sábado, abril 30, 2011

Rabbit Hole e Never Let Me Go

«The Cookout», Anton Sanko


«The Boat», Rachel Portman

nota: para desgraçar os olhos com lágrimas...

quinta-feira, abril 21, 2011

quarta-feira, abril 20, 2011

Desafio: 04

Que extraordinário mês para as coisas da mente e da alma. Decidi-me finalmente a ler os seis livros de Lobo Antunes (29 a 34) que me aguardavam (já havia lido Manual dos Inquisidores há uns anos, mas ontem comprei mais um, aproveitando um preço fantástico na FNAC, Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo, para breve). E Orwell (28), no seguimentos das distopias literárias, mas não apreciei muito, embora tenha gostado dos textos teóricos que acompanham a edição. Destaque ainda para a poesia (35 e 37), vale a pena :). Nos filmes, coisas muito boas, imperdíveis: para rir muito (70, 72), para ver bem (54, 55, 60, 62, 65, 71), para chorar muito - e os meus favoritos de todos estes - (67, 73). O meu destaque vai, sobretudo, para o Rabbit Hole, pelas interpretações extraordinárias, pela música, pela fotografia, argumento, tudo - grande Nicole  Kidman que me faz chorar sempre que vejo determinadas cenas!

Livros:

27. As Magias, Herberto Helder, Assírio & Alvim, 80p.**
28. A Quinta dos Animais, George Orwell, Antígona, 160p.***
29. D’este viver aqui neste papel descripto. Cartas de guerra, António Lobo Antunes, D. Quixote, 432p.*****
30. Memória de Elefante, António Lobo Antunes, Booket, 192p.****
31. Auto dos Danados, António Lobo Antunes, RBA, 272p.*****
32. A Morte de Carlos Gardel, António Lobo Antunes, D. Quixote, 394p.****
33. As Naus, António Lobo Antunes, D. Quixote, 192p.***
34. Terceiro Livro de Crónicas, António Lobo Antunes. D. Quixote, 292p.*****
35. Resumo – a poesia em 2010, Assírio & Alvim, 184p.****
36. Fernando Pessoa, João Gaspar Simões, Texto Editores/Expresso, 112p.***

37. Luz Indecisa, José Mário Silva, Visão, 52p.****
38. Uma Aventura na Ilha de Timor, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Caminho, 234p.***

Filmes:

54. Paris, Cédric Klapisch*****
55. Gru, Pierre Coffin e Chris Renaud*****
56. Katalin Varga, Peter Strickland****
57. Sophia de Mello Breyner Andresen, João César Monteiro****
58. Sinais de Fogo, Luis Filipe Rocha****
59. True Grit, Ethan e Joel Cohen****(*)
60. Drillbit Taylor, Steven Brill**(*)
61. Opera n.º1, Hal Hartley***
62.
Relatório Kinsey, Bill Condon*****
63. The Aviator, Martin Scorsese***(*)
64. Somewhere, Sofia Coppola***
65.
The Virgin Suicides, Sofia Coppola*****
66. Just Visiting, Jean-Marie Poiré***
67.
Never Let Me Go, Mark Romanek*****
68. Nights in Rodanthe, George C. Wolfe***
69. Carriers, David Pastor e Alex Pastor****

70. Hot Fuzz, Edgar Wright*****
71. Tudo sobre a minha Mãe, Pedro Almodóvar*****
72. Burke & Hare, John Landis*****
73. Rabbit Hole, John Cameron Mitchell*****
74. Smiley Face, Gregg Araki***(*)
75. The last house on the left, Dennis Iliadis***(*)
76. The Resident, Antti Jokinen***
77. Princess of Thieves, Peter Hewitt***(*)
78. Embargo, António Ferreira****
79. Wake Wood, David Keating****
80. Four Lions, Christopher Morris****

terça-feira, abril 12, 2011

já um mês depois (ainda sem as fotos)

entrada do caderno de Paris, no dia 7/Março:
Até onde nos leva o querer continuar perante a imensidade de olhos que devíamos ter, e mãos, e bocas, e narizes, para que Paris fosse mais nossa intimamente, mesmo intimamente nossa, em cinco dias de chegar e partir? Voragem, querer ver, querer provar e saber uma parte grande do todo que sabemos ser impossível. Paris é impossível.



e o poema para a Milai:

Vitória de Samotrácia, no Louvre

Pese não correr aqui o vento
conservas a pose e o gesto
e nada em ti se altera com o tempo.

domingo, abril 03, 2011

terça-feira, março 29, 2011

Desafio: 03

devia estar a corrigir testes, mas acabei agora uma turma e não me apetece pegar em mais nada. mês daqueles, de fugir e regressar a Paris e não voltar (mas nunca de autocarro, coitados dos meus meninos!!!).


livros:

17. O que vai acontecer?, José Alberto Oliveira, Assírio & Alvim, 112p.**
18. O Instante da Minha Morte, Maurice Blanchot, Campo das Letras, 32p.***
19. A Génese do Amor, Ana Luísa Amaral, Campo das Letras, 64p.****
20. Missa in Albis, Maria Velho da Costa, Planeta deAgostini, 466p.*****
21. Um Homem Singular, Christopher Isherwood, Quetzal, 160p.****
22. A Função do Geógrafo, Rui Coias, Quasi, 48p.**
23. Indignai-vos!, Stéphane Hessel, Objectiva, 52p.****
24. Davy Crockett, Enid Lamonte Meadowcroft, JN/DN, 96p.***
25. A Laranja Mecânica, Anthony Burgess, Planeta, 160p. ****
26. O Contrabaixo, Patrick Süskind, DN/JN, 96p.*****



filmes:
49. La vie en rose, Olivier Dahan***
50. Paris, je t'aime, (vários)*****
51. Lucky Luke, James Huth****
52. A Zona, Sandro Aguilar**
53. A Outra Margem, Luís Filipe Rocha*****

sábado, março 26, 2011

Confusão esclarecida


é a minha, nos últimos tempos. mas quem manda ser superior e genial para me aperceber de que tudo gira desconcertado e as pessoas nem se aperceberem da trágica patetice de serem?



(a imagem é uma brincadeira, as juro que é assim que está no sítio da loja, com aquele pequeno erro...)


(pena não saber discutir/insultar como os meus alunos do 9D: Olha o nível de discussão e insulto no 9D: «eu sou insurrecto, sim, mas tu é ignóbil e vil»)

quinta-feira, março 24, 2011

um poema de Rui Coias

São os olhos que aproximam os lugares do coração.
Agora que regressamos é nisto que penso
enquanto fazemos sinais uns para os outros com as luzes
dos carros, na rápida estrada, ao anoitecer.
Olha-se devagar para a vida e sobretudo assim
damos conta dos silêncios,
dos nomes devolvidos ao tão de leve silêncio.
A casa vincada pela névoa, a
aldeia imobilizada ao passearmos em grupos,
o café que me conforma quando o recebo entre as mãos.
Como dizer que são estas as mais secretas regiões da alma
a que voltamos sempre
nos maiores frios de dezembro?
Se de repente dizem que estamos a uma eternidade
frágil dos dias inquietos,
cruzas uma palma da mão sobre a outra e olhas para as
unhas, rindo de quando em vez para mim, que fico tão feliz.
e no regresso, quando os sobressaltos se repetem
e anoitece nas estradas vazias e o mundo adormece,
há uma solidão que estremece as bermas e nos aflige debaixo da
língua, como uma chuva miudinha.
Como falar depois da tua inclinada casa a meu lado
e do recanto mais longínquo dos pinhais?
Como acreditar que o tempo não tratá aos olhos a maior
solidão
em que ficámos?

Rui Coias, A Função do Geógrafo, Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2000, p.15-6

segunda-feira, março 21, 2011

Primavera e Poesia ou como fazer dois em um :)

rimam, são verdades e lindas.


aqui, na interpretação poderosa de uma poesia em primavera que parece não me querer chegar. e aqueles que nos escrevem e a quem recorremos sempre.



«Primavera», David Mourão-Ferreira, Mariza


«Poetas», Florbela Espanca, Mariza

domingo, março 20, 2011

acordo ortográfico

Depois do castanho e do branco, e do azul com apontamentos rosa, um castanho-laranja e cinza. Cada vez menos tempo duram as escolhas que faço. Mudança, variação, não sei por quanto tempo. A paciência é uma chata. Depois do casamento em Santarém, depois de Paris, com peças de teatro em breve e muito por fazer, vou assim procrastinando a correção de testes...


(a partir de agora em diante, com o AO em mente, espero)
:)

quinta-feira, março 17, 2011

Japão e os eixos do mundo

o sismo deslocou lá a terra 2,5 metros.
o eixo da terra também, em 10 cm.

mas tu aproximaste-te 10.000 km, mais ou menos, que isto do tempo e do espaço é tudo menos matemático quando manda o coração. São apenas agora 2515km que marcam a distância real.
trago-te agora até aqui, na voz de Ryan Tedder. Pessoa encontrada e nunca perdida.



«Missing Persons 1 & 2», OneRepublic (versão acústica e bastante alternativa)

sexta-feira, março 11, 2011

três poemas de David Mourão-Ferreira

Inscrição sobre as ondas

Mal fora iniciada a secreta viagem,
um deus me segredou que eu não iria só.

Por isso a cada vulto os sentidos reagem,
supondo ser a luz que o deus me segredou.


**

Itinerário Grego

I

Há sempre na vigia uma ilha que oscila
entre a gola do Mar e o turbante do céu

Mas de todas somente a que se chama Ítaca
parece a rapariga à espera de eu ser eu


***

Os Sinais

I

Olhar de frente o Sol Assim se aprendem
as letras iniciais da Solidão


David Mourão-Ferreira, Obra Poética, Lisboa: Presença, 1988: 27, 210, 251

excerto de um poema de Ana Luísa Amaral



Topografias em quase dicionário


(...)

Não interessa onde
estou

Diz-se que os gregos
tinham cinco formas para falar
de amor.
Nós temos uma só, onde não cabe
o quase paradoxo
de que amor é tudo o que dele sabemos.
Nada mais.

(...)

Não sei se os gregos tinham várias
formas para falar da morte,
nem mesmo sei se o amor
foi buscar alguma dessas formas
para se definir

Há literatura que fala do que está
a montante do amor,
mas não lhe está - eros, tanatos,
a sua ligação, o seu estar-
entre-estar

(...)


Ana Luísa Amaral, A Génese do Amor, Porto: Campo das Letras, 2005:10-1

sexta-feira, março 04, 2011

Mensagem

Se eu não voltar, é porque fiquei por lá, mas bem.
Não prometo que não aconteça :)

Encontro marcado com a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, a Padeira de Tanagra... (e outras damas do mesmo teor - nem todas mutiladas) e até com o Antínoo!

para além da Amélie, do Moulin, dessas coisas que todos sabemos ;)


à bientôt!

Paris

como me conhece bem quem tratou dos bilhetes :)



quarta-feira, março 02, 2011

3 poemas de Mário Rui de Oliveira

(imagem retirada daqui)

Vizinho de Deus

Saio de casa para olhar o mundo. Olhá-lo, sem mais. Debaixo do outono, amealhava pinhões, tecia colares de caruma, cruzava um regato, o cheiro da terra molhada. Anotava o geométrico voo dos estorninhos e pensava crer como um corpo adolescente.
Face a face com o mundo. Ou quase. Talvez seja isto que Balthus refere: «pintar o que se tem diante dos olhos é um modo de se tornar vizinho de Deus».


Um Amigo

Num daqueles dias de outono, em que nos queima a vermelha labareda das folhas, um amigo pedia que lhe contasse uma história. «Salva-me a vida, conta-me uma história». E eu recordei aquela mulher das Mil e Uma Noites, que encadeava, com doçura e desespero, uma história na outra, pois ó a história infinita nos permite escapar à maldição da morte.
Um amigo é uma história que nos salva.

Os Padres do Deserto

Os monges do deserto, esses que chegam da vigília do silêncio, diante de um cesto, escolhem os frutos mais apodrecidos. Gestos assim podem parecer-nos insignificantes, até indiferentes, mas, na realidade, revelam aqueles que os cumprem. Os santos sentem-se indignos de receber e preferem reservar, aos outros, o melhor. «Para eles, somente a visão perfumada dos pomares.


Mário Rui de Oliveira, O Vento da Noite, Lisboa: Assírio & Alvim: 20, 29, 31

domingo, fevereiro 27, 2011

Poema das evidências

Ao contrário do vento encontro
as ruas em que nos perdemos.

A gaivota na pedra
nada diz da minha condição.

A solidão é menor
quando me estendo ao sol.

