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sexta-feira, agosto 01, 2008

Músicas (com a A. Verde)

E eis senão quando se encontram mais coisas perdidas dos saudosos tempos de EP. Três canções, escritas com a A. Verde. Uma outra já aqui foi postada. Dos mesmos tais cadernos especiais...


Underneath your Latin (Meta-se aqui a Shakira, A. P. Quin.)

Tu és uma canção
Escrita pelas mãos do tempo
És romana, alçapão
Do nosso alento
Mas tu vais-te embora
Vai-te com o vento
Só falta uma hora
P’ro fim do tormento!

Refrão:
Debaixo do latim
Está toda a fonética
Coitado de mim
Já nem tenho ética.
Prefiro ir para o jardim
Ou p’ra cadeira eléctrica.

*****

Jura (Rui Veloso, Fr. Tp.)

Jura que me vais dar positiva
Dessas que ficam bem na vitrina
E nos dão alta média
Para compensar as outras
Que, por acaso,
São fracas.

Jura se me deres negativa
Vai ser alta e bonita
Vais levar-me à oral
Vais passar-me no final
Com uma nota qualquer
Acima de treze
O sonho de nota a ter.

Jura que me vais passar
Se eu os textos estudar
Jura (…)

Mas se tiver de ser
Ao menos passa-nos em Setembro!

****

Educação e Cidadania (Rui Veloso, Fr. Eva.)


Quem vem a Educação
Sofre do coração
Leva a cidadania
Mata-nos logo a alegria.
Quem nos vê a estudar
Começa logo a chorar,
Chama o INEM depressa
Antes que o corpo arrefeça.

E é sempre um sofrimento
Estas aulas de tormento
E ver-te a falar tão baixinho
Acaba a aula mais cedinho.

domingo, julho 06, 2008

Diz que é uma espécie de nostalgia

ou então não. Mas deu-me para rever os meus cadernos dos Pensamentos Ligeiros, do número 1 ao número 7 (entre 1998 e 2003), à procura de alguma coisa que pudesse aproveitar para estórias do meu livro de contos deste ano, Vazio Repetido. Surgiram algumas, sim. Mas lá encontrei algumas coisas fantásticas dos tempos de EP que não partilhei ainda. Aqui ficam:


"os pobres vestem sarapilheira, os ricos vestem seda." Ar. Sar.


Numa reunião da AEFLUP, discutindo uma proposta que nos tinham feito, muito estúpida, mas que não podíamos recusar:

Bel: "Mas isso é uma punheta..."
Que: "Que nós temos de engolir..."


A estudarmos para Literatura Portuguesa I:

Su: "BAudelaire, p#$% que o pariu!"


E, finalmente, a minha versão daquela música que eu adorava (ui ui), a Menina Azul:

Viagra Azul
.
Senhor doutor
dê-me comprimidos para pinar
desde que eu a comi
que eu não consigo mais brocar

Viagra Azul, Viagra Azul...

Estou tão deprimido
sem saber que fazer
pobre e mal vestido
sem conseguir mais f...er

Viagra Azul, Viagra Azul...

E penso em ti a toda a hora
penso em ti pela noite fora
Viagra Azul, Viagra Azul...

E sexo e sexo, todas as posições e sexo,
Passear contigo na farmácia, pinar é tão bom
E a mão lá no coisa,
E a boca também,
ai é, não é, pois é...


Nota:
Milai, ainda está num desses cadernos uma alça do teu soutien, em silicone, que se estragou quando estavas na residência, no meu quarto, a preparar-te para ir para a queima, na mesma noite em que a Bruna apanhou com o isqueiro na testa e teve de ir para o INEM... Só nós...

sábado, abril 19, 2008

Aula de Cultura Portuguesa III – 13/01/04

continuo a rir após tantos anos...
Numa folha arrancada de um caderno meu, perdida no meio do mesmo oitavo volume de Pensamentos Ligeiros, as conversas escritas entre Mari. e A. V. (manter um certo anonimato porque nunca se sabe…) e eu estava no meio e ia passando o caderno ora a uma ora a outra. A não perder:

A. V.: Zé Povinho = Guerra Junqueiro – tem tudo a ver!!!

A. V.: Publicidade: Suicídio? Qual suicídio! Vem já à aula de Cultura Portuguesa e a morte é instantânea! Acredita!
Mari: Tá mto fixe! Ele estava a falar em doido… mas não sei quem será o doido. É 1 questão mto filosófica… Ele ou nós? Que ainda vimos às aulas…

(depois de um poema escrito por mim na aula)
Mari: para o Tiago! Boa Tiago! Tens de ver mais vezes a cult. Port. E até talvez marcar umas aulas extras… faz bem à tua inspiração!!! ;)

«Eu amo o Ferro Rodrigues e o Paulo Portas» - Rui
A. V.: Realmente são pessoas adoráveis. Eu amo o P. Tav. Ele põe-me fora de órbita, isto é, não sei em que planeta estou!!!

