domingo, maio 29, 2011
Stomp no Porto
domingo, maio 22, 2011
IV Sarau Cultural
21h35 – Convidadas: Inês Pedrosa e Patrícia Reis
22h30 – «Tudo o que te dou», Pedro Abrunhosa - Raquel Guimarães, Carolina Gomes, Teresa Lacerda - 11.º A
Apresentadores: Joana Barros (12.º D) e João Louro (12.º B).
terça-feira, maio 10, 2011
Deolinda, outra vez
«só resta esperar...»
sábado, abril 30, 2011
Rabbit Hole e Never Let Me Go
quinta-feira, abril 21, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
Desafio: 04
Livros:
27. As Magias, Herberto Helder, Assírio & Alvim, 80p.**
28. A Quinta dos Animais, George Orwell, Antígona, 160p.***
29. D’este viver aqui neste papel descripto. Cartas de guerra, António Lobo Antunes, D. Quixote, 432p.*****
30. Memória de Elefante, António Lobo Antunes, Booket, 192p.****
31. Auto dos Danados, António Lobo Antunes, RBA, 272p.*****
32. A Morte de Carlos Gardel, António Lobo Antunes, D. Quixote, 394p.****
33. As Naus, António Lobo Antunes, D. Quixote, 192p.***
34. Terceiro Livro de Crónicas, António Lobo Antunes. D. Quixote, 292p.*****
35. Resumo – a poesia em 2010, Assírio & Alvim, 184p.****
36. Fernando Pessoa, João Gaspar Simões, Texto Editores/Expresso, 112p.***
37. Luz Indecisa, José Mário Silva, Visão, 52p.****
38. Uma Aventura na Ilha de Timor, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Caminho, 234p.***
Filmes:
54. Paris, Cédric Klapisch*****
55. Gru, Pierre Coffin e Chris Renaud*****
56. Katalin Varga, Peter Strickland****
57. Sophia de Mello Breyner Andresen, João César Monteiro****
58. Sinais de Fogo, Luis Filipe Rocha****
59. True Grit, Ethan e Joel Cohen****(*)
60. Drillbit Taylor, Steven Brill**(*)
61. Opera n.º1, Hal Hartley***
62. Relatório Kinsey, Bill Condon*****
63. The Aviator, Martin Scorsese***(*)
64. Somewhere, Sofia Coppola***
65. The Virgin Suicides, Sofia Coppola*****
66. Just Visiting, Jean-Marie Poiré***
67. Never Let Me Go, Mark Romanek*****
68. Nights in Rodanthe, George C. Wolfe***
69. Carriers, David Pastor e Alex Pastor****
70. Hot Fuzz, Edgar Wright*****
71. Tudo sobre a minha Mãe, Pedro Almodóvar*****
72. Burke & Hare, John Landis*****
73. Rabbit Hole, John Cameron Mitchell*****
74. Smiley Face, Gregg Araki***(*)
75. The last house on the left, Dennis Iliadis***(*)
76. The Resident, Antti Jokinen***
77. Princess of Thieves, Peter Hewitt***(*)
78. Embargo, António Ferreira****
79. Wake Wood, David Keating****
80. Four Lions, Christopher Morris****
terça-feira, abril 12, 2011
já um mês depois (ainda sem as fotos)
Vitória de Samotrácia, no Louvre
Pese não correr aqui o vento
conservas a pose e o gesto
e nada em ti se altera com o tempo.
domingo, abril 03, 2011
terça-feira, março 29, 2011
Desafio: 03
17. O que vai acontecer?, José Alberto Oliveira, Assírio & Alvim, 112p.**
18. O Instante da Minha Morte, Maurice Blanchot, Campo das Letras, 32p.***
19. A Génese do Amor, Ana Luísa Amaral, Campo das Letras, 64p.****
20. Missa in Albis, Maria Velho da Costa, Planeta deAgostini, 466p.*****
21. Um Homem Singular, Christopher Isherwood, Quetzal, 160p.****
22. A Função do Geógrafo, Rui Coias, Quasi, 48p.**
23. Indignai-vos!, Stéphane Hessel, Objectiva, 52p.****
24. Davy Crockett, Enid Lamonte Meadowcroft, JN/DN, 96p.***
25. A Laranja Mecânica, Anthony Burgess, Planeta, 160p. ****
26. O Contrabaixo, Patrick Süskind, DN/JN, 96p.*****
filmes:
49. La vie en rose, Olivier Dahan***
50. Paris, je t'aime, (vários)*****
51. Lucky Luke, James Huth****
52. A Zona, Sandro Aguilar**
53. A Outra Margem, Luís Filipe Rocha*****
sábado, março 26, 2011
Confusão esclarecida
quinta-feira, março 24, 2011
um poema de Rui Coias
Agora que regressamos é nisto que penso
enquanto fazemos sinais uns para os outros com as luzes
dos carros, na rápida estrada, ao anoitecer.
