sexta-feira, março 04, 2011

Paris

como me conhece bem quem tratou dos bilhetes :)



quarta-feira, março 02, 2011

3 poemas de Mário Rui de Oliveira

(imagem retirada daqui)

Vizinho de Deus

Saio de casa para olhar o mundo. Olhá-lo, sem mais. Debaixo do outono, amealhava pinhões, tecia colares de caruma, cruzava um regato, o cheiro da terra molhada. Anotava o geométrico voo dos estorninhos e pensava crer como um corpo adolescente.
Face a face com o mundo. Ou quase. Talvez seja isto que Balthus refere: «pintar o que se tem diante dos olhos é um modo de se tornar vizinho de Deus».


Um Amigo

Num daqueles dias de outono, em que nos queima a vermelha labareda das folhas, um amigo pedia que lhe contasse uma história. «Salva-me a vida, conta-me uma história». E eu recordei aquela mulher das Mil e Uma Noites, que encadeava, com doçura e desespero, uma história na outra, pois ó a história infinita nos permite escapar à maldição da morte.
Um amigo é uma história que nos salva.

Os Padres do Deserto

Os monges do deserto, esses que chegam da vigília do silêncio, diante de um cesto, escolhem os frutos mais apodrecidos. Gestos assim podem parecer-nos insignificantes, até indiferentes, mas, na realidade, revelam aqueles que os cumprem. Os santos sentem-se indignos de receber e preferem reservar, aos outros, o melhor. «Para eles, somente a visão perfumada dos pomares.


Mário Rui de Oliveira, O Vento da Noite, Lisboa: Assírio & Alvim: 20, 29, 31

domingo, fevereiro 27, 2011

Poema das evidências

Ao contrário do vento encontro
as ruas em que nos perdemos.

A gaivota na pedra
nada diz da minha condição.

A solidão é menor
quando me estendo ao sol.

Desafio: 02

Poesia mais, desta vez (11, 12, 14?, 16). Mas a revelação deste mês, em termos de epifania e tal, é A Biblioteca de Zoran Živiković, um livro em torno dos livros em conjunto (isto é, bibliotecas) que nos mostra de uma forma fantástica como eles podem ser uma obsessão, uma paixão, uma tortura, a salvação. Menos filmes, o mês é curto :), mas muitos deles nomeados para os prémios mais badalados.

livros:

11. Obra Poética, David Mourão-Ferreira, Presença, 428p.***
12. O Bebedor Nocturno, Herberto Helder, Assírio & Alvim, 192p.****
13. A Biblioteca, Zoran Živiković, Cavalo de Ferro, 104p.*****
14. Medeia, recriação poética da tragédia de Eurípides, Sophia de Mello Breyner
Andresen, Caminho, 80p.*****
15. Razões de Coração, Álvaro Guerra, Planeta deAgostini, 312p.****
16. O Vento da Noite, Mário Rui de Oliveira, Assírio & Alvim, 56p.*****

filmes:

35. In the Cut, Jane Campion**
36. The King´s Speech, Tom Hooper*****
37. Black Swan, Darren Aronofsky*****
38. Toy Story 3, Lee Unkrich***(*)
39. 127 Hours, Danny Boyle*****
40. Head On, Ana Kokkinos***(*)
41. The kids are all right, Lisa Cholodenko***(*)
42. Love and other drugs, Edward Zwick****
43. The Social Network, David Fincher****
44. A Perfect Getaway, David Twohy*(*)
45. Persepolis, Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi*****
46. Blue Valentine, Derek Cianfrance***
47. The Last Airbander, M. Night Shyamalan***
48. Blood Night, Frank Sabatella**


outros:

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

artigos, comunicações, participações...

para não estar a atafulhar a coluna lateral, fica aqui mesmo numa postagem a relação das coisitas que tenho feito, agora menos amiúde, que o tempo não dá para tudo, mas que tenciono ir fazendo crescer com mais textos em revistas e uma ou outra comunicação. link na dita barra, para quem achar interesse, link para os textos disponíveis em rede, ou para os eventos em caso negativo.