A. V.: Enciclopédias?! Não compre! Venha já a uma aula de cult. Portuguesa e passe rapidamente de Zé Povinho para Eça de Queirós! O dicionário mais completo em cultura. Garanto-lhe!! E se telefonar já, habilita-se a ganhar nada mais nada menos que um exame a 10 de Fevereiro!
Mari: Eu não quero telefonar já!!
A. V.: Não há problema! Telefone depois e ganha outro exame em Setembro!
Mari: Obrigadinha! ;) Deixa-me adivinhar… e anda há 1 bónus para quem tem estatuto. Com exame em Dez, ou dps em Set.
A. V.: Minha cara amiga, há sempre 1 bónus: pode mudar para outra cadeira e aí ainda terá a felicidade de ter muitos exames!!

Mari: eu tenho um grande anúncio: quer redimir-se da sua vida pecadora? Falta às aulas? Não trata bem a sua amiga Mari? Tem uma doença e deseja morrer imediatamente? Caros amigos daqui para o inferno é a nossa especialidade.
Em apenas uma aula de cultura portuguesa pode conseguir tudo isso… ou morre ou mata-se! Com a oportunidade de caso não seja eficaz a aula ter sempre à sua disposição 1 fantástico exame! Não perca é já dia 10 de Fevereiro!

Calinadas ou frases verídicas encontradas

– isto de ver os cadernos em que se registam estas coisas da vida dão-nos surpresas e trazem lembranças inesperadas (…). Pergunto-me se isto não será uma forma de procrastinação, mas neste momento tenho tudo pronto, excepto eu para a deslocação. E a dissertação, claro…

«o amor é verde e uma vaca comeu-o!» - eu
«É tão bom ser livre, correr pelos prados verdes, bater numa vaca e cair na relva!» - eu
«mato-me ou mato-me» - Su (um clássico que ficou para sempre)
«o estogamo» - Milai
«os filhos da mão» - eu
«Quando a li peça pela primeira vez...» - Marta (pois ééé)

João Damasceno

Corria o ano de 2004. Eu e a Patrícia estávamos numa feira do livro na FLUP. E a Celine (tenho saudades da Celine que nã vejo há muito - e do verso «as crianças são papéis ao vento» inventado numa outra feira, da UP), no meio daquilo tudo, descobriu um livro chamado Retrato do Artista Quando Jovem aos Pés da Rainha Santa Isabel de um tal de João Damasceno. Poemas. E gostei de dois, na altura, que copiei e encontrei hoje perdidos num guardanapo guardado num 8 volume dos meus Pensamentos Ligeiros… Aqui ficam:

4 ordens de fuzilamento:

2.ª
Apontem-se canhões nucleares
ao firmamento

fuzilem-se as estrelas

3.ª
Encostem-se as montanhas
e os rios
os planaltos, os vales
a um muro de tijolo
e cal

vendem-se-lhes os olhos

fuzilem-se

quinta-feira, janeiro 04, 2007

coisas antigas

No Diz Que É Uma Espécie de Magazine há uma parte intitulada "Arca dos Tesourinhos Deprimentes da TV Portuguesa". Eu também tenho, mas é um caderno, e se são deprimentes ou não it's up to you.

Óscares EP – 2003

Melhor Filme – Jantar de EP sem caloiros
Melhor Actor – Tiago – O Amor Aconteceu e Ninguém Soube
Melhor Actriz – Susana – Depress: a morta viva
Melhor Actor S. – Edgar – Jantar de EP sem caloiros
Melhor Actriz S. – Ana Luísa – The Christmas Party
Melhor Realizador – Fardilha e Ana Paula Quintela – Os Chumbos do Ano
Melhor Argumento Original – Jantar de EP sem caloiros
Melhor Argumento Adaptado – Eu Sou Uma Santa (Verde)
Melhor Canção – Serenatas a Ninguém, outra vez, em Depress: a morta-viva
Melhor Banda Sonora – Jantar de EP sem caloiros
Melhor Fotografia – Il Ragazzo de Marta
Melhor Efeitos Especiais/Visuais – O Penteado do Ano (Rui)
Melhor Montagem – O Amor Aconteceu e Ninguém Soube
Melhor Montagem de Som – Cavaquinhos no Bar
Melhor Som – Joana em Tira daí as mãos
Melhor Maquilhagem – Pedro Tavares em Os Piores dentes do Mundo
Melhor Guarda-Roupa – Sameiro Araújo em Economia Psicológica
Melhor Filme Estrangeiro – Il Ragazzo de Marta
Melhor Direcção Artística – Marisona em Quinta-Feira Negra
Melhor Curta-Metragem – Os Dias Felizes da Nossa Vida
Melhor Documentário – EP em Busca dos Livros Esgotados
Melhor Filme de Animação – Cuquinha
Melhor Anúncio Comercial – Atum Cuca
Prémio Carreira – Natacha (pela sua carreira cinematográfica em EP)
Prémio Especial do Público – Susana em A Multa
Prémio Especial do Júri – Tuna Feminina em As Boazonas do Pedaço


Prémios EP

Prémio Vidas Reais – José Alves
Black Power – Marisona
Eu estou bem (mal) – Susana
Look original – Rui
Decote bombástico – Joana
Miss Estrangeira – Marta
Ciao – Diana
Faço o Curso sem aulas – Susana
Os Pacientes Intermináveis - Verde e Tiago
Este ano é que vai ser! – Ana Luísa
Há sempre Setembro (e Dezembro) – Constantina
Ponto de Encontro – Bar da FLUP
Maior Quantidade de Panfletos – Juventude Comunista
Consigo dizer isto cem vezes – Fardilha
Crentes do Ano – Tiago, Verde, Ana Luísa, Marisa
Adoro o meu instrumento – Bruna
E tudo se eclipsou – Fardilha
Aulas mais secas do ano – não atribuído devido a excesso de candidatos com muita qualidade
Eu é que visto bem e barato – Sameiro Araújo
Eu já li esse livro – Tiago
Eu tenho isso em casa – Ana Luísa
Patroa do Pedaço – Susana Alegria
Sorriso Discreto – Ana Cabral
Amiga Colorida – Ana Verde
Oh, que eu leio tão devagar – Patrícia
Vaquinha Fofinha – Patrícia
Caloira até ao Fim – Natacha
Saraivada – Sílvia
Fardilhosa – Ana Cabral
Brandão e Andrade – Lena
Mato-me ou mato-me – Susana

terça-feira, dezembro 19, 2006

Momento Húmus

Um rosto disforme
Um aspecto grotesco
O people com fome
Com falta de ar fresco
(...)

refrão:
pedes-me a pistola
acertas a pontaria
pedes-me as balas
porque elas são importantes
levas a pistola
entre os teus dedos
matas a R.
porque todos to pedem
(…)


Uma criação conjunta com a Ana Verde, em 2003. Para cantarolar com a música de Pedro Abrunhosa...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Fazem-me falta