Olha-se devagar para a vida e sobretudo assim
damos conta dos silêncios,
dos nomes devolvidos ao tão de leve silêncio.
A casa vincada pela névoa, a
aldeia imobilizada ao passearmos em grupos,
o café que me conforma quando o recebo entre as mãos.
Como dizer que são estas as mais secretas regiões da alma
a que voltamos sempre
nos maiores frios de dezembro?
Se de repente dizem que estamos a uma eternidade
frágil dos dias inquietos,
cruzas uma palma da mão sobre a outra e olhas para as
unhas, rindo de quando em vez para mim, que fico tão feliz.
e no regresso, quando os sobressaltos se repetem
e anoitece nas estradas vazias e o mundo adormece,
há uma solidão que estremece as bermas e nos aflige debaixo da
língua, como uma chuva miudinha.
Como falar depois da tua inclinada casa a meu lado
e do recanto mais longínquo dos pinhais?
Como acreditar que o tempo não tratá aos olhos a maior
solidão
em que ficámos?
segunda-feira, março 21, 2011
Primavera e Poesia ou como fazer dois em um :)
«Primavera», David Mourão-Ferreira, Mariza
«Poetas», Florbela Espanca, Mariza
domingo, março 20, 2011
acordo ortográfico
(a partir de agora em diante, com o AO em mente, espero)
quinta-feira, março 17, 2011
Japão e os eixos do mundo
o eixo da terra também, em 10 cm.
sexta-feira, março 11, 2011
três poemas de David Mourão-Ferreira
Mal fora iniciada a secreta viagem,
um deus me segredou que eu não iria só.
Por isso a cada vulto os sentidos reagem,
supondo ser a luz que o deus me segredou.
**
Itinerário Grego
I
Há sempre na vigia uma ilha que oscila
entre a gola do Mar e o turbante do céu
Mas de todas somente a que se chama Ítaca
parece a rapariga à espera de eu ser eu
***
Os Sinais
I
Olhar de frente o Sol Assim se aprendem
as letras iniciais da Solidão
David Mourão-Ferreira, Obra Poética, Lisboa: Presença, 1988: 27, 210, 251
excerto de um poema de Ana Luísa Amaral
Topografias em quase dicionário
(...)
Não interessa onde
estou
Diz-se que os gregos
tinham cinco formas para falar
de amor.
Nós temos uma só, onde não cabe
o quase paradoxo
de que amor é tudo o que dele sabemos.
Nada mais.
(...)
Não sei se os gregos tinham várias
formas para falar da morte,
nem mesmo sei se o amor
foi buscar alguma dessas formas
para se definir
Há literatura que fala do que está
a montante do amor,
mas não lhe está - eros, tanatos,
a sua ligação, o seu estar-
entre-estar
(...)
sexta-feira, março 04, 2011
Mensagem
Não prometo que não aconteça :)
Encontro marcado com a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, a Padeira de Tanagra... (e outras damas do mesmo teor - nem todas mutiladas) e até com o Antínoo!
para além da Amélie, do Moulin, dessas coisas que todos sabemos ;)
quarta-feira, março 02, 2011
3 poemas de Mário Rui de Oliveira
(imagem retirada daqui)Um Amigo
Num daqueles dias de outono, em que nos queima a vermelha labareda das folhas, um amigo pedia que lhe contasse uma história. «Salva-me a vida, conta-me uma história». E eu recordei aquela mulher das Mil e Uma Noites, que encadeava, com doçura e desespero, uma história na outra, pois ó a história infinita nos permite escapar à maldição da morte.
Os monges do deserto, esses que chegam da vigília do silêncio, diante de um cesto, escolhem os frutos mais apodrecidos. Gestos assim podem parecer-nos insignificantes, até indiferentes, mas, na realidade, revelam aqueles que os cumprem. Os santos sentem-se indignos de receber e preferem reservar, aos outros, o melhor. «Para eles, somente a visão perfumada dos pomares.
Mário Rui de Oliveira, O Vento da Noite, Lisboa: Assírio & Alvim: 20, 29, 31
domingo, fevereiro 27, 2011
Poema das evidências
as ruas em que nos perdemos.
A gaivota na pedra
nada diz da minha condição.
A solidão é menor
quando me estendo ao sol.