em andamento para sair:


«As Fúrias em "sede absurda de ruína": espaços em Agustina Bessa-Luís»
TENREIRO, Francisco e ANDRADE, Mário Pinto de (org.),Poesia Negra de Espressão Portuguesa, Vila Nova de Cerveira: Nóssomos, 2012, 20p.
«Eu quero escrever coisas verdes» - o projeto poético de Arlindo Barbeitos
«Mia Couto: a escrita sobre a mulher, essa canoa, ilha, leoa e tudo o resto» - CLEPUL
«Efeitos da repetição na poesia de João-Maria Vilanova e de Arlindo Barbeitos»
A poesia de João de Araújo Correia
Séchu Sende (Diário do Minho)
Roberto Vidal Bolaño (Diário do Minho)




25. «Arlindo Barbeitos como leitor dos poetas da "Mensagem"» - Colóquio Internacional A Modernidade nas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa: António Jacinto e a sua época, CLEPUL - Universidade de Lisboa, novembro de 2013.

24. «A Paisagem (re)escrita por Maria Ondina Braga: de Eu vim para ver a terra e Passagem do Cabo», Paisagem - (I)Materialidade, III Encontro CITCEM - FLUP, novembro 2013.
23. «Narradores abreviados, leitores espicaçados – uma opção constitutiva da narrativa breve de Lygia Fagundes Telles» - Jornadas Internacionales: en el 90 aniversario de Lygia Fagundes Telles, Universidade de Salamanca, outubro de 2013.
22. «Ser e ainda não ser: oscilação e iniciação em "O Belo Adormecido" antecedido de A arte do conto de Lídia Jorge - considerações», Travessias pela literatura portuguesa, estudos críticos de Saramago a Vieira, Eduepb - Universidade Federal de Paraíba, outubro de 2013.

21. «Manuel Rivas - a palavra, como a estrela cadente, tem algum poder» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», 4 de setembro de 2013.

20.  «Álvaro Cunqueiro - mil e um mundos a partir da Galiza» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», Braga, 26 de junho de 2013.

19. «Arlindo Barbeitos», Colóquio «Tinha Paixão», Porto, junho 2013.

18. «A construção da voz poética de Arlindo Barbeitos: as interferências/afinidades orientas», «Forma Breve 9: Conto Interpolado», Universidade de Aveiro, dezembro de 2012.

17. «"Nunca escrevi versos que não fossem de amor": a metapoesia de Rui Knopfli», Colóquio Poesia "ao espelho, vendo-se, pensando-se". Poesia e autorreflexividade, Universidade de Évora, dezembro 2012.

16. «VIEIRA, Arménio. MITOgrafias - recensão crítica», «Navegações» - vol. 5 n.º1, jan/jun 2012.

15. «"Tanto mundo de água para mudar o destino": representação do mar na obra de Manuel Rui», O Mar - patrimónios, usos e representações, II Encontro CITCEM - FLUP, outubro 2011.
  
14. «Lobo, João. Diário da Vida de um Mocho - II (diário) - recensão crítica», «Navegações» - vol.4 no.1, jan/jun 2011 (com Bruna Silva).

13. «Eu Vim para Ver a Terra, de Maria Ondina Braga: a construção do mundo pela crónica», «Forma Breve 8: A Crónica», Universidade de Aveiro, dezembro 2010.


11. «Vieira, Arménio. O Poema, a Viagem, o Sonho (poesia) – recensão crítica», «Navegações» - vol.3 no.1, jan/jun 2010.

10. «Diferentes véus de Penélope ou o tempo é tecido/o tecido do tempo», Colóquio Rostos e Narrativas no Feminino: imagens da antiguidade clássica, FACFIL Braga, maio de 2010 [Sophia, Manuel Alegre, Daniel Faria, Casimiro de Brito,...] (disponível na «Revista Portuguesa de Humanidades - Estudos Literários», Faculdade de Filosofia da U.C.P., Braga, 2010, vol.14-2).

