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sexta-feira, outubro 19, 2012

Galego, dia 1.


 «O que em Portugal é dialectal é padrão na Galiza. E o que é dialectal na Galiza é padrão em Portugal».
 
 

 A UM é uma confusão e pronto. Cheguei mais do que a tempo, mas não havia maneira de encontrar a sala. Encontrei antes uma ex-aluna ;) Afinal, a sala indicada era «proibida» para os simples mortais... era uma sala de arrumações. Voltas e mais voltas, até me decidir ir ao Babelium e lá me disseram para procurar o «Gabinete de Gestão do Complexo Pedagógico I». Medo. Lá descobri a sala, tinha sido erro e arranjaram uma à pressa.

O grupinho parece simpático. Trabalhei mais com um rapaz que estuda Matemática e Computação. Sim, sou o único de Letras, pelo que percebi, o que pode vir a ser interessante. A formadora é... espetacular. Quase in love, claro.

Aprendemos a escrever em cinco minutos, a falar em dez. Muita eficiência. Ahahah. Obrigado, curso feito. Pois sim...

E pronto, deixo-vos uns versinhos de minha autoria, com as palavras de hoje, a assinalar a ocasião:

«unha bágoa se solta sobre a morriña
cando un bico me toca o corazón»
 
 


 
 
Diz a Lídia para ouvir os Luar na Lubre e diz muito bem. Enviou-me estes dois, mas há mais no youtube. A ver se, com tempo, os vou conhecer melhor.
 
 
 
 
 
p.s. - Todo eu me sinto galego, hoje. já ia para Santiago comer feuchos sentado nas escadas laterais da catedral!

segunda-feira, setembro 10, 2012

O Último Adeus, António

 
 
 


pois que o tempo nos dobrou e agora sou eu quem parte...

quinta-feira, agosto 23, 2012

90 Anos, 90 Palavras



Celebrando Saramago, como sempre deve ser, a Fundação a que dá nome pede que os seus leitores escolham uma palavra que relacionem com o autor e que a comentem. Eu fui o quinto a ser publicado, cá fica o textinho. Também podem ler aqui, o sítio original.


Casa

Os livros que nos deixou são casas com as janelas abertas onde deu ao mundo as histórias de que mais fazia caso. Podemos ficar nelas, ir aos seus jardins, percorrer os caminhos que nos levam até elas. oncedido o maior galardão literário da língua portuguesa, um cão assustou tanto uma vizinha que ela gritou a pedir ajuda. Os que estávamos em asa saímos para a rua e vimos que o animal feroz era um cachorro assustado com o susto da mulher. O animal entrou pela porta aberta do jardim, mexendo sem jeito as pernas, um pouco desajeitado, feliz por ninguém o maltratar. Quando Saramago apareceu a anunciar que tinha recebido o Prémio Camões, soubemos, soubemo-lo nesse instante, que o cão que tinha encontrado a sua casa não ia ter outro nome que o do grande poeta português. E assim, pelo menos em Lanzarote, Camões foi mencionado centenas de vezes por dia, foi vida e foi homenagem. E este cão doce e nobre, que nunca aprendeu a comer devagar porque até chegar à Casa tinha tido que lutar contra a fome e o abandono, com a sua gravata branca desenhada no pelo negro, que foi o modelo para “O Achado” d' A Caverna, um cão que, como todos os cães que Saramago inventa, é a melhor resposta animal à melhor consciência humana, morreu com todos os seus anos e sempre amado.

Quando o cão chamado Camões regressou a casa depois da morte de José Saramago, não conseguiu aceitar a ausência. Esteve inquieto durante o dia, mas quando chegou a noite e não viu o dono nem na cama nem no sofá que ocupava habitualmente, quando uma e mil vezes percorreu o espaço entre os dois quartos, quando percebeu que o dono já não estava nem ia estar, que isso é a morte, uivou, gritou, rasgou-se numa dor que arranha a alma só de descrevê-la. Não bastaram abraços para consolá-lo, nem palavras carinhosas: ia e vinha de um lugar para outro, numa correria que partia o coração, gemia com uma dor humana. Por isso, um amigo que estava lá em casa e ali passou a noite, intitulou no dia seguinte a sua coluna jornalística: “Camões chora por Saramago”.

