me falta certos livros que queria ler e não posso... Por tudo, porque penso que me vão roubar tempo à escrita da maldita dissertação, mas enfim... Os livros mais pequenos vão sendo lidos um pouco por todo o lado, como sempre. Os maiores só os inevitáveis: o Mia por quem é, a Agustina porque queria acabar de ler tudo o que tenho dela. Muitos contos (e a grande descoberta do livro de Helena Malheiro), como sempre, alguma poesia, teatro (por influência do Mimarte) e coisas que são necessárias para a escola ou para artigos... Vou de férias, agora. Até ao meu regresso!
69 - Rei Édipo, Sófocles, FLUC, 82p.*****
70 - Antígona, Sófocles, Fundação Calouste Gulbenkian, 140p*****
71 - A Dança das Borboletas, Wenscelau de Moraes, Independente, 158p.****
72 - O Comum dos Mortais, Agustina Bessa-Luís, Guimarães Editores, 368p.****
73 - Cinco Tempos, Quatro Intervalos, Ana Saldanha, 54p.***
74 - Bestiário, Fábulas e Outros Escritos, Leonado da Vinci, BI, 96p.***
75 - «Ficções 10», direcção de Luísa da Costa, Tinta Permanente, 200p.***
76 - Jesusalém, Mia Couto, Caminho, 296p.*****
77 - «Ficções 11», direcção de Luísa da Costa, Tinta Permanente, 144p.***
78 - O Tamanho do Mundo, Helena Malheiro, 192p.*****
Filmes:
Harry Potter e o Princípe Misterioso****(*)
Signs
Não, não encontrei um novo amor com uma história semelhante. Um antigo talvez. E não, não tenho nenhum amor novo. Antigos sim, que ficam sempre. Mas o filme é bom, é bonito. E vale muito a pena. Talvez haja mais coisas que valham a pena.
segunda-feira, julho 20, 2009
domingo, julho 19, 2009
A lua
Foi interessante, e a minha (Fada)Madrinha foi fantástica.
E o objecto artístico mais bonito sobre a lua são duas, parece-me, na música:
E podia ser a Diana Krall, ou Sinatra... Ou literatura - tantos...
Mas eu não sou lunar, pelo contrário ;)