9. «Esse humano que foi como um deus grego: Antínoo entre eros e thanatos na poesia portuguesa», «Forma Breve 7: Homografias: Literatura e homoerotismo», Universidade de Aveiro, dezembro 2009 [Sophia, Albano Martins, Pedro Tamen, Fernando Pessoa,...].

8. Arlindo Barbeitos: poética da concisão, dissertação de mestrado – FLUL, setembro de 2009.

7. «Medo e coragem: travessias em Grande Sertão: Veredas», «Cadernos de Estudos Brasileiros, n.º2», FLUL, setembro de 2009.

6. «Arquitecturas do Abandono: espaço-tempo, ruína e memória em O Outro Pé da Sereia de Mia Couto», «Revista África e Africanidades» – Ano I – n.º 4, fevereiro de 2009.

5. «”O Embondeiro que sonhava pássaros” de Mia Couto: descrição de uma poeticidade», «Forma Breve 6: O Conto em Língua Portuguesa», Universidade de Aveiro, dezembro 2008.

4. «Em Demanda das Santas do Corpo», VIII Encontro de Estudos de Literaturas de Língua Portuguesa, Universidade de São Paulo, outubro de 2008. [sobre personagens de Eça de Queirós, Raul Brandão e Natália Correia]

3. «Mundos Encostados: Conflito Entre Tradição e Modernidade em Parábola do Cágado Velho de Pepetela», «Revista África e Africanidades» - Ano I – n.º 2, agosto de 2008.

2. «Os direitos e as leis em Os Dois Irmãos de Germano Almeida e Quantas Madrugadas tem a Noite de Ondjaki, Mundos em Diálogo - Colóquio Direito e Literatura – FLUL, fevereiro de 2008 (disponível em edição homónima da Almedina, 2010).

1. «Sophia “do outro lado do mar”», IV Congresso Português de Literatura Brasileira: O Porto e o Brasil – FLUP, novembro de 2005.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O Bebedor Nocturno

Divisa

Conhecem-me os cavalos e a noite e os desertos
traiçoeiros e a guerra e as feridas e o papel e a pena.

(poema árabe, Al-Moutanabbi)


*

Nascemos para o sono

Nascemos para o sono,
nascemos para o sonho.
Não foi apenas para viver que viemos sobre a terra.
Breve apenas seremos erva que reverdece:
verdes os corações e as pétalas estendidas.
Porque o corpo é uma flor muito fresca e mortal.

(poesia mexicana do ciclo nauatle)


*

Conduz o teu cavalo sobre o fio de uma espada,
oculta-te como puderes no meio das labaredas.

(poema zen)
O Bebedor Nocturno, poemas mudados para Português por Herberto Helder,
Assírio & Alvim, Gato Maltês, 2010:101, 65, 82

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

A.


É no teu corpo lento que se esperam as eras
se deseja o movimento
o crescer da verticalidade do horizonte.

O branco é apenas a ausência do medo
e eu vejo-te enfrentando o mundo.

Não há dúvida quando o amor é acerto
cindindo as margens do caos.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

O Conto dos Três Irmãos



«O Conto dos Três Irmãos», do último filme de Harry Potter (parte um), uma curta-metragem de animação que funcionaria bem assim, isoladinha. vale a pena ver :)

domingo, fevereiro 13, 2011

Porque há mais e há regressos e homens extraordinários como o Colin Firth

já agora, porque também gosto destas outras bandas sonoras nomeadas para o óscar, de filmes de que gostei muito, ficam aqui as minhas faixas favoritas:



«If I Rise», Dido e A. R. Rahman de OST 127 Hours (filme de Danny Boyle)
- para melhor canção original, sem dúvida.



«Coming back around», de John Powell, de OST How to train tour dragon (filme de Dean Deblois e Chris Sanders, merecia melhor filme de animação). Ótima canção, com excelente vídeo aqui.