Saramago já não poderá chorar por Camões, agora que morreu tão docemente como viveu, tão honestamente animal que apetece aprender com a sua forma de estar na vida. Ou talvez, sem chorar, se encontrem na sensibilidade criada que nada nem ninguém pode destruir, porque tanta vida partilhada, e em companhia tão amável, não pode perder-se. Estão por aí, em livros e memórias, em corações que não se rendem, José Saramago com os seus três cães, Pepe, Greta e Camões, pondo beleza no mundo, imortais na vivência pessoal dos que sabem ver e também sentir.

Pilar del Río
 Casas tão diferentes, seja o barco ou a mulher do homem que queria um barco, seja a Lisboa do revisor Raimundo Silva ou a que o cão Achado encontrou em Cipriano e Marta - e aquela Casa onde viveu permanece e atrai, porque «olharem-se era a casa de ambos», diz de Baltasar e Blimunda. oncedido o maior galardão literário da língua portuguesa, um cão assustou tanto uma vizinha que ela gritou a pedir ajuda. Os que estávamos em asa saímos para a rua e vimos que o animal feroz era um cachorro assustado com o susto da mulher. O animal entrou pela porta aberta do jardim, mexendo sem jeito as pernas, um pouco desajeitado, feliz por ninguém o maltratar. Quando Saramago apareceu a anunciar que tinha recebido o Prémio Camões, soubemos, soubemo-lo nesse instante, que o cão que tinha encontrado a sua casa não ia ter outro nome que o do grande poeta português. E assim, pelo menos em Lanzarote, Camões foi mencionado centenas de vezes por dia, foi vida e foi homenagem. E este cão doce e nobre, que nunca aprendeu a comer devagar porque até chegar à Casa tinha tido que lutar contra a fome e o abandono, com a sua gravata branca desenhada no pelo negro, que foi o modelo para “O Achado” d' A Caverna, um cão que, como todos os cães que Saramago inventa, é a melhor resposta animal à melhor consciência humana, morreu com todos os seus anos e sempre amado.

Quando o cão chamado Camões regressou a casa depois da morte de José Saramago, não conseguiu aceitar a ausência. Esteve inquieto durante o dia, mas quando chegou a noite e não viu o dono nem na cama nem no sofá que ocupava habitualmente, quando uma e mil vezes percorreu o espaço entre os dois quartos, quando percebeu que o dono já não estava nem ia estar, que isso é a morte, uivou, gritou, rasgou-se numa dor que arranha a alma só de descrevê-la. Não bastaram abraços para consolá-lo, nem palavras carinhosas: ia e vinha de um lugar para outro, numa correria que partia o coração, gemia com uma dor humana. Por isso, um amigo que estava lá em casa e ali passou a noite, intitulou no dia seguinte a sua coluna jornalística: “Camões chora por Saramago”.

Saramago já não poderá chorar por Camões, agora que morreu tão docemente como viveu, tão honestamente animal que apetece aprender com a sua forma de estar na vida. Ou talvez, sem chorar, se encontrem na sensibilidade criada que nada nem ninguém pode destruir, porque tanta vida partilhada, e em companhia tão amável, não pode perder-se. Estão por aí, em livros e memórias, em corações que não se rendem, José Saramago com os seus três cães, Pepe, Greta e Camões, pondo beleza no mundo, imortais na vivência pessoal dos que sabem ver e também sentir.

Pilar del Río


Saramago fica-nos como uma casa onde habita a língua portuguesa em restauro em face a um mundo que precisa de conserto.

quinta-feira, agosto 02, 2012

novo visual

acompanhando as mudanças do meu próprio visual e vida em vários aspetos (só me falta mesmo a pala à Camões...) - uma mudança no aspeto do blogue, mais leve, mais claro, mais fresco.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Natal 2011



Mariah Carey, «God Rest Ye Merry, Gentlemen»