As conversas sobre tudo e nada no bar fumarento da faculdade. As aulas e as facadas no peito por ouvir a mesma coisa pela milionésima vez. As colegas de trabalhos e estudo intermináveis, sobretudo na esplanada a apanhar sol ou na biblioteca, a fingir que se lê Bakhtine, até que tem mesmo de ser ler. As cadeiras da BM Almeida Garrett, donde vi a grande paixão secreta da minha vida. As crianças sentadas à minha frente ou ao meu lado. As garrafas no cemitério do saxo da Su. As gaivotas assassinas e os gatos traiçoeiros. A minha senhoria, apesar de um pouco chata. As comidas vegetarianas da cantina, como o rolo de carne fingido. As músicas meio tocadas meio cantadas da Tuna. As chatices da secretaria. As idas a outras terras: Braga, Montalegre, Monte Clérigo, Lisboa, Sr.ª da Hora, – com o pessoal do costume, mais ou menos. As vistas fantásticas da minha varanda da residência. As árvores e os bancos do Palácio de Cristal. As ruas de Cedofeita, Miguel Bombarda, D. Pedro V, Torrinha, Boa Hora, Campo Alegre… A alegria e luz da Verde, a disciplina da Ana Luísa, a loucura especial da Consti, a loucura stressada e preguiçosa da Su, a doçura da Patrícia, a evasão sonhadora da Milai, a diplomacia da Diana, a contrariedade do Rui, a aparente soturnidade da Lena, as meninas fantásticas da Casa da Purificação, a serenidade da Dénia, a bondade da Alexandrina, a estilosidade da Ana Cabral, as obsessões da Bruna (Jostas, também conhecida como Jamila…), as músicas ternas da Bruna Mateus, as desconversas inseguras e inteligentes da Celine, o para além do visível do Edgar, a evolução da Eva, a flor que é a Alexandra, a simplicidade concreta da Helena e da Lara, a loucura alegre da Joaninha (e suas gargalhadas), as conversas com a Joana do árabe do medieval, a música da voz da Joana Patrícia, a sabedoria encoberta da Lídia, o francesismo da Natália, a estranheza do Nelson, a cumplicidade trabalhadora da Rute, as caras estranhas nas aulas de Brasileira da Síndia, as experiências teatrais com as duas Anas Catarinas, o primeiro contacto com os bifásicos com a Susana Melgaço, a determinação da Mariza (e a minha admiração por ela), a amizade amorosa e inteligente da Marta… As idas à Fundação Eugénio de Andrade. As demandas pelos livros esgotados, os alfarrabistas. As prendas colectivas que demoravam duas horas a planear, meia para executar e que saíam sempre ao lado do projecto. As sessões de cinema – a sério ou em casa de alguns – de Moulin Rouge a Asas do Desejo. As festas de aniversário no Por Amor à Arte ou com as deliciosas comidas das donas Manuelas e da avó da Marta, e das tentativas da Milai e da Mónica (estou a brincar). As descobertas de línguas, culturas e literaturas diferentes e inesperadas. As figuras risíveis na praxe. As idas ao teatro, sobretudo S. João e Carlos Alberto (quase sempre com a magia da gratuidade dos bilhetes). as professoras e o professor da minha vida. As músicas pimba no saxo (quando não eram gravações dos exercícios de acordeão…) e as eruditas na aparelhagem da Marta. As emoções da primeira vez que trajámos. As noites loucas da Queima (não, quem é que eu quero enganar? Risquem esta). A pseudo-serenata da Tuna Feminina (grandes Susana Alegria e Natacha). As risadas da Áurea. As ocasiões raras com a Liliane e a História. As viagens de audi e smart. As andanças no S. João. As dormidas a três (e mais) no quarto da Su. As coisas que a Marta é. Tanta coisa faz falta que não é possível ordenar textualmente nem na geografia do coração. Mas fazem-me ainda falta as mãos, as tuas, com que me redemoinhavas o cabelo enquanto lutava para não adormecer, para que continuasses mais tempo. As mãos de que uma vez disse: “Como falar das mãos que nos rodeiam e nos prendem para sempre? Ou dos lábios que nos beijam como se fossem palavras eternas?”.

Tu ainda me fazes falta.
(nota: não tentei reduzir as pessoas a uma simples característica, mas talvez seja a mais dominante ou aquela que mais falta me faz...)

sexta-feira, maio 19, 2006

são elas... sim, as boas!!!

Luandino, Mia Couto e outros africanos


Mia Couto esteve na FLUP na terça-feira passada. foi uma tarde muito interessante, com um anfiteatro nobre repleto de gente sequiosa por ouvir e poder falar com o autor de "O Outro Pé da Sereia", o seu mais recente romance. Ainda não li o livro, mas de certeza que é fantástico, como todos os outros, sobretudo "Terra Sonâmbula" e "Chuva Pasmada" - tão diferentes mas tão fantásticos!
Hoje soube-se a notícia de que Luandino Vieira (finalmente) recebeu o Prémio Camões. Sendo o prémio de literatura em língua portuguesa mais importante, acaba por ser a maior honra que um autor lusófono pode receber. Ao lado de Luandino Vieira estão nomes como: Miguel Torga (1989), João Cabral de Melo Neto 1990), José Craveirinha (1991), Vergílio Ferreira (1992), Rachel Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Pepetela (1997), António Candido (1998), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Autran dourado (2000), Eugénio de Andrade (2001), Maria Velho da Costa (2002), Ruben Fonseca (2003), Agustina Bessa Luís (2004), Lygia Fagundes Telles (2005).
Grandes nomes aos quais se junta o maior escritor Angolano (Pepetela que tenha paciência), fantástico pela imaginação prodigiosa, pelas descrições apaixonadas da cidade de Luuanda, pelas personagens extraordinárias (Pedro Caliota e o Mau Miau, João Vêncio...), pela criatividade linguística (não só dada pelo casamento entre o português e línguas bantas a nível lexical, mas também sintáctico, mas também semântico - criando uma nova forma de ver e dar a ver a realidade, usando técnicas semelhantes às de Guimarães Rosa, e às quais Mia Couto e Ondjaki são devedores). E apesar de não ser muito fácil (ou exactamente por isso), ler a sua obra torna-se numa prática de prazer e fruição, de constante surpresa e ostranenie no sentido mais pleno do conceito...
Finalmente, notícia só de que este mês é de leituras africanas. Depois de "O Último Voo do Flamingo" de Mia Couto, estou a acabar "Quantas Madrugadas tem a Noite" de Ondjaki. Seguem-se "O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo" de Germano Almeida, "O Outro Pé da Sereia" de Mia Couto e "Makandumba" de Luandino.
Por fim (ou finalmente 2) - agradecimento à Professora Cristina Pacheco pela conferência "Da importância dos textos africanos nos Programas de Português dos ensinos Básico e Secundário e no programa de Literaturas em Língua Portuguesa", realizada no da 15 de Maio na FLUP, a pedido do meu núcleo de estágio (Boa Nova).
Mas mais do que isso, agradecimento à Prof. Cristina Paheco por me ter introduzido de uma maneira tão apaixonante ao mundo das literaturas africanas, que poderá ser a minha vida futura...

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Para a Susana




Parabéns, lá lá lá (já te cantamos duas vezes na aula)
E já te escrevi uma carta muito gira que até fala de coesão e coerência textual.
E já vais com sorte, não é toda a gente que tem dedicatórias escritas por um futuro prémio... Camões (para já ficamos por aqui...).
Mas como sou uma pessoa excepcional e fixe (como diriam os nossos índios), ainda te deixo uma imagem (era uma animação, mas não fica a mexer-se...) que está qualquer coisa. bjs

quinta-feira, janeiro 05, 2006

saudades?

o curso foi há pouco tempo e já tenho saudades de algumas coisas que este pónico novo curso acentua por ser tão incrivelmente mau, estúpido e desorganizado.
Portanto, saudades de coisas tão básicas como ouvir alguém a falar de coisas que têm o mínimo interesse, mesmo que não sejam abordadas da melhor maneira...
Dos cadernos de capa preta cujas últimas páginas eram azuladas com desenhos, comentários mauzinhos (ou não) sobre profs e não só... e ataques de riso incontroláveis por eles provocados... Dos conselhos sempre tão (in)úteis como "comprem a Magazine Litteraire, no aeroporto de Paris..."
ou
Ou dos "não necessariamente", das participações orais tipo maçã (redondas e escorregadias) nas aulas de Literatura Brasileira, ou da necessidade tremenda de bater com a cabeça na parede por se estar a ouvir a mesma coisa, na mesma aula, pela 567ª vez...
Ou das garrafas de água sugadas pela sabedoria assustadora (quem diria!)
E se a saudade é uma coisa tão estúpida como o ter de olhar para trás com algum sentimento de perda e de desejo de regressar... então...

sexta-feira, dezembro 16, 2005

férias....

elas estão aí, desejadas, muito necessitadas. e continuaremos a estudar e a trabalhar, mas é diferente. não ouviremos professores nem perguntas como "quem é o espaço?"....

pausa para ser. pausa para repensar a bidinha. ///////////////////////////////////
/////////////////////////////////////////(achei giro por isto aqui). e pausa para ler!!!

e tal e coisa, deixemo-nos de póneis.

domingo, setembro 04, 2005

Marisa, numa aula de teoria

Um operário está a construir um muro em Angola. Tem quatro tijolos, 2 partiram-se. Quantas pauladas vai apanhar do patrão?

(numa aula de teoria, a partir de um exemplo matemático pouco feliz de uma das docentes, abrilhantado pela marisa)

segunda-feira, julho 18, 2005

e pronto. as listas ainda não passaram a definitivas e cinquenta mil coisas podem acontecer mas... Eu, a Marta e a Susana estamos juntos num núcleo de estágio fantástico, na escola Es/3 Boa Nova, em Leça da Palmeira. uma escola muito boa, a melhor para Estudos Portugueses, segundo gente informada diz... é ao pé da praia e tudo. e pronto.

segunda-feira, julho 11, 2005


(imagem retirada de uma site chamado "rasganço", de uma tal Raquel Lima...)

Pois é, as "minhas meninas lindas" prepararam-me a maior surpresa da minha vida! foi lindo vê-las a cantar à minha varanda numa actuação privada (também lá estava a consti e a marta. e lá ao fundo o tozé e o rafa...) e fantástica, como sempre. Cantaram "Filhas da Madrugada", "Ai Faculdade" e "Serenata ao Douro" (a minha favorita, que elas me dedicaram quando fui ver a primeira actuação delas, no sarau da Faculdade de Psicologia).

Pela surpresa fantástica, muito obrigado! Vocês são as melhores, a melhor tuna que conheço! E não é só por serem da Faculdade de Letras, é também por serem muito divertidas, terem uma presença original em palco, e por inovarem (coreografias, músicas...) e por comporem as vossas próprias músicas, e por se divertirem o máximo que podem, e por tudo!

Muito obrigado por estes quatro anos de boas (MT BOAS) actuações! Desejo o melhor do mundo e que o lema das "Serenatas a ninguém" continue a marcar inegualavelmente o vosso percurso ad aeternum.

Obrigado também à consti e à marta por me terem convencido a ficar até mais tarde... tolas... e pela noite interessante de passeio de carro, a falar sobre vinhos, que acabou com os gelados no Capa Negra II...

Bjs a todas!

sexta-feira, julho 08, 2005

frases inspiradoras, ou não, dos nossos mestres

"aquilo que escrevemos é uma imaginação daquilo que somos"
Mlt.

"A literatura é como um elástico"
Ma. Ra.

"A literatura é um encontro entre duas almas"
Ar. Sar.

"só rotulamos bem quando conhecemos mal"
Mlt.

férias, finalmente

depois de um humorístico exame de Literatura Brasileira IV (que mais poderei chamar à palhaçada de questões que saíram?), posso finalmente dizer: estou de férias!!!!
ou talvez não, até porque ainda não saiu o raio da lista das escolas para o estágio e enquanto não saírem vamos ter de continuar a encontrar-nos por cá, de vez enquando (leia-se: todos os dias), sequiosos por saber que edifício vai ter a honra de nos acolher (e mais à nossa sabedoria) durante o próximo ano... Entretanto, vamos tendo uma visão do que nos espera lá, já que a nossa faculdade sofre todos os dias o arrastão chamado "universidade júnior"...

o sol brilha (estranho, por causa do fogo), o mar ondeia (mas com um cheiro grotesco), e até os autocarros avançam (com suas greves frequentes) e todos nos convidam às férias... em casa!
Anne Karenine vai ser uma óptima companhia para os próximos dias, logo depois de Antes do Baile Verde.

e por aí afora, pássaros voam, enquanto algumas pessoas bordam ;)!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, junho 30, 2005

Estudos Portugueses: Comunicado!



Pois ééééééé! É real! Acabei o curso, e com duas grandes notas finais: Teoria da Literatura II - 17, Literaturas Africanas em Língua Portuguesa IV - 18.

a todos os meninos e meninas que estiveram comigo nestes quatro anos de curso (do CURSO), o meu muito obrigado por tudo, além do desejo de muitas felicidades e sucesso, pois fomos (e somos) uma turma espectacular que merece tudo do melhor.

aos que vão para estágio: boa sorte e bom trabalho.
aos que ficam mais um tempinho: está quase, força!
aos indecisos: decidam-se com cabecinha
aos que não cabem nestas categorias: get a life!

Bjinhos e abraços e até sempre!

Tributo



















"parece-me por vezes ver o mundo às avessas, esperando que, ainda assim, ele permaneça com a possibilidade de nele encontrar beleza."
Mlt.

e foi ela quem nos ensinou a ver o mundo de outra maneira, não através dos olhos dos poetas, mas através dos nossos próprios olhos, poetizados.