Desafio: 02

Poesia mais, desta vez (11, 12, 14?, 16). Mas a revelação deste mês, em termos de epifania e tal, é A Biblioteca de Zoran Živiković, um livro em torno dos livros em conjunto (isto é, bibliotecas) que nos mostra de uma forma fantástica como eles podem ser uma obsessão, uma paixão, uma tortura, a salvação. Menos filmes, o mês é curto :), mas muitos deles nomeados para os prémios mais badalados.

livros:

11. Obra Poética, David Mourão-Ferreira, Presença, 428p.***
12. O Bebedor Nocturno, Herberto Helder, Assírio & Alvim, 192p.****
13. A Biblioteca, Zoran Živiković, Cavalo de Ferro, 104p.*****
14. Medeia, recriação poética da tragédia de Eurípides, Sophia de Mello Breyner
Andresen, Caminho, 80p.*****
15. Razões de Coração, Álvaro Guerra, Planeta deAgostini, 312p.****
16. O Vento da Noite, Mário Rui de Oliveira, Assírio & Alvim, 56p.*****

filmes:

35. In the Cut, Jane Campion**
36. The King´s Speech, Tom Hooper*****
37. Black Swan, Darren Aronofsky*****
38. Toy Story 3, Lee Unkrich***(*)
39. 127 Hours, Danny Boyle*****
40. Head On, Ana Kokkinos***(*)
41. The kids are all right, Lisa Cholodenko***(*)
42. Love and other drugs, Edward Zwick****
43. The Social Network, David Fincher****
44. A Perfect Getaway, David Twohy*(*)
45. Persepolis, Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi*****
46. Blue Valentine, Derek Cianfrance***
47. The Last Airbander, M. Night Shyamalan***
48. Blood Night, Frank Sabatella**


outros:

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

artigos, comunicações, participações...

para não estar a atafulhar a coluna lateral, fica aqui mesmo numa postagem a relação das coisitas que tenho feito, agora menos amiúde, que o tempo não dá para tudo, mas que tenciono ir fazendo crescer com mais textos em revistas e uma ou outra comunicação. link na dita barra, para quem achar interesse, link para os textos disponíveis em rede, ou para os eventos em caso negativo.

em andamento para sair:


«As Fúrias em "sede absurda de ruína": espaços em Agustina Bessa-Luís»
TENREIRO, Francisco e ANDRADE, Mário Pinto de (org.),Poesia Negra de Espressão Portuguesa, Vila Nova de Cerveira: Nóssomos, 2012, 20p.
«Eu quero escrever coisas verdes» - o projeto poético de Arlindo Barbeitos
«Mia Couto: a escrita sobre a mulher, essa canoa, ilha, leoa e tudo o resto» - CLEPUL
«Efeitos da repetição na poesia de João-Maria Vilanova e de Arlindo Barbeitos»
A poesia de João de Araújo Correia
Séchu Sende (Diário do Minho)
Roberto Vidal Bolaño (Diário do Minho)




25. «Arlindo Barbeitos como leitor dos poetas da "Mensagem"» - Colóquio Internacional A Modernidade nas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa: António Jacinto e a sua época, CLEPUL - Universidade de Lisboa, novembro de 2013.

24. «A Paisagem (re)escrita por Maria Ondina Braga: de Eu vim para ver a terra e Passagem do Cabo», Paisagem - (I)Materialidade, III Encontro CITCEM - FLUP, novembro 2013.
23. «Narradores abreviados, leitores espicaçados – uma opção constitutiva da narrativa breve de Lygia Fagundes Telles» - Jornadas Internacionales: en el 90 aniversario de Lygia Fagundes Telles, Universidade de Salamanca, outubro de 2013.
22. «Ser e ainda não ser: oscilação e iniciação em "O Belo Adormecido" antecedido de A arte do conto de Lídia Jorge - considerações», Travessias pela literatura portuguesa, estudos críticos de Saramago a Vieira, Eduepb - Universidade Federal de Paraíba, outubro de 2013.

21. «Manuel Rivas - a palavra, como a estrela cadente, tem algum poder» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», 4 de setembro de 2013.

20.  «Álvaro Cunqueiro - mil e um mundos a partir da Galiza» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», Braga, 26 de junho de 2013.

19. «Arlindo Barbeitos», Colóquio «Tinha Paixão», Porto, junho 2013.

18. «A construção da voz poética de Arlindo Barbeitos: as interferências/afinidades orientas», «Forma Breve 9: Conto Interpolado», Universidade de Aveiro, dezembro de 2012.

17. «"Nunca escrevi versos que não fossem de amor": a metapoesia de Rui Knopfli», Colóquio Poesia "ao espelho, vendo-se, pensando-se". Poesia e autorreflexividade, Universidade de Évora, dezembro 2012.

16. «VIEIRA, Arménio. MITOgrafias - recensão crítica», «Navegações» - vol. 5 n.º1, jan/jun 2012.

15. «"Tanto mundo de água para mudar o destino": representação do mar na obra de Manuel Rui», O Mar - patrimónios, usos e representações, II Encontro CITCEM - FLUP, outubro 2011.
  
14. «Lobo, João. Diário da Vida de um Mocho - II (diário) - recensão crítica», «Navegações» - vol.4 no.1, jan/jun 2011 (com Bruna Silva).

13. «Eu Vim para Ver a Terra, de Maria Ondina Braga: a construção do mundo pela crónica», «Forma Breve 8: A Crónica», Universidade de Aveiro, dezembro 2010.


11. «Vieira, Arménio. O Poema, a Viagem, o Sonho (poesia) – recensão crítica», «Navegações» - vol.3 no.1, jan/jun 2010.

10. «Diferentes véus de Penélope ou o tempo é tecido/o tecido do tempo», Colóquio Rostos e Narrativas no Feminino: imagens da antiguidade clássica, FACFIL Braga, maio de 2010 [Sophia, Manuel Alegre, Daniel Faria, Casimiro de Brito,...] (disponível na «Revista Portuguesa de Humanidades - Estudos Literários», Faculdade de Filosofia da U.C.P., Braga, 2010, vol.14-2).

9. «Esse humano que foi como um deus grego: Antínoo entre eros e thanatos na poesia portuguesa», «Forma Breve 7: Homografias: Literatura e homoerotismo», Universidade de Aveiro, dezembro 2009 [Sophia, Albano Martins, Pedro Tamen, Fernando Pessoa,...].

8. Arlindo Barbeitos: poética da concisão, dissertação de mestrado – FLUL, setembro de 2009.

7. «Medo e coragem: travessias em Grande Sertão: Veredas», «Cadernos de Estudos Brasileiros, n.º2», FLUL, setembro de 2009.

6. «Arquitecturas do Abandono: espaço-tempo, ruína e memória em O Outro Pé da Sereia de Mia Couto», «Revista África e Africanidades» – Ano I – n.º 4, fevereiro de 2009.

5. «”O Embondeiro que sonhava pássaros” de Mia Couto: descrição de uma poeticidade», «Forma Breve 6: O Conto em Língua Portuguesa», Universidade de Aveiro, dezembro 2008.

4. «Em Demanda das Santas do Corpo», VIII Encontro de Estudos de Literaturas de Língua Portuguesa, Universidade de São Paulo, outubro de 2008. [sobre personagens de Eça de Queirós, Raul Brandão e Natália Correia]

3. «Mundos Encostados: Conflito Entre Tradição e Modernidade em Parábola do Cágado Velho de Pepetela», «Revista África e Africanidades» - Ano I – n.º 2, agosto de 2008.

2. «Os direitos e as leis em Os Dois Irmãos de Germano Almeida e Quantas Madrugadas tem a Noite de Ondjaki, Mundos em Diálogo - Colóquio Direito e Literatura – FLUL, fevereiro de 2008 (disponível em edição homónima da Almedina, 2010).

1. «Sophia “do outro lado do mar”», IV Congresso Português de Literatura Brasileira: O Porto e o Brasil – FLUP, novembro de 2005.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O Bebedor Nocturno

Divisa

Conhecem-me os cavalos e a noite e os desertos
traiçoeiros e a guerra e as feridas e o papel e a pena.

(poema árabe, Al-Moutanabbi)


*

Nascemos para o sono

Nascemos para o sono,
nascemos para o sonho.
Não foi apenas para viver que viemos sobre a terra.
Breve apenas seremos erva que reverdece:
verdes os corações e as pétalas estendidas.
Porque o corpo é uma flor muito fresca e mortal.

(poesia mexicana do ciclo nauatle)


*

Conduz o teu cavalo sobre o fio de uma espada,
oculta-te como puderes no meio das labaredas.

(poema zen)
O Bebedor Nocturno, poemas mudados para Português por Herberto Helder,
Assírio & Alvim, Gato Maltês, 2010:101, 65, 82