Pois bem, como no Natal o que mais recebo são livros mesmo, cá fica a listinha daqueles livros que eu gostava de ter, mas, pelos mais diversos motivos, ainda não me vieram ter à mão. Sim, a lista já foi maior, e tem decrescido a olhos vistos, já que tenho comprado resmas deles. Mesmo sendo difíceis de encontrar (alguns deles só mesmo em alfarrabistas), aí ficam eles:

A casa do pó, Fernando Campos
A criança em ruínas, J. L. Peixoto
A desordem do teu nome, Juan José Millás
A Filosofia Africana na Linha do Tempo, Muanamosi Matumona
A Lenda dos Homens do Vento II, Fernando Fonseca Santos
A Mão de Fátima, Eduardo Falcones
A Pátria dos Loucos, Bernardo Rodo
A Perspectiva da Morte, Assírio & Alvim
A Terceira Metade, Ruy Duarte de Carvalho
As Paisagens Propícias, Ruy Duarte de Carvalho
Coração, cabeça e estômago, Camilo Castelo Branco
Livro do Amigo e do Amado, Ramon Llull
Livros Textos Leituras, Alberto Carvalho
O amor de Pedro por João, Tabajara Ruas
O Cemitério de Praga, Umberto Eco
O livro do riso e do esquecimento, Milan Kundera
O mercador de Veneza, Shakespeare (cotovia)
O sorriso etrusco, José Luis Sampedro
Ofício Cantante, Herberto Helder, Assírio & Alvim
Os Rios Inumeráveis, Álvaro Cardoso Gomes
Peregrinação de Enmanuel Jhesus, P. Rosa Mendes
Poemas, A. Franco Alexandre, Assírio & Alvim
Poesia Reunida, Manuel António Pina, Assírio & Alvim
Relato de um Certo Oriente, Milton Hatoum
Substâncias Perigosas, Pedro Eiras
Teatro, Bernardo Carvalho
Um homem popular, Chinua Achebe
Uma vida de Boy, Ferdinand Oyono
Zona, Mathias Énard

A Guerra dos Tronos, volumes 8, 9 e 10.

Quase impossíveis:
Gulbenkian:
História e Antologia da Literatura Portuguesa (5 vols)
Gramática do Português Antigo
Estética Teatral
Literaturas Africanas

Mil Folhas (ou noutra edição qualquer):
74. O Cônsul Honorário, Graham Greene
77. Big Sur, Jack Kerouac
79. O cheiro da noite, Andrea Camilleri

Unibolso:
24, 56, 57, 69, 72, 89, 94, 111, 113.

RTP:
2, 10, 11, 16, 23, 27, 38, 40, 44, 46, 51, 54, 55, 63, 65, 66, 70, 74, 75, 79, 81, 88, 90, 91, 92, 95, 99.

Grandes Génios da Literatura:
O moinho à beira do rio, George Elio
Moby Dick, Herman Melville


Coleção Grande Sol: O Rapaz do Bairro de Carvão

Coleção Vozes de África: n.º 4, 5, 12, 16, 18, 20, 21.

«Ficções»: n.º 1, 2, Férias, 5, Comer, Humor, Filmes, 12, 14, 16

quarta-feira, novembro 02, 2011

A minha palavra favorita - Girassol



das muitas palavras que povoam a minha língua, girassol tem-me sido a mais afetiva. retorno e regresso e ciclo. ver, seguir, observar. um ser que tem como atitude seguir a luz parece ser um exemplo ignorado. razão tinha Caeiro por nele ver uma figura a elogiar - «o meu olhar é nítido como um girassol» - nítido porque cheio de luz, a luz do Sol, e ele próprio ser um olho de inexcedível beleza e rigor. o girassol foi feito para ver e estar atento, mas também para estarmos atentos a ele e para o vermos. e podemos também tocar-lhe a pupila, na rugosidade agradável da perfeição. seguir sem sair do sítio, ser do tamanho do que se vê, percorrer a distância da solidão com a vontade, o gesto. o amarelo é cópia, é propósito solar reafirmado, o verde das folhas vida que se agita e constrói em torno da luz, sol terrestre em menor tamanho. palavra justa, verbo e nome em nome, com a flor, verbo e nome em ação e essência. assim é por vezes o amor, quando nos torna girassóis uns dos outros - uns dos outros, porque de si é já o Narciso e é outra história e outra palavra bem diferentes. ou ser o oposto de tudo isto, de tudo e todos. girassol que, no meio dos outros, preferisse ver o espaço subitamente iluminado. ou, mais linearmente, o girassol que rema contra a maré.

cf. esta história das palavras favoritas.

domingo, setembro 04, 2011

As palavras mais belas do mundo




motivado pelo espírito de «a minha palavra favorita», que vai pontuar o início deste ano letivo dos alunos do secundário (finalmente), fica aqui a lista das palavras mais bonitas do mundo, de acordo com a revista Kulturaustausch, que já tinha até motivado um conto, entretanto perdido...


Em primeiro lugar surge uma palavra turca, YAKAMOZ, que significa: reflexo da lua na água.

Em segundo lugar: hu lu: dormir, respirando profundamente, da China.

A terceira palavra seleccionada é volongoto: caótico; numa língua africana de uma região do Uganda.

Quarto lugar encontra-se oppholdsvaer: a luz do dia depois da chuva; assim se diz na Noruega.

No quinto lugar lê-se madala: graças a Deus; língua africana Hausa.

No sexto, a portuguesíssima saudade: nostalgia (e muito mais que agora não cabe aqui esmiuçar).

No sétimo lugar colocam perekotipole: o corredor do deserto, segundo o que se diz na Ucrânia.


Nota: os critérios eram relacionados com o significado (e a sua intraduzibilidade), mas também com o significante.

segunda-feira, julho 04, 2011

Da Capo


Sementes de Cabanas, Philippe Lechermeier e Éric Puybaret


apesar de não me falares há quase um mês (a não ser por razões profissionais)
e de teres feito muitas escolhas que me excluem do tempo, da vida
e de preferires a companhia dos outros (o que eu entendo)
mesmo que não me perca em futilidades e vaidades
em divertimentos e frases fáceis
em comentários ao mundo
em coscuvilhices,

aqui ficam elas, em memória do que fomos.

sexta-feira, junho 17, 2011

Os resistentes - o 12.ºD



ou: de como são importantes as aulas de Português

ou ainda: como se faz um texto com fragmentos de alguns textos lidos mais umas sentimentalidades



Todos somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera. É nesse momento que justificamos o resto da vida, perdida no desempenho de pequenos papéis indignos do que somos (FL,89). Por isso escrevo em meio (12,32) de palavras de outros e minhas, agora que é a hora (12,159)!

         Tanto de meu estado me acho incerto (10,191), turma primeira de três anos, em que os resistentes a tudo tão bem e tanto cresceram, que meu coração e os lábios disseram em uníssono (10, 48): a memória é um espelho velho, com falhas no estanho e sombras paradas (10, 159), mas sei que o desgaste será lento e esse comboio de corda que se chama coração (12,30) não me fará esquecer-vos.

Para vos dizer, seriam precisas sagradas palavras e essas não cabem em nossas humanas vozes (10,303): Vos estis sal terrae (11,88). A loucura de alguns, a paixão de outros, a indiferença de alguns tolinhos pela arte das palavras, pelas alusões frequentes a esse desgraçado rei D. Sebastião (11, 133), e outras atitudes e caraterísticas que não vale ou não merece agora a pena referir, ensinaram-me a olhar a cada momento para a eterna novidade do mundo (12,58). Se eu não morresse, nunca! E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das coisas! (11,273) talvez tudo pudesse ter sido melhor, mais intenso…

Se pouco eu vos ensinei, espero que pelo menos vos fique/surja o carinho pelos livros, pela poesia, porque os livros trazem tantas vidas e tantos conselhos como a vida em si, se vivermos e lermos, quantas vidas teremos vivido? O mito é o nada que é tudo (12,129) dizia o nosso poeta, e mesmo no crepúsculo dos dias de hoje felizmente há luar! (FL,140), por isso, e se Ser descontente é ser homem (12,157), continuemos na busca do Caminho da virtude, alto e fragoso (12,145), para que façam saber-se no mundo que ainda há um português em Portugal (11,144) – ou catorze! Não iremos dar-nos por satisfeitos (11,103) com o que já alcançámos. Não se esqueçam, e sejamos um poucos deuses [sei que sei, não sei como sei (MC,73)], do Deus quer, o homem sonha, a obra nasce (12,139) – o «Todo Pessoa» lá nasceu!

Depois pensemos, crianças adultas, que (12,74) tudo vale a pena (12,150), mesmo Cada hora a mais que gasta no caminho (10,253) que incomoda como andar à chuva (12,53): saibamos aproveitar não só os fins, mas também os meios; saibamos dizer Se tivesse de recomeçar a vida, recomeçava-a com os mesmos erros e paixões. Não me arrependo, nunca me arrependi (10,174); que cada um saiba ser rei de si próprio (12,73).

         Uma superfície branca é como um dia que quer romper (10,135), por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco (10,250), novos alunos me virão, novos professores vos encontrarão, pois muito há a fazer, sempre. Chegou a hora (11,102) e digo-vos mais uma vez: olharem-se era a casa de ambos (MC,149), que também serei uma casa quando me precisarem, como sempre.



Receita: Para ser grande, sê inteiro: nada / teu exagera ou exclui. / Sê todo em cada coisa. / Põe quanto és no mínimo que fazes (12,81).


domingo, maio 29, 2011

Stomp no Porto


fica aqui um vídeo que mostra um pouco do que vi ontem à tarde, aqui em contexto informal de backstage. vassouras, caixas de fósforos (amei), tubos de borracha, areia, jornais, lava-loiças, contentores, cadeiras, isqueiros, bolas de basquete, paus - e até uma banana -, tudo serviu para se juntar aos pés e às mãos do fabulosos performers. muito bom :)

domingo, maio 22, 2011

IV Sarau Cultural

E assim foi o IV Sarau Cultural, organizado pelo departamento de Língua Portuguesa e Latim. Com alguns nervos à mistura, mas sobretudo com vontade de fazer o melhor. O tema era o AMOR e foi de facto uma noite inspiradora :)


Sarau Cultural

21 de Maio de 2011

Parte I

21h00 – Receção aos convidados
21h30 - «Meu amor querido», António Lobo Antunes - 10.º C

21h35 – Convidadas: Inês Pedrosa e Patrícia Reis


Tema: O afeto

Parte II

22h15 - «O Amor na Poesia» –  12.º A
22h25 - «Lisbon Revisited», Fernando Pessoa –  12.º B

22h30 – «Tudo o que te dou», Pedro Abrunhosa - Raquel Guimarães, Carolina Gomes, Teresa Lacerda - 11.º A


22h35 - «Questiona se são estas frias neves», Diogo Ribeiro - Flávia Ramos e José Miguel Sousa - 11.º B
22h40 - «Todo Pessoa» – 12.º D

22h45 - Dança Clássica - Bárbara Henriques (antiga aluna), Fernanda Machado (12º F), Isabel Paiva (11.º E), Maria Miguel Gomes (11º A)
22h55 – «Aos Amores!», Sérgio Godinho – Maria João Silva - 11.º A

22h50 – «Só mais uma volta», Tiago Bettencourt – Pedro Mello - 12.º A
23h00 - Romeu e Julieta, William Shakespeare (adaptação de Diogo Ribeiro) – 11.º B

Apresentadores: Joana Barros (12.º D) e João Louro (12.º B).

quinta-feira, abril 21, 2011

sábado, março 26, 2011

Confusão esclarecida


é a minha, nos últimos tempos. mas quem manda ser superior e genial para me aperceber de que tudo gira desconcertado e as pessoas nem se aperceberem da trágica patetice de serem?



(a imagem é uma brincadeira, as juro que é assim que está no sítio da loja, com aquele pequeno erro...)


(pena não saber discutir/insultar como os meus alunos do 9D: Olha o nível de discussão e insulto no 9D: «eu sou insurrecto, sim, mas tu é ignóbil e vil»)

segunda-feira, março 21, 2011

Primavera e Poesia ou como fazer dois em um :)

rimam, são verdades e lindas.


aqui, na interpretação poderosa de uma poesia em primavera que parece não me querer chegar. e aqueles que nos escrevem e a quem recorremos sempre.



«Primavera», David Mourão-Ferreira, Mariza


«Poetas», Florbela Espanca, Mariza

domingo, março 20, 2011

acordo ortográfico

Depois do castanho e do branco, e do azul com apontamentos rosa, um castanho-laranja e cinza. Cada vez menos tempo duram as escolhas que faço. Mudança, variação, não sei por quanto tempo. A paciência é uma chata. Depois do casamento em Santarém, depois de Paris, com peças de teatro em breve e muito por fazer, vou assim procrastinando a correção de testes...


(a partir de agora em diante, com o AO em mente, espero)
:)

quinta-feira, março 17, 2011

Japão e os eixos do mundo

o sismo deslocou lá a terra 2,5 metros.
o eixo da terra também, em 10 cm.

mas tu aproximaste-te 10.000 km, mais ou menos, que isto do tempo e do espaço é tudo menos matemático quando manda o coração. São apenas agora 2515km que marcam a distância real.
trago-te agora até aqui, na voz de Ryan Tedder. Pessoa encontrada e nunca perdida.



«Missing Persons 1 & 2», OneRepublic (versão acústica e bastante alternativa)

sexta-feira, março 04, 2011

Mensagem

Se eu não voltar, é porque fiquei por lá, mas bem.
Não prometo que não aconteça :)

Encontro marcado com a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, a Padeira de Tanagra... (e outras damas do mesmo teor - nem todas mutiladas) e até com o Antínoo!

para além da Amélie, do Moulin, dessas coisas que todos sabemos ;)


à bientôt!

Paris

como me conhece bem quem tratou dos bilhetes :)



quinta-feira, fevereiro 24, 2011

artigos, comunicações, participações...

para não estar a atafulhar a coluna lateral, fica aqui mesmo numa postagem a relação das coisitas que tenho feito, agora menos amiúde, que o tempo não dá para tudo, mas que tenciono ir fazendo crescer com mais textos em revistas e uma ou outra comunicação. link na dita barra, para quem achar interesse, link para os textos disponíveis em rede, ou para os eventos em caso negativo.

em andamento para sair:


«As Fúrias em "sede absurda de ruína": espaços em Agustina Bessa-Luís»
TENREIRO, Francisco e ANDRADE, Mário Pinto de (org.),Poesia Negra de Espressão Portuguesa, Vila Nova de Cerveira: Nóssomos, 2012, 20p.
«Eu quero escrever coisas verdes» - o projeto poético de Arlindo Barbeitos
«Mia Couto: a escrita sobre a mulher, essa canoa, ilha, leoa e tudo o resto» - CLEPUL
«Efeitos da repetição na poesia de João-Maria Vilanova e de Arlindo Barbeitos»
A poesia de João de Araújo Correia
Séchu Sende (Diário do Minho)
Roberto Vidal Bolaño (Diário do Minho)




25. «Arlindo Barbeitos como leitor dos poetas da "Mensagem"» - Colóquio Internacional A Modernidade nas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa: António Jacinto e a sua época, CLEPUL - Universidade de Lisboa, novembro de 2013.

24. «A Paisagem (re)escrita por Maria Ondina Braga: de Eu vim para ver a terra e Passagem do Cabo», Paisagem - (I)Materialidade, III Encontro CITCEM - FLUP, novembro 2013.
23. «Narradores abreviados, leitores espicaçados – uma opção constitutiva da narrativa breve de Lygia Fagundes Telles» - Jornadas Internacionales: en el 90 aniversario de Lygia Fagundes Telles, Universidade de Salamanca, outubro de 2013.
22. «Ser e ainda não ser: oscilação e iniciação em "O Belo Adormecido" antecedido de A arte do conto de Lídia Jorge - considerações», Travessias pela literatura portuguesa, estudos críticos de Saramago a Vieira, Eduepb - Universidade Federal de Paraíba, outubro de 2013.

21. «Manuel Rivas - a palavra, como a estrela cadente, tem algum poder» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», 4 de setembro de 2013.

20.  «Álvaro Cunqueiro - mil e um mundos a partir da Galiza» - «Diário do Minho - Suplemento Cultural», Braga, 26 de junho de 2013.

19. «Arlindo Barbeitos», Colóquio «Tinha Paixão», Porto, junho 2013.

18. «A construção da voz poética de Arlindo Barbeitos: as interferências/afinidades orientas», «Forma Breve 9: Conto Interpolado», Universidade de Aveiro, dezembro de 2012.

17. «"Nunca escrevi versos que não fossem de amor": a metapoesia de Rui Knopfli», Colóquio Poesia "ao espelho, vendo-se, pensando-se". Poesia e autorreflexividade, Universidade de Évora, dezembro 2012.

16. «VIEIRA, Arménio. MITOgrafias - recensão crítica», «Navegações» - vol. 5 n.º1, jan/jun 2012.

15. «"Tanto mundo de água para mudar o destino": representação do mar na obra de Manuel Rui», O Mar - patrimónios, usos e representações, II Encontro CITCEM - FLUP, outubro 2011.
  
14. «Lobo, João. Diário da Vida de um Mocho - II (diário) - recensão crítica», «Navegações» - vol.4 no.1, jan/jun 2011 (com Bruna Silva).

13. «Eu Vim para Ver a Terra, de Maria Ondina Braga: a construção do mundo pela crónica», «Forma Breve 8: A Crónica», Universidade de Aveiro, dezembro 2010.


11. «Vieira, Arménio. O Poema, a Viagem, o Sonho (poesia) – recensão crítica», «Navegações» - vol.3 no.1, jan/jun 2010.

10. «Diferentes véus de Penélope ou o tempo é tecido/o tecido do tempo», Colóquio Rostos e Narrativas no Feminino: imagens da antiguidade clássica, FACFIL Braga, maio de 2010 [Sophia, Manuel Alegre, Daniel Faria, Casimiro de Brito,...] (disponível na «Revista Portuguesa de Humanidades - Estudos Literários», Faculdade de Filosofia da U.C.P., Braga, 2010, vol.14-2).

9. «Esse humano que foi como um deus grego: Antínoo entre eros e thanatos na poesia portuguesa», «Forma Breve 7: Homografias: Literatura e homoerotismo», Universidade de Aveiro, dezembro 2009 [Sophia, Albano Martins, Pedro Tamen, Fernando Pessoa,...].

8. Arlindo Barbeitos: poética da concisão, dissertação de mestrado – FLUL, setembro de 2009.

7. «Medo e coragem: travessias em Grande Sertão: Veredas», «Cadernos de Estudos Brasileiros, n.º2», FLUL, setembro de 2009.

6. «Arquitecturas do Abandono: espaço-tempo, ruína e memória em O Outro Pé da Sereia de Mia Couto», «Revista África e Africanidades» – Ano I – n.º 4, fevereiro de 2009.

5. «”O Embondeiro que sonhava pássaros” de Mia Couto: descrição de uma poeticidade», «Forma Breve 6: O Conto em Língua Portuguesa», Universidade de Aveiro, dezembro 2008.

4. «Em Demanda das Santas do Corpo», VIII Encontro de Estudos de Literaturas de Língua Portuguesa, Universidade de São Paulo, outubro de 2008. [sobre personagens de Eça de Queirós, Raul Brandão e Natália Correia]

3. «Mundos Encostados: Conflito Entre Tradição e Modernidade em Parábola do Cágado Velho de Pepetela», «Revista África e Africanidades» - Ano I – n.º 2, agosto de 2008.

2. «Os direitos e as leis em Os Dois Irmãos de Germano Almeida e Quantas Madrugadas tem a Noite de Ondjaki, Mundos em Diálogo - Colóquio Direito e Literatura – FLUL, fevereiro de 2008 (disponível em edição homónima da Almedina, 2010).

1. «Sophia “do outro lado do mar”», IV Congresso Português de Literatura Brasileira: O Porto e o Brasil – FLUP, novembro de 2005.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

O Conto dos Três Irmãos



«O Conto dos Três Irmãos», do último filme de Harry Potter (parte um), uma curta-metragem de animação que funcionaria bem assim, isoladinha. vale a pena ver :)