«Fear and suspicion», de Alexandre Desplat, de OST The King's Speech (filme de Tom Hooper) - menos extraordinária a música, mas brilhantes interpretações!

sábado, fevereiro 12, 2011

Tempo dentro de um sonho

«Time», de Hans Zimmer, para a OST de Inception (filme de Christopher Nolan)
um grande filme, uma grande banda sonora. dos meus favoritos deste ano.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Dança Folclórica da China



Hoje foi no Colégio, amanhã no PEB. Foi bonito, com muita luz, ritmo, energia, suavidade, cor, graça e tudo o mais - pela Academia de Dança de Pequim.


terça-feira, fevereiro 01, 2011

Não sei se chore, não sei se ria________ ou ___________ o post das antíteses...



«Que parva que eu sou», Deolinda


«Julliet is happy», Niall Byrne, OST - Cairo Time

domingo, janeiro 30, 2011

Desafio: 01

(se não fosse pelo muito trabalho que tenho, já tinha concluído este post há muito. e fica assim, sem introdução, sem reflexão, sem foto. não há tempo para tudo quando se tem tanto para fazer!)

livros:

1. Romance do Grande Gatão, Lídia Jorge, D. Quixote, 46p.*****
2. Antologia, Arnaldo Antunes, Quasi, 264p.*****
3. Primeira Antologia de Micro-Ficção Portuguesa, Rui Costa e André Sebastião, Exodus, 144p.****
4. A Catedral do Mar, Ildefonso Falcones, Bertrand, 832p.*****
5. Marina, Carlos Ruiz Zafón, Planeta, 260p.*****
6. Superfície. Toda Poesia, Maria Ângela Alvim, Assírio & Alvim, 160p.**
7. Noites Brancas, Fédor Dostoievski, Europa-América, 144p.****
8. A Caminho de Santiago, Ana Saldanha, Caminho, 92p.***
9. O Pobre de Santiago, Graça Pina de Morais, Antígona, 168p.****
10. Pessoa, Wordsong, 101 noites, 112p.****


filmes:

1. Corrida para a Montanha Mágica, Andy Fickman***
2. Anjos e Demónios, Ron Howard****
3. Adaptation, Spike Jonze****
4. O Dia em que a Terra Parou, Scott Derrickson***
5. Capote, Bennett Miller****
6. Micmacs, Jean-Pierre Jeunet*****
7. Frozen, Adam Greene***(*)
8. Run! Bitch Run!, Joseph Guzman*
9. Not Forgotten, Bror Soref*
10. Ligeia, Michael Staininger**
11. Nine Dead, Chris Shadley***
12. Sherlock Holmes, Guy Ritchie****
13. A Town Called Panic, Stéphane Aubier e Vincent Patar****
14. Vertige, Abel Ferry***(*)
15. Trick'r Treat, Michael Dougherty***
16. The Unborn, David S. Goyer***
17. The Reeds, Nick Cohen***(*)
18. Legion, Scott Charles Stewart****
19. Os Amores de Astrea e Celadon, Eric Rohmer****
20. Red Victoria, Tony Brownrigg***(*)
21. Doghouse, Jake West****
22. All the Boys Love Mandy Lane, Jonathan Levine***
23. How to Train Your Dragon, Dean DeBlois e Chris Sanders*****
24. Centurion, Neil Marshale***(*)
25. Prince of Persia: the sands of time, Mike Newell****
26. Terra Sonâmbula, Teresa Prata****
27. Clash of Titans, Louis Leterrier****(*)
28. Percy Jackson and the olimpians, Chris Columbus***(*)
29. Vantage Point, Pete Travis***(*)
30. Cairo Time, Ruda Nadda*****
31.The Road, John Hillcoat****(*)
32. 9, Shane Acker****(*)
33. Shortbus, John Cameron Mitchell***
34. Sete dias e uma vida, Stephen Herek***

outros:
mini-série Sherlock (RTP2)*****
teatro: Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente, Salomé, de Oscar Wilde****
concerto: Manuel Cruz - Foge Foge Bandido

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Originalidade e Demência

(não, não era suposto ser um trocadilho com Orgulho e Preconceito ou Sensibilidade e Bom Senso, apenas o reflexo da preparação dos testes de amanhã... medo)


«Fim de semana já não é uma palavra composta, é lexicalizada... Quero lá saber... Adoro-a na mesma» (Virgínia)


«Vou morrer para o mundo moderadamente (repare-se bem nos modificadores do grupo verbal)» (Eu)

«Apetecia-me agora um palíndromo fresquinho» (Eu)

«Já deixavas o modificador de nome restritivo em paz e percebias que é um modificador de nome apositivo» (Eu, para um aluno)

«Stôr, o modificador de frase é aquele que serve para coisar... hum... certo?» (um aluno, para mim), «Sim, N., é isso mesmo... tu lá sabes da tua vida...» (Eu, em resposta).

terça-feira, janeiro 25, 2011

O Desterrado

O Desterrado, de Soares dos Reis (pormenores)

Nada em ti se exagera ou falta
a harmonia é um círculo incompleto -
- o mar na rocha é no cabelo
e verga e afasta para a imensidão.

Os dedos são texto à margem
Com eles não escreverás com sangue nas paredes.
Nem verás teu branco corpo italiano -
- o olhar perdeu-se já no longe.

Um segredo te concedo:
perder-se é fácil.

domingo, janeiro 23, 2011

2 poemas de Maria Ângela Alvim


As papoulas são estrelas que caíram de sono.
Elas têm o segredo.



Vitória de Samotrácia


Não aqui, - além existes. Teu vôo
demais amplo na extensão dos olhos
se tão curto olhar,
em tempo de pausa acompanhamos.

Mito
anjo
graça
alma de dança
teu corpo era paixão na pedra.

... Param os passos,
espraia-se o mar
onde arrebatas as vestes do vento,
ó vortigem de ser e de estar!


Maria Ângela Alvim, Superfície. Toda Poesia, Assírio & Alvim, 2002:24, 77

sexta-feira, janeiro 14, 2011

14 de Janeiro

«14 de Janeiro», Wordsong a partir de Al Berto

porque hoje o é - e inacreditavelmente, apesar de continuar a adorar, precisamente hoje, não me identifico muito... estou contentinho hoje, tenho de fazer um esforço para mudar isso!

quinta-feira, janeiro 13, 2011

ocupar os tempos livres com genialidade

visto no Felizes Juntos, mas não resisto a pôr por cá também :)
somos ou não geniais? (nós, os gatos, entenda-se)

Manuel Cruz - Theatro Circo - Braga

Foi ontem. Momento favorito acima, «Canção da Canção Triste».
Gosto dele também aqui, «Ouvi Dizer«, ainda nos Ornatos Violeta. Tem qualquer coisa lembra Radiohead ou é só impressão minha? E a melhor música dos Da Weasel, para mim, é «Casa», também com ele, claro. Ainda assim, algo faltou - ou sobejou - ontem.



segunda-feira, janeiro 10, 2011

O deserto, Mariza



em forma de remix, já que o original não aparece aqui (a não ser ao vivo, e não gosto tanto do vocal). atenção especial à última estrofe. linda.

Deserto
Império do Sol
Tão perto
Império do Sol
Prova dos nove
Da solidão
Cega miragem
Largo clarão
Livre prisão
Sem a menor aragem
Sem a menor aragem


Que grande mar
De ondas paradas
Que grande areal
De formas veladas
Vitória do espaço
Imensidão
Ponto de fuga
Ampliação
Livre prisão
Anfitrião selvagem
Anfitrião selvagem


No deserto
Ouço o fundo da alma
E, se a areia está calma,
O bater do coração
É que tanto deserto
Tão de repente
Faz-me pensar
Que o deserto sou eu
Se não me vieres buscar

Carlos Maria Trindade