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terça-feira, abril 12, 2011

já um mês depois (ainda sem as fotos)

entrada do caderno de Paris, no dia 7/Março:
Até onde nos leva o querer continuar perante a imensidade de olhos que devíamos ter, e mãos, e bocas, e narizes, para que Paris fosse mais nossa intimamente, mesmo intimamente nossa, em cinco dias de chegar e partir? Voragem, querer ver, querer provar e saber uma parte grande do todo que sabemos ser impossível. Paris é impossível.



e o poema para a Milai:

Vitória de Samotrácia, no Louvre

Pese não correr aqui o vento
conservas a pose e o gesto
e nada em ti se altera com o tempo.

sexta-feira, março 04, 2011

Mensagem

Se eu não voltar, é porque fiquei por lá, mas bem.
Não prometo que não aconteça :)

Encontro marcado com a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, a Padeira de Tanagra... (e outras damas do mesmo teor - nem todas mutiladas) e até com o Antínoo!

para além da Amélie, do Moulin, dessas coisas que todos sabemos ;)


à bientôt!

Paris

como me conhece bem quem tratou dos bilhetes :)



quarta-feira, setembro 22, 2010

Gosto. Não gosto.

Foi uma maneira diferente de começar este ano. Cada aluno escrevia caoticamente do que gostava e do que não gostava em frases sucessivas, sem lógica interna a não ser o fluxo do pensamento. Surgiram coisas bonitas. Eu escrevi também, na turma do 9.º D. Mas uma frase surgiu no 10.º E: «Não gosto de ser a palavra que não lês». Exploraram-se sentidos, criaram-se novas em decalque. Vão recolher-se para fazer um texto para pôr aqui.


Escrevi muita coisa, claro. Mas nem é isso que interessa, até porque já foi há duas semanas. Mas gostei hoje de ler uma sms com qualquer coisa como «Queres ir a Paris nas férias do Carnaval?». A resposta foi mais do que positiva, se assim se pode dizer. Tudo está já em preparação! Gosto de pessoas com iniciativa e que me incluem :)


"We'll always have Paris", ou não:

segunda-feira, setembro 06, 2010

Santiago de Compostela

amanhã, outra vez, em Santiago, como esperado.
Saltinho para comprar doces, postais e, sobretudo, ver.
Rápido, porque interessa apoiar a MIM :)

quarta-feira, abril 07, 2010

Barcelona

De Tossa del Mar a Barcelona, de Calella a Monserrat. Os primeiros dias de férias da Páscoa. Com os alunos. A minha Barcelona não é a mais conhecida. É esta, na voz de Jewel. Nem sequer esta, como amostra turística. Ainda bem que vi antes o Vicky Cristina Barcelona. E Carlos Ruiz Zafón me esperava ainda com suas histórias de Barcelona no inicio do século XX. Porque não fui para a ver, nem para a viver. Apenas passei por lá. Se houver uma próxima vez, pode ser que com amigos e com tempo as coisas sejam diferentes.

Tossa del Mar

Barcelona

Calella

Monserrat


"But if you could hear the voice in my heart it would tell you
I'm afraid I am alone
Won't somebody please hold me, release me"

Jewel, «Barcelona»

quinta-feira, março 04, 2010

Barcelona


é onde me poderão encontrar no final deste mês :)

quarta-feira, novembro 04, 2009

O suficiente para a frente,


não é, Sandra?
(visto em Santiago)

domingo, outubro 25, 2009

Santiago de Compostela

Vista geral, a partir do jardim Carlomagno.


Tinha prometido, cumpro em parte: só imagens, sem grande relato. Há coisas ficam mais guardadas do que reveladas na memória pessoal. E para não priveligiar umas em função de outras, ficam no caderno pessoal do tempo. E as imagens, por vezes, falam por si. Algumas, das cerca de 200. Acrescento só que não me importava de morar lá, uns tempos. Mas mesmo nada.


As lojas das recordações e afins... perdição nos doces e nos típicos.


San Martín Pinario - muito interessante.




Catedral do meu Sant'Iago.


Vieira no chão... muitas por todo o lado!
P.S. - mais fotos aqui.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Tormes 2008


Voltar a Tormes foi reencontrar os espaços de dois anos seguidos, com um de intervalo para este. e reencontrar as pesoas e as memórias - das que lá se reviram e das que se encontram noutros espaços, com outras pessoas.

20 de julho - fui cedo para a Ermida. Na estação conheci o Muamba (Angola, Univ. de Lisboa) e ao chegar ao meu quarto deste ano (piso de baixo da Casa do Túnel) conheci o Fábio (Brasil, Univ. de Évora), com quem partilhei o espaço. Um quarto com duas camas, vista para a linha de comboio e para a casa principal da Quinta. Conversei muito com o Fábio, na esplanada, sobre literatura, sobretudo, e também sobre Florbela Espanca (objecto da dissertação dele - e eu, para espicaçar e ser do contra - dizia que ela não era propriamente literatura, mas enfim). Ao jantar foram-se conhecendo mais pessoas, muitas. E no dia seguinte, outras: o Manuel, que se revelou um excelento leitor, a Tina (Madeira) mulher de força, a Helena (Porto, a ser orientada pela minha madrinha de curso) minha «esposinha», já que é a Rosinha de A Ilustre Casa de Ramires e eu sou o Gonçalo Ramires - brincadeira de atribuir nomes das personagens do Eça a alguns dos participantes, a Tânia (Porto) com quem falei de várias coisas, a Aldinida (Brasil) amigona já do ano de 2006, a fazer «doutorado» sobre Inês de Castro nos romances contemporâneos, o David (Salamanca), a Joana (Barcelona - a estudar lá...), a Flávia (Timor, Univ. Porto), a Paula (Coimbra - e conhece a minha aldeia porque tem lá família!), a Michelle (Brasil) e a sua história verídica do rato, a Andreia (Brasil), a Carolina (Brasil) com quem muito conversei sobre tudo e nada, e outros, muitos...

21 de julho - Após uma noite terrível em que não preguei olho por causa da infiltração que estava a cair em cima da minha cama, do calor e do ressonar do Fábio, tomamos o pequeno-almoço habitual e fomos para a Fundação. Início das sessões com Isabel Pires de Lima (Univ. Porto), seguida de Monica Figueiredo (Brasil, Univ. Federal do Rio de Janeiro) e Ana Luísa Vilela (Univ. Évora). Sobre o tema apelativo: «Mulheres: sedução e desejo». Cada uma com o seu estilo próprio, todas com muitas coisas interessantes a partilhar. Isabel Pires de Lima fez uma contextualização, biografia, bibliografia, a professora Monica Figueiredo falou de «O século XIX ainda não terminou» e a professora Ana Luísa Vilela falou de alguns aspectos ideológicos das mulheres n'Os Maias. Depois do curso, tempo livre na Ermida, para piscina, novas conversas, novos contactos.

22 de julho - Após nova noite sem dormir, agora por causa só da sinfonia vocal/nasal do Fábio, o dia começou com Isabel Pires de Lima a terminar questões do dia anterior, Ana Luísa Vilela falou de mulheres como Maria Monforte, Miss Sara, Raquel Cohen e afins, Monica Figueiredo explorou as mulheres de O Crime do Padre Amaro. Depois tivemos a visita à casa-museu da Fundação, tuo explicadinho pela Drª Sandra, e à noite jantámos na Fundação, com uma recriação do século XIX e o famoso arroz de favas, a canja, a galinha assada e o assombroso leite-creme. Durante o jantar houve ainda uma encenação feita pela Filandorra da chegada de Jacinto e seu amigo a Tormes, a partir de A Cidade e as Serras. A minha mesa estava muito (demasiado?) animada: histórias muito engraçadas iluminaram o jantar mais intensamente do que os candeeiros a petróleo!

23 de julho - Após uam noie curta, mas bem dormida, já que usei o «anti-fábio» (assim apelidado pela Paula), ou seja, uns tampões que a Carolina me deu para eu conseguir dormir, estudámos o Eros e a Ausência n'Os Maias com a professora Ana Luísa, o desejo no conto »Singularidades de Uma Rapariga Loura» e em O Crime do Padre Amaro e respectivas ilustrações feitas por Paula Rego, com a professora Isabel Pires de Lima, e a professora Monica falou-nos de O Primo Basílio e A Ilustre Casa de Ramires. Passeio para ver o cemitério onde estão sepultados os restos mortais de Eça de Queirós e jantar no Casarão, após muitas voltas que afectaram alguns de nós; lá houve a surpresa do costume: o trio a tocar acordeão, ferrinhos e tambor. Foi fraca a recepção. Alguns (eu incluído) ainda esboçaram um comboio, mas sem adesão dos outros. Leitura colectiva do conto «José Matias», em voz alta, ao ar livre, nos bancos da quinta, à noitinha.

24 de julho - Problemas de sono resolvidos (ou quase). Isabel Pires de Lima termina o conto e aborda um outro, «No Moinho». Ana Luísa Vilela avança e termina com Maria Eduarda e com «A Gramática Erótica d'Os Maias». Seguiu-se uma visita a Resende para ver o mosteiro de Sanat Maria de Cárquere, mas fomos também a Ancede ver um mosteiro que está a ser recuperado. À noite tivemos um beberete na eira da Fundação, seguido de um concerto com peças de Offenbach pela Orquestra do Norte, dirigida por José Ferreira Lobo e com a prticipação da soprano Delphine Doriola e do violoncelista Yoel Cantori. Foi muito bom e concorrido, apesar do frio... A deusa apareceu deslumbrante nessa noite, no seu vestido roxo... falo de uma senhora de Évora...

25 de julho - Dia chuvoso após a noitada (ou quase, já que para mim foi só até à 1h20). mais cedo, para termos tudo controlado, fomos trabalhar com a professora Monica Figueiredo as personagens d' Os Maias,e depois a professora Isabel Pires de Lima terminou «No Moinho» e trabalhou o «José Matias». Diplomas entregues, almoço desfeito, partimos para a estação de comboio, uns na direcção do Porto, eu nna direcção da Régua... Ficam novas experiências, conhecimentos, amizades, colegas... E continua a valer a pena cá voltar!

Lista de frases/provérbios e outras coisas dignas de registo:

«Onde Judas perdeu as botas» Aldinida, sabedoria popular

«Fortemente elegante» Tina, para o Fábio se auto-caracterizar

«Excessos de fofura» Aldinida, sobre banhitas que se acumulam na barriga

«Onde o vento faz a curva» Carolina, sabedoria popular

«És mesmo do contra» Fábio, sobre mim

«Da hora, mano» Carolina, com os dois polegares levantados e ostensivos

«Deixa estar, o veterinário mandou não contrariar» Aldinida, sabedoria popular

«Fazer um chá» Aldinida (não ouso traduzir esta expressão, é demasiado sexual para o conteúdo deste blogue

sexta-feira, maio 09, 2008

Por Lamego

Hoje de manhã acompanhei o meu pai a Lamego. Porque ele tinha de lá ir, e eu aproveitei para ver Lamego sem ser na grande festa da Senhora dos Remédios. E confirmei a ideia que tinha: é uma cidade bonita, onde poderia viver se tivesse rio ou mar... Algumas fotos mostram-a, embora falte a escadaria da Senhora dos Remédios - que é visível da minha terrinha, ou antes, as luzes, à noite, fazendo um percurso encantatório no meio de um monte - mas ficam algumas das coisas que mais me entusiasmam.

Teatro Ribeiro Conceição

Banco de um jardim, onde há painéis de azulejos interessantes, como este que representa as cortes de Lamego

Torre do Castelo

Ele estava ali perto... mas ainda não foi desta...

Claustro da Sé

Claustro da Sé - outra pesperctiva

A Sé (1129) vista do Castelo

Edifícios bonitos abundam, com outros velhos, mas também eles interessantes, e construções muito modernas, com bastante bom gosto...

quinta-feira, março 20, 2008

EILC2


Tanto tempo depois, o relato prometido. O EILC2 foi em Janeiro e Fevereiro deste ano. Comecei o ano a trabalhar, numa coisa relativamente fácil e de que gosto (já em Agosto gostei). Não foi tão trabalhoso e intenso este, mas foi-o nas relações e contactos. Novos amigos, menos desta vez (só eram 30 erasmus), mas mais dos velhos amigos - e estive com muitos, desta vez. Desde a Marta e a Patrícia (um único fim de tarde no Lais), à presente constante da Su (seus stresses habituais, agora por causa da área de projecto - tema do trabalho de mestrado, e de outras coisas decorrentes das aulas que vai dando) nas últimas quatro das cinco semanas em que estive na casa da Ana, minha amiguinha que me acolheu tão bem na sua belíssima casa (e não esqueçámos a sua simpática e bonita irmã), passando pela tarde com as Anas: Luísa e Verde, pelos jantares em que surgiram a Su ;), a Lena, a Mitó e a mãe da Su, a D.ª Manuela, e o último fim-de-semana na casa da Consti e seus muitos gatos, e o primeiro a ajudar a Joana Patrícia em Literatura Medieval, a Marisa e o Herberto no metro, a Bruna numa fase complicada... e todos os outros com que me fui cruzando. E voltei a estar com pessoal da Reitoria - gosto muito da Eugénia, claro. E estive novamente com as minhas queridas formadoras do curso (bem, a Débora só apareceu no primeiro dia, desapareceu para Israel), fiquei só, com a Ana Isabel e a Ana Paula. E conheci nova guia, a Susana Barros.


Adormeci no metro muitas vezes (abusava nas horas de deitar, às vezes...). Mas consegui ler muito. Muitas conversas, planos, coisas que ninguém percebe além de nós - talvez a Mitó, que nos ia seguindo à distância do msn - Sala de chuto, SuBubu Fetuttini (que dorme com o peixe víbora), AnaPanda, TiMika (tudo junto para passar despercebido)... Armei-me em Paula Moura Pinheiro a apresentar o debate sobre adopção para as meninas da Fracinetti - os risos, os enganos, as câmaras que paravam - e ganhei chocolates! Elas a trabalhar, eu a fingir que fazia o meu artigo para o colóquio de Fevereiro, mas na verdade todos fizemos o que tínhamos a fazer e bem, enquanto íamos conversando, imagine-se, pelo msn quando estávamos todos na mesma sala, às vezes os três na mesma mesa... e depois ríamo-nos como uns tolinhos...



Umas idas aos saldos, claro. E FNAC, alfarrabistas e Feira do Livro do Mercado Ferreira Borges (foto acima), gastar o que ainda não tinha recebido. Muitos passeios pelo Porto - com o pessoal ou sozinho. Visitámos o centro histórico, a Sé, os Clérigos, a Freguesia da Vitória, Palácio da Bolsa, Caves, Riberia, Igreja de São Francisco e suas catacumbas, Igreja de São João Novo, Igreja dos Grilos... E os passeios por Braga (centro histórico, Sé Catedral, Museu de Arte Sacra e Bom Jesus) e Guimarães (centro histórico, Paço dos Duques, Castelo, Igreja de São Miguel - e as figurinhas tristes do pessoal a descer a torre de menagem)... E uma festa final com a Tuna Feminina da FLUP, entrega dos diplomas e lancharada...

Guimarães: Vista da Torre de Menagem do Castelo: Igreja de São Miguel e Paço dos Duques


Braga: os erasmus, no único dia de visita chuvoso, no Bom Jesus

Os erasmus: gostei mais dos de Agosto, no geral. Mais dados, mais aplicados. Mas também eram mais, o clima era outro e a faculdade era só para nós... Mas ficam a Dalida, o Christian, a Suzana, a Marta, a Maria, a Virág, o Viktor, o Balázs, a Sara, a Katarzyna... Depois a paixão. Devagar, devagarinho. Até me aperceber que sim, que era. E seus desenvolvimentos inesperados...
E pronto, muito pónei o texto, eu sei. Às vezes irrita-me escrever... E hoje estou irritado para escrever... Ficam algumas fotos muito relesmente tiradas com o tlm a ilustrar...



P.S. - começou hoje a Primavera, pelo menos no calendário... E as fotos que não têm legenda são do Porto, claro...

quarta-feira, janeiro 23, 2008

A terceira mais bela do mundo


A livraria Lello & Irmão foi fundada na Rua dos Clérigos, em 1869, na altura com o nome de Livraria Internacional de Ernesto Chardron. O actual edifício foi inaugurado em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa.



Agora, o jornal inglês The Guardian considerou-a a terceira mais bela do mundo, e como muita justiça. Embora não conheça as outras, conheço muitas, mas nenhuma como esta. Ainda na semana passada, segunda-feira, dizíamos aos nossos alunos erasmus que era uma das mais bonitas de Portugal e da Península Ibérica. Já rectificámos. A reacção à notícia não podia ser melhor, claro. Aproveitem para passear por lá, mesmo que seja apenas vitualmente e não possam comprar nenhum livro...


quinta-feira, setembro 13, 2007

agosto II - imagens verídicas


Foto da porta do meu ex-aparamento. digno de receber um professor de portuguêz dezempregado!!!



Redbull air race - coisa mais horrível e chata... estive lá uns dez minutos, depois fui para a feira do livro.



Especialidade inexplicável de um restaurante perto do meu ex-apartamento

EILC - Paço dos Duques, em Bragança.

EILC - No Palácio da Bolsa, Porto

EILC - Em Braga, em frente à Sé...


Procissão da Senhora da Saúde - Paranhos, Porto

agosto


Não é fácil escrever sobre este mês de Agosto no Porto. Mas vou tentar, como prometido à Denise. Foi muita coisa, intensa, que talvez sirva de material de base para um conto que escreverei entretanto que rouba um verso e meio a Alexandre O’Neill, o poeta que lia durante esses tempos, «As mil e uma noites de solidão e medo». Comecemos pelo início, ou seja, a Rosi e a sua tese de Linguística Portuguesa sobre A anáfora nominal (trabalhada com alunos do 7.º ano, a partir de «No Moinho» de Eça de Queirós e textos de «National Geographic»). Foi uma demanda inexplicável, contra o tempo, com imprevistos terríveis, como o «pc dar o pau» no dia de véspera da entrega da dissertação – atrasou um pouco a entrega, mas conseguimos, porque estava guardada na pen… Entretanto já foi defendida, com sucesso (ontem!!!).

Revi a Marisa, encontros imprevistos e rápidos, sempre no metro… E a Ana Cabral, pela FLUP. E a Celine, a Susana Melgaço, a Lídia, a Rute – todas cada vez mais lindas, e o Roberto… Muitas conversas pelo msn com a Sandra, Milai e Bruna… muitas e nem sempre fáceis… Café com a Marta, Patrícia e Guilherme. Almoço interessante com Constantina, Mário, Ivo, Marta, Patrícia e Guilherme. O costume, mas diferente.
Saldos: de roupa e de livros (Feira do Livro da Bertrand – fraquinha…, e Feira do Livro e do Material Escolar do Mercado Ferreira Borges, onde comprei 31 livros e um caderno por 40€…).

Depois o apartamento partilhado com amigos e não só, onde muito aconteceu, e se calhar não deveria, e se calhar até devia, para chegar a conclusões que se calhar naufragaram entretanto, ou não. Mas como não sou pessoa muito pensadora, as coisas flutuam ainda por aí, meias esquecidas. Mas serviu para escrever uma mão cheia de contos para o meu livrinho (Composto de Mudança) e para a história de fazer o funeral mental… que resultou, até que houve uma ressurreição, por assim dizer, que me estragou um pouco os planos de ontologia da palavra e da mente, mas enfim, o que está morto, morto pode voltar a ser. E foi a morte do artista, ou antes, da artista: Madonna. Para mim está bem enterrada, para já. Redescobri algumas coisas dos Madredeus, foi bem. Mas a Mariza voltou a ocupar o lugar… que nunca perdeu, realmente. Quem se perdeu foi eu, no último dia, em que me aconteceu uma… mas que eu não conto, foi daquelas de anedotas, como ir carregado no metro para ia apanhar o comboio, dar conta que falta o telemóvel e voltar para trás, sabendo que não se tem a chave de casa e se tem de esperar que algum dos colegas volte… e em vez do comboio das cinco, apanha-se o das dez… pronto, já contei…

O trabalho: no início foram três dias loucos na Reitoria, onde conheci uma menina muito interessante, física e psicologicamente, cabo-verdiana ;). Afiei imensos lápis, fiz dossiers, tirei cópias, distribui folhetos de Coimbra, Braga, Porto, Gaia, Aveiro, Guimarães… Enviei emails, fiz compras, fiz arranjos equilibristas com bandeiras de todos os países da Europa para a sessão de abertura, enfim. Tudo em prole do IELC – Intensive Erasmus Language Course, para sessenta meninos e meninas (alguns mais velhos do que eu, mas enfim) que vieram a prender Português. Durante o resto do mês, prestei apoio no que pude e o melhor que pude aos alunos (dúvidas linguísticas, localizações: procurar casa, encontrar sítios e ruas, metro, comboio, autocarros, feiras e, pasmem, casas de meninas – mas isto eu não sabia…), acompanhá-los, com a guia, a Marta Villares, nas visitas pelo Porto – baixa e monumentos como Palácio da Bolsa e Igreja de São Francisco e caves de Gaia (6 e 10 de Agosto), Guimarães – castelo, Paço dos Duques e centro histórico (17 de Agosto), Braga – Bom Jesus, Sé e centro histórico (24 de Agosto) e Serralves (31 de Agosto). E apoio às extraordinárias formadoras: Ana Isabel, Ana Paula e Débora (power point, fotocópias, acetatