segunda-feira, setembro 27, 2010
Gosto. Não Gosto. (versão professor)
Delírio sentimental à hora do almoço como se fosse crepúsculo
quarta-feira, setembro 22, 2010
Gosto. Não gosto.
"We'll always have Paris", ou não:
sexta-feira, setembro 17, 2010
Não resisto...
segunda-feira, setembro 06, 2010
2 poemas de Fiama Hasse Pais Brandão
Na parte da cidade
iluminada
diz-se que é sol
que sobre si
tomba
no solo
A linha que reparte
uma cidade
é muda
Com a mesma arte
ela a divide
e une
****
ER
Por fora do coração voa a asa
negra do melro. O mesmo que
vive na minha vida. O que tem
um assobio tranquilo e eterno.
Segue-me com o seu amor ocul
to. Une o olhar do solo raso
ao olhar sobre a altura. Muda
e depois é igual. Por vezes ve
mo-nos nas brenhas junto ao mar.
Noutro tempo foi numa aresta verde.
Vem da viagem de Ulisses. Um
cantor. Nas figueiras de Ogygia
cantando. Sobre um fio da er
va. Oiço-o com a mesma penetra
ção com que já foi ouvido na
Natureza. Por Er. Além os
pequenos pardais negam-no.
Não os contemplo. Todos os anos
estou atenta. Este poema
afirma e recorda. Esta ave
chama por mim como eu.
Fiama Hasse Pais Brandão, F de Fiama, Lx: Teorema, p.10, 92
Santiago de Compostela
terça-feira, agosto 31, 2010
coisas de blog
What we are
quinta-feira, agosto 26, 2010
Desafio em Agosto
Em tempo de férias, em espaço familiar, multiplicaram-se as ofertas. E aproveitaram-se. Dos Livros, destaque para Arménio Vieira (84 e 85), de que já falei aqui e aqui, a propósito da poesia, e agora na prosa considero-o muito bom: Cabo Verde ao poder. Chiquinho (uma vergonha só ler agora) é bom, mas Raul Brandão (87) mesmo nuns contos menores enche-me a alma, assim como O Doente Inglês - a que se seguiu o filme, para recordar um dos que me ficaram para sempre. Justo Jorge Padrón é um poeta extraordinário e o romance de um outro poeta, Jorge de Sena, Sinais de Fogo, é, sem dúvida, a obra do mês :)
Livros:
81. O Doente Inglês, Michael Ondaatje, Público/Mil Folhas, 320p.*****
82. Cidade Proibida, Eduardo Pitta, Biblioteca de Verão JN/DN, 96p.***
83. O Fulaninho de Cartago, Plauto, CECH-FLUC/FESTEA, 132p.***
84. O Eleito do Sol, Arménio Vieira, Vega, 148p.*****
85. No Inferno, Arménio Vieira, Caminho, 256p.*****
86. Chiquinho, Baltasar Lopes, Vega, 212p***
87. Antologia do Conto Português – Raul Brandão, Raul Brandão, Correio da Manhã, 46p.*****
88. O Processo, F. Kafka, Revista Visão, 256p.****
89. Obra Poética 1966-1996, Justo Jorge Padrón, Tertúlia, 1002p.****
90. Sinais de Fogo, Jorge de Sena, Público/Mil Folhas, 544p.*****
Filmes:
121. The English Patient, Anthony Minghella (uma vez mais)*****
122. The Invasion, Oliver Hirschbiegel****
123. A Serious Man, Ethan e Joel Coen*****
124. The Young Victoria, Jean-Marc Valée*****
125. O Nome Das Coisas (Doc. sobre Sophia)****
126. Julie & Julia, Nora Ephron*****
127. Bright Star, Jane Campion*****
128. Hancock, Peter Berg**
129. Zombieland, Ruben Fleischer*****
130. The Pit and The Pendulum, David DeCoteau*
131. The Secret Diaries of Miss Anne Lister, James Kent***
132. There Will Be Blood, Paul Thomas Anderson**
133. Splice, Vincenzo Natali***
134. No Country For Old Man, Ethan e Joel Coen***
135. Fantastic Mr. Fox, Wes Anderson*****
136. Jackass, Jeff Tremaine*
137. Resident Evil 2: Apocalipse, Alexander Witt****
138. The Haunting in Connecticut, Peter Cornewell****
139. Love Lies Bleending, Keith Samples***
140. I'll See You In My Dreams, Miguel Ángel Vivas*****
141. Curtas Animação Oscares 2009*****
142. Curtas Animação Oscares 2010*****
143. Curtas da Pixar*****
144. District 9, Neil Blomkamp*****
145. Au Pair 3: Adventure in Paradise, Mark Griffiths**
146. Hulk 2, Louis Leterrier***
147. Two Lovers, James Gray***
148. Godsend, Nick Hamm***
149. The Hurt Locker, Kathryn Bigelow*****
150. The Blind Side, John Lee Hancock****
151. Up in the Air, Jason Reitman*****
Ainda:
Lost - vi a última temporada, muito boa, com grandes momentos. Com alguns póneis, mas faz parte. E vi em dois dias, claro, porque me é viciante. Desmond e Penny, Kate e Jack, Hugo, Sun, Juliet, Richard são personagens que me ficam. E o Jacob, claro - que perfil tão tristinho...*****
sábado, agosto 21, 2010
Away we go, de Sam Mendes
Away I'd go, se pudesse. Fuga. Mas como não posso, fisicamente, vou-me nos filmes, nos livros, no sono, na escrita adiada. Escrever é uma aprendizagem da morte, escreveu, mais ou menos, Maurice Blanchot. Mas talvez morrer não exija uma aprendizagem, só entrega. Entrego-me a este filme como a vida que não vou ter, mas talvez não me incomodasse. É um grande filme, a que já aludi aqui.
Anaquim

quinta-feira, agosto 12, 2010
Ruy Duarte de Carvalho, 1941-2010
R)evolucionador da literatura angolana, é um dos melhores poetas e prosadores de língua portuguesa, sem sombra de dúvidas. Falava do sul, do sal, do sol. Falava das gentes, das falas dos lugares. Falava metatextualmente, também, das palavras, das imagens. E usava os ................................................ quando não sabia mais que dizer, ou quando não era já necessário? Do pouco que li, ainda, fica:
O verão poisa nas coisas e adormece tudo.
O sal, por toda a parte.
Hábito da Terra, União dos Escritores Angolanos, p.44 e 46
Uma nova geografia se inventava em cada olhar que eu desferia, exacto, para depois consolidar as formas à custa de um moroso entendimento. (...)
Um homem nasce pobre e pobre há-de morrer. De resto nunca sabe o que vai ser. De tudo o que viu na vida, gente boa e gente má, anos bons e anos maus, João Carlos retirou duas ou três conclusões: que um homem nem sempre está onde o corpo lhe impõe estar, e o importante na vida é como estar, não aonde. Na vida de cada um há quatro vidas ao todo: sozinho dentro de si ou perto ou longe dos seus e em contacto com os outros, da mesma forma, conforme. Para além da outra vida que há-de haver depois de morto. Onde se vive uma só sem divisões ou viagens.
Como se o mundo não tivesse leste, União dos Escritores Angolanos, p.45 e 81
quarta-feira, agosto 04, 2010
últimos escritos
A ampulheta alimenta a solidão
e não há curva que me devolva.
*
Criámos asas para que o tempo fosse menos breve
inventamos máscaras para escondermos seus caminhos no rosto
e ainda assim vem ao de leve
como a mostrar-nos novo último comum posto.
*
Que o gosto a sal na minha língua
seja o meu gosto na tua.
domingo, agosto 01, 2010
Desafio em Julho
Livros:
62. Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen, Europa-América, 236p.*****
63. Baladas Hebraicas, Else Lasker-Schuler, Assírio & Alvim, 104p.***
64. Quatro Cavaleiros a Pé, José Saramago, Padrões Culturais Editora, 48p.***
65. O Herói das Novelas, Lídia Jorge, Padrões Culturais Editora, 48p.***
66. História do Rei Gonzalve e das Suas Doze Princesas e As Memórias de Joséphine, Pierre Louys, Teorema, 100p.**
67. Laços de Família, Clarice Lispector, Relógio d’Água, 126p.***
68. Contos de Clarice Lispector, Clarice Lispector, Relógio d’Água, 368p.****
69. Carta ao Pai, Kafka, Quasi, 92p.***
70. Uma Questão de Cor, Ana Saldanha, Caminho, 104p.*****
71. A Sophia, A.A. V.V., Caminho, 148p.****
72. Melancolia, António Pinto Ribeiro, Ambar, 112p.****
73. E Se Eu Gostasse Muito de Morrer, Rui Cardoso Martins, Dom Quixote, 216p.*****
74. Deixem Passar o Homem Invisível, Rui Cardoso Martins, Dom Quixote, 240p.*****
75. Herbert West: Reanimador, H. P. Lovecraft, Quasi, 96p.***
76. Electra, Sófocles, CECH-FLUC/FESTEA, 94p.****
77. O Barco Aberto, Stephen Crane, Quasi, 96p.****
78. O Guarda da Praia, Maria Teresa Maia Gonzalez, Verbo, 148p.*****
79. Histórias do Bom Deus, Rilke, Quasi, 104p.***
80. A Canção de Zefanias Sforza, Luís Carlos Patraquim, Porto Editora, 160p.***
Filmes:
116. Arthur and the Invisibles, de Luc Besson****
domingo, julho 25, 2010
sexta-feira, julho 23, 2010
Declaração
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
Dizer “ Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios?” Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor,
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
ele que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
Nuno Júdice
sexta-feira, julho 16, 2010
Matilde Rosa Araújo (1921-2010)

Livros que me faltam: sugestões felizes/eficazes de prendas
Poemas, A. Franco Alexandre
O cultivo de flores de plástico, Afonso Cruz
As avós e outras histórias, Doris Lessing
Unibolso:
24, 56, 57, 69, 72, 89, 94, 111, 113.
RTP:
54, 55, 63, 75, 79, 88, 91, 92, 95, 99.
Coleção Vozes de África: n.º 4, 5, 12, 16, 18, 20, 21.
«Ficções»: n.º 1, 2, Férias, 5, Comer, Filmes, 14, 16
terça-feira, julho 06, 2010
(omni)potência
Reacção: «Treta, ele vem à minha procura e eu não fiz a cama... A minha reputação! Mas ainda tenho tempo»
