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quinta-feira, março 20, 2008

EILC2


Tanto tempo depois, o relato prometido. O EILC2 foi em Janeiro e Fevereiro deste ano. Comecei o ano a trabalhar, numa coisa relativamente fácil e de que gosto (já em Agosto gostei). Não foi tão trabalhoso e intenso este, mas foi-o nas relações e contactos. Novos amigos, menos desta vez (só eram 30 erasmus), mas mais dos velhos amigos - e estive com muitos, desta vez. Desde a Marta e a Patrícia (um único fim de tarde no Lais), à presente constante da Su (seus stresses habituais, agora por causa da área de projecto - tema do trabalho de mestrado, e de outras coisas decorrentes das aulas que vai dando) nas últimas quatro das cinco semanas em que estive na casa da Ana, minha amiguinha que me acolheu tão bem na sua belíssima casa (e não esqueçámos a sua simpática e bonita irmã), passando pela tarde com as Anas: Luísa e Verde, pelos jantares em que surgiram a Su ;), a Lena, a Mitó e a mãe da Su, a D.ª Manuela, e o último fim-de-semana na casa da Consti e seus muitos gatos, e o primeiro a ajudar a Joana Patrícia em Literatura Medieval, a Marisa e o Herberto no metro, a Bruna numa fase complicada... e todos os outros com que me fui cruzando. E voltei a estar com pessoal da Reitoria - gosto muito da Eugénia, claro. E estive novamente com as minhas queridas formadoras do curso (bem, a Débora só apareceu no primeiro dia, desapareceu para Israel), fiquei só, com a Ana Isabel e a Ana Paula. E conheci nova guia, a Susana Barros.


Adormeci no metro muitas vezes (abusava nas horas de deitar, às vezes...). Mas consegui ler muito. Muitas conversas, planos, coisas que ninguém percebe além de nós - talvez a Mitó, que nos ia seguindo à distância do msn - Sala de chuto, SuBubu Fetuttini (que dorme com o peixe víbora), AnaPanda, TiMika (tudo junto para passar despercebido)... Armei-me em Paula Moura Pinheiro a apresentar o debate sobre adopção para as meninas da Fracinetti - os risos, os enganos, as câmaras que paravam - e ganhei chocolates! Elas a trabalhar, eu a fingir que fazia o meu artigo para o colóquio de Fevereiro, mas na verdade todos fizemos o que tínhamos a fazer e bem, enquanto íamos conversando, imagine-se, pelo msn quando estávamos todos na mesma sala, às vezes os três na mesma mesa... e depois ríamo-nos como uns tolinhos...



Umas idas aos saldos, claro. E FNAC, alfarrabistas e Feira do Livro do Mercado Ferreira Borges (foto acima), gastar o que ainda não tinha recebido. Muitos passeios pelo Porto - com o pessoal ou sozinho. Visitámos o centro histórico, a Sé, os Clérigos, a Freguesia da Vitória, Palácio da Bolsa, Caves, Riberia, Igreja de São Francisco e suas catacumbas, Igreja de São João Novo, Igreja dos Grilos... E os passeios por Braga (centro histórico, Sé Catedral, Museu de Arte Sacra e Bom Jesus) e Guimarães (centro histórico, Paço dos Duques, Castelo, Igreja de São Miguel - e as figurinhas tristes do pessoal a descer a torre de menagem)... E uma festa final com a Tuna Feminina da FLUP, entrega dos diplomas e lancharada...

Guimarães: Vista da Torre de Menagem do Castelo: Igreja de São Miguel e Paço dos Duques


Braga: os erasmus, no único dia de visita chuvoso, no Bom Jesus

Os erasmus: gostei mais dos de Agosto, no geral. Mais dados, mais aplicados. Mas também eram mais, o clima era outro e a faculdade era só para nós... Mas ficam a Dalida, o Christian, a Suzana, a Marta, a Maria, a Virág, o Viktor, o Balázs, a Sara, a Katarzyna... Depois a paixão. Devagar, devagarinho. Até me aperceber que sim, que era. E seus desenvolvimentos inesperados...
E pronto, muito pónei o texto, eu sei. Às vezes irrita-me escrever... E hoje estou irritado para escrever... Ficam algumas fotos muito relesmente tiradas com o tlm a ilustrar...



P.S. - começou hoje a Primavera, pelo menos no calendário... E as fotos que não têm legenda são do Porto, claro...

sábado, fevereiro 09, 2008

da minha vida



Em breve, relatos deste mês de EILC, de Porto, de presença física de amizades, de trabalho (ou nem por isso), de muitas gargalhadas e algumas lágrimas... Como o de Agosto, também recheado de imagens, um relato exaustivo... porque eu sou breve em tudo o que escrevo, menos na vida (ah ah, era para rir).

quinta-feira, setembro 13, 2007

agosto II - imagens verídicas


Foto da porta do meu ex-aparamento. digno de receber um professor de portuguêz dezempregado!!!



Redbull air race - coisa mais horrível e chata... estive lá uns dez minutos, depois fui para a feira do livro.



Especialidade inexplicável de um restaurante perto do meu ex-apartamento

EILC - Paço dos Duques, em Bragança.

EILC - No Palácio da Bolsa, Porto

EILC - Em Braga, em frente à Sé...


