sexta-feira, março 04, 2011
quarta-feira, março 02, 2011
3 poemas de Mário Rui de Oliveira
(imagem retirada daqui)Um Amigo
Num daqueles dias de outono, em que nos queima a vermelha labareda das folhas, um amigo pedia que lhe contasse uma história. «Salva-me a vida, conta-me uma história». E eu recordei aquela mulher das Mil e Uma Noites, que encadeava, com doçura e desespero, uma história na outra, pois ó a história infinita nos permite escapar à maldição da morte.
Os monges do deserto, esses que chegam da vigília do silêncio, diante de um cesto, escolhem os frutos mais apodrecidos. Gestos assim podem parecer-nos insignificantes, até indiferentes, mas, na realidade, revelam aqueles que os cumprem. Os santos sentem-se indignos de receber e preferem reservar, aos outros, o melhor. «Para eles, somente a visão perfumada dos pomares.
Mário Rui de Oliveira, O Vento da Noite, Lisboa: Assírio & Alvim: 20, 29, 31
domingo, fevereiro 27, 2011
Poema das evidências
as ruas em que nos perdemos.
A gaivota na pedra
nada diz da minha condição.
A solidão é menor
quando me estendo ao sol.
Desafio: 02
livros:
11. Obra Poética, David Mourão-Ferreira, Presença, 428p.***
12. O Bebedor Nocturno, Herberto Helder, Assírio & Alvim, 192p.****
13. A Biblioteca, Zoran Živiković, Cavalo de Ferro, 104p.*****
14. Medeia, recriação poética da tragédia de Eurípides, Sophia de Mello Breyner
Andresen, Caminho, 80p.*****
15. Razões de Coração, Álvaro Guerra, Planeta deAgostini, 312p.****
16. O Vento da Noite, Mário Rui de Oliveira, Assírio & Alvim, 56p.*****
filmes:
outros:
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
artigos, comunicações, participações...
em andamento para sair:
«As Fúrias em "sede absurda de ruína": espaços em Agustina Bessa-Luís»
TENREIRO, Francisco e ANDRADE, Mário Pinto de (org.),Poesia Negra de Espressão Portuguesa, Vila Nova de Cerveira: Nóssomos, 2012, 20p.
«Eu quero escrever coisas verdes» - o projeto poético de Arlindo Barbeitos
«Mia Couto: a escrita sobre a mulher, essa canoa, ilha, leoa e tudo o resto» - CLEPUL
«Efeitos da repetição na poesia de João-Maria Vilanova e de Arlindo Barbeitos»
A poesia de João de Araújo Correia
Séchu Sende (Diário do Minho)
Roberto Vidal Bolaño (Diário do Minho)
25. «Arlindo Barbeitos como leitor dos poetas da "Mensagem"» - Colóquio Internacional A Modernidade nas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa: António Jacinto e a sua época, CLEPUL - Universidade de Lisboa, novembro de 2013.
21. «Manuel Rivas - a palavra, como a estrela cadente, tem algum poder» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», 4 de setembro de 2013.
20. «Álvaro Cunqueiro - mil e um mundos a partir da Galiza» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», Braga, 26 de junho de 2013.
19. «Arlindo Barbeitos», Colóquio «Tinha Paixão», Porto, junho 2013.
18. «A construção da voz poética de Arlindo Barbeitos: as interferências/afinidades orientas», «Forma Breve 9: Conto Interpolado», Universidade de Aveiro, dezembro de 2012.
17. «"Nunca escrevi versos que não fossem de amor": a metapoesia de Rui Knopfli», Colóquio Poesia "ao espelho, vendo-se, pensando-se". Poesia e autorreflexividade, Universidade de Évora, dezembro 2012.
16. «VIEIRA, Arménio. MITOgrafias - recensão crítica», «Navegações» - vol. 5 n.º1, jan/jun 2012.
13. «Eu Vim para Ver a Terra, de Maria Ondina Braga: a construção do mundo pela crónica», «Forma Breve 8: A Crónica», Universidade de Aveiro, dezembro 2010.
11. «Vieira, Arménio. O Poema, a Viagem, o Sonho (poesia) – recensão crítica», «Navegações» - vol.3 no.1, jan/jun 2010.
10. «Diferentes véus de Penélope ou o tempo é tecido/o tecido do tempo», Colóquio Rostos e Narrativas no Feminino: imagens da antiguidade clássica, FACFIL Braga, maio de 2010 [Sophia, Manuel Alegre, Daniel Faria, Casimiro de Brito,...] (disponível na «Revista Portuguesa de Humanidades - Estudos Literários», Faculdade de Filosofia da U.C.P., Braga, 2010, vol.14-2).
9. «Esse humano que foi como um deus grego: Antínoo entre eros e thanatos na poesia portuguesa», «Forma Breve 7: Homografias: Literatura e homoerotismo», Universidade de Aveiro, dezembro 2009 [Sophia, Albano Martins, Pedro Tamen, Fernando Pessoa,...].
8. Arlindo Barbeitos: poética da concisão, dissertação de mestrado – FLUL, setembro de 2009.
7. «Medo e coragem: travessias em Grande Sertão: Veredas», «Cadernos de Estudos Brasileiros, n.º2», FLUL, setembro de 2009.
6. «Arquitecturas do Abandono: espaço-tempo, ruína e memória em O Outro Pé da Sereia de Mia Couto», «Revista África e Africanidades» – Ano I – n.º 4, fevereiro de 2009.
5. «”O Embondeiro que sonhava pássaros” de Mia Couto: descrição de uma poeticidade», «Forma Breve 6: O Conto em Língua Portuguesa», Universidade de Aveiro, dezembro 2008.
4. «Em Demanda das Santas do Corpo», VIII Encontro de Estudos de Literaturas de Língua Portuguesa, Universidade de São Paulo, outubro de 2008. [sobre personagens de Eça de Queirós, Raul Brandão e Natália Correia]
3. «Mundos Encostados: Conflito Entre Tradição e Modernidade em Parábola do Cágado Velho de Pepetela», «Revista África e Africanidades» - Ano I – n.º 2, agosto de 2008.
2. «Os direitos e as leis em Os Dois Irmãos de Germano Almeida e Quantas Madrugadas tem a Noite de Ondjaki, Mundos em Diálogo - Colóquio Direito e Literatura – FLUL, fevereiro de 2008 (disponível em edição homónima da Almedina, 2010).
1. «Sophia “do outro lado do mar”», IV Congresso Português de Literatura Brasileira: O Porto e o Brasil – FLUP, novembro de 2005.
terça-feira, fevereiro 22, 2011
O Bebedor Nocturno
Conhecem-me os cavalos e a noite e os desertos
traiçoeiros e a guerra e as feridas e o papel e a pena.
*
Nascemos para o sono
Nascemos para o sono,
nascemos para o sonho.
Não foi apenas para viver que viemos sobre a terra.
Breve apenas seremos erva que reverdece:
verdes os corações e as pétalas estendidas.
Porque o corpo é uma flor muito fresca e mortal.
*
Conduz o teu cavalo sobre o fio de uma espada,
oculta-te como puderes no meio das labaredas.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
A.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
O Conto dos Três Irmãos
domingo, fevereiro 13, 2011
Porque há mais e há regressos e homens extraordinários como o Colin Firth
«Coming back around», de John Powell, de OST How to train tour dragon (filme de Dean Deblois e Chris Sanders, merecia melhor filme de animação). Ótima canção, com excelente vídeo aqui.
«Fear and suspicion», de Alexandre Desplat, de OST The King's Speech (filme de Tom Hooper) - menos extraordinária a música, mas brilhantes interpretações!
sábado, fevereiro 12, 2011
Tempo dentro de um sonho
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Dança Folclórica da China
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Não sei se chore, não sei se ria________ ou ___________ o post das antíteses...
domingo, janeiro 30, 2011
Desafio: 01
livros:
1. Romance do Grande Gatão, Lídia Jorge, D. Quixote, 46p.*****
2. Antologia, Arnaldo Antunes, Quasi, 264p.*****
3. Primeira Antologia de Micro-Ficção Portuguesa, Rui Costa e André Sebastião, Exodus, 144p.****
4. A Catedral do Mar, Ildefonso Falcones, Bertrand, 832p.*****
5. Marina, Carlos Ruiz Zafón, Planeta, 260p.*****
6. Superfície. Toda Poesia, Maria Ângela Alvim, Assírio & Alvim, 160p.**
7. Noites Brancas, Fédor Dostoievski, Europa-América, 144p.****
8. A Caminho de Santiago, Ana Saldanha, Caminho, 92p.***
9. O Pobre de Santiago, Graça Pina de Morais, Antígona, 168p.****
10. Pessoa, Wordsong, 101 noites, 112p.****
filmes:
1. Corrida para a Montanha Mágica, Andy Fickman***
2. Anjos e Demónios, Ron Howard****
3. Adaptation, Spike Jonze****
4. O Dia em que a Terra Parou, Scott Derrickson***
5. Capote, Bennett Miller****
6. Micmacs, Jean-Pierre Jeunet*****
7. Frozen, Adam Greene***(*)
8. Run! Bitch Run!, Joseph Guzman*
9. Not Forgotten, Bror Soref*
10. Ligeia, Michael Staininger**
11. Nine Dead, Chris Shadley***
12. Sherlock Holmes, Guy Ritchie****
13. A Town Called Panic, Stéphane Aubier e Vincent Patar****
14. Vertige, Abel Ferry***(*)
15. Trick'r Treat, Michael Dougherty***
16. The Unborn, David S. Goyer***
17. The Reeds, Nick Cohen***(*)
18. Legion, Scott Charles Stewart****
19. Os Amores de Astrea e Celadon, Eric Rohmer****
20. Red Victoria, Tony Brownrigg***(*)
21. Doghouse, Jake West****
22. All the Boys Love Mandy Lane, Jonathan Levine***
23. How to Train Your Dragon, Dean DeBlois e Chris Sanders*****
24. Centurion, Neil Marshale***(*)
25. Prince of Persia: the sands of time, Mike Newell****
26. Terra Sonâmbula, Teresa Prata****
27. Clash of Titans, Louis Leterrier****(*)
28. Percy Jackson and the olimpians, Chris Columbus***(*)
29. Vantage Point, Pete Travis***(*)
30. Cairo Time, Ruda Nadda*****
31.The Road, John Hillcoat****(*)
32. 9, Shane Acker****(*)
33. Shortbus, John Cameron Mitchell***
34. Sete dias e uma vida, Stephen Herek***
outros:
mini-série Sherlock (RTP2)*****
teatro: Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente, Salomé, de Oscar Wilde****
concerto: Manuel Cruz - Foge Foge Bandido
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Originalidade e Demência
terça-feira, janeiro 25, 2011
O Desterrado
Nada em ti se exagera ou falta
Os dedos são texto à margem
Um segredo te concedo:
domingo, janeiro 23, 2011
2 poemas de Maria Ângela Alvim

sexta-feira, janeiro 14, 2011
14 de Janeiro
«14 de Janeiro», Wordsong a partir de Al Berto
porque hoje o é - e inacreditavelmente, apesar de continuar a adorar, precisamente hoje, não me identifico muito... estou contentinho hoje, tenho de fazer um esforço para mudar isso!
quinta-feira, janeiro 13, 2011
ocupar os tempos livres com genialidade
visto no Felizes Juntos, mas não resisto a pôr por cá também :)
somos ou não geniais? (nós, os gatos, entenda-se)
Manuel Cruz - Theatro Circo - Braga
Foi ontem. Momento favorito acima, «Canção da Canção Triste».
Gosto dele também aqui, «Ouvi Dizer«, ainda nos Ornatos Violeta. Tem qualquer coisa lembra Radiohead ou é só impressão minha? E a melhor música dos Da Weasel, para mim, é «Casa», também com ele, claro. Ainda assim, algo faltou - ou sobejou - ontem.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
O deserto, Mariza
em forma de remix, já que o original não aparece aqui (a não ser ao vivo, e não gosto tanto do vocal). atenção especial à última estrofe. linda.
Deserto
Império do Sol
Tão perto
Império do Sol
Prova dos nove
Da solidão
Cega miragem
Largo clarão
Livre prisão
Sem a menor aragem
Sem a menor aragem
Que grande mar
De ondas paradas
Que grande areal
De formas veladas
Vitória do espaço
Imensidão
Ponto de fuga
Ampliação
Livre prisão
Anfitrião selvagem
Anfitrião selvagem
No deserto
Ouço o fundo da alma
E, se a areia está calma,
O bater do coração
É que tanto deserto
Tão de repente
Faz-me pensar
Que o deserto sou eu
Se não me vieres buscar
Carlos Maria Trindade