Procissão da Senhora da Saúde - Paranhos, Porto

agosto


Não é fácil escrever sobre este mês de Agosto no Porto. Mas vou tentar, como prometido à Denise. Foi muita coisa, intensa, que talvez sirva de material de base para um conto que escreverei entretanto que rouba um verso e meio a Alexandre O’Neill, o poeta que lia durante esses tempos, «As mil e uma noites de solidão e medo». Comecemos pelo início, ou seja, a Rosi e a sua tese de Linguística Portuguesa sobre A anáfora nominal (trabalhada com alunos do 7.º ano, a partir de «No Moinho» de Eça de Queirós e textos de «National Geographic»). Foi uma demanda inexplicável, contra o tempo, com imprevistos terríveis, como o «pc dar o pau» no dia de véspera da entrega da dissertação – atrasou um pouco a entrega, mas conseguimos, porque estava guardada na pen… Entretanto já foi defendida, com sucesso (ontem!!!).

Revi a Marisa, encontros imprevistos e rápidos, sempre no metro… E a Ana Cabral, pela FLUP. E a Celine, a Susana Melgaço, a Lídia, a Rute – todas cada vez mais lindas, e o Roberto… Muitas conversas pelo msn com a Sandra, Milai e Bruna… muitas e nem sempre fáceis… Café com a Marta, Patrícia e Guilherme. Almoço interessante com Constantina, Mário, Ivo, Marta, Patrícia e Guilherme. O costume, mas diferente.
Saldos: de roupa e de livros (Feira do Livro da Bertrand – fraquinha…, e Feira do Livro e do Material Escolar do Mercado Ferreira Borges, onde comprei 31 livros e um caderno por 40€…).

Depois o apartamento partilhado com amigos e não só, onde muito aconteceu, e se calhar não deveria, e se calhar até devia, para chegar a conclusões que se calhar naufragaram entretanto, ou não. Mas como não sou pessoa muito pensadora, as coisas flutuam ainda por aí, meias esquecidas. Mas serviu para escrever uma mão cheia de contos para o meu livrinho (Composto de Mudança) e para a história de fazer o funeral mental… que resultou, até que houve uma ressurreição, por assim dizer, que me estragou um pouco os planos de ontologia da palavra e da mente, mas enfim, o que está morto, morto pode voltar a ser. E foi a morte do artista, ou antes, da artista: Madonna. Para mim está bem enterrada, para já. Redescobri algumas coisas dos Madredeus, foi bem. Mas a Mariza voltou a ocupar o lugar… que nunca perdeu, realmente. Quem se perdeu foi eu, no último dia, em que me aconteceu uma… mas que eu não conto, foi daquelas de anedotas, como ir carregado no metro para ia apanhar o comboio, dar conta que falta o telemóvel e voltar para trás, sabendo que não se tem a chave de casa e se tem de esperar que algum dos colegas volte… e em vez do comboio das cinco, apanha-se o das dez… pronto, já contei…

O trabalho: no início foram três dias loucos na Reitoria, onde conheci uma menina muito interessante, física e psicologicamente, cabo-verdiana ;). Afiei imensos lápis, fiz dossiers, tirei cópias, distribui folhetos de Coimbra, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Guimarães… Enviei emails, fiz compras, fiz arranjos equilibristas com bandeiras de todos os países da Europa para a sessão de abertura, enfim. Tudo em prole do IELC – Intensive Erasmus Language Course, para sessenta meninos e meninas (alguns mais velhos do que eu, mas enfim) que vieram a prender Português. Durante o resto do mês, prestei apoio no que pude e o melhor que pude aos alunos (dúvidas linguísticas, localizações: procurar casa, encontrar sítios e ruas, metro, comboio, autocarros, feiras e, pasmem, casas de meninas – mas isto eu não sabia…), acompanhá-los, com a guia, a Marta Villares, nas visitas pelo Porto – baixa e monumentos como Palácio da Bolsa e Igreja de São Francisco e caves de Gaia (6 e 10 de Agosto), Guimarães – castelo, Paço dos Duques e centro histórico (17 de Agosto), Braga – Bom Jesus, Sé e centro histórico (24 de Agosto) e Serralves (31 de Agosto). E apoio às extraordinárias formadoras: Ana Isabel, Ana Paula e Débora (power point, fotocópias, acetatos e retroprojectores, impressões, entrevistas, vídeos…). Enfim, às vezes uma estafa por ter de andar de um lado para o outro, outras vezes uma calmaria arrasadora. Tinha uma sala de 40 computadores com ligação à Internet e assim ia ocupando os tempos mortos. Os miúdos eram espectaculares. E ficam na memória da ternura alguns: Greta, Sara, Giulia, Alex, Simone, Valentina (italianos), Estefânia, Pablo (espanhóis), Muhammet, Fatih, Belkis (turcos), Vera, Kate (alemãs), Tomasz, Hubert (polacos), entre outros… No fim foi difícil despedir-me de todos, alunos, formadoras e Rosi. É que os laços criam-se... e ficam…

Do meu caderno (Pensamentos Ligeiros – vol.13, que mantenho desde os catorze anos, tipo diário/registos vários/poemas meus e de outros e afins…) posso transcrever que a «A primeira noite foi estranha, claro. Choveu e água bateu forte no plástico e no vidro da marquise» - o meu quarto tinha contacto directo com a única parte da casa com janela para o exterior - «conversa até tarde, muito, sobre muitas coisas – sobre nós de vez em quando, de fugida». Mas sobre isto não vou revelar mais, só no tal conto.

Já o disse, as leituras foram poucas. Mas agora em Setembro (agora que já acabei todos os trabalhos de mestrado) posso vingar-me e é o que estou a fazer. Contos Outra Vez, de Luísa Costa Gomes é extraordinário, seguem-se Olhos Verdes, também dela, Na berma de nenhuma estrada do eterno Mia Couto, acompanhados pela Bílbia, Poesia Completa de Natália Correia, e depois se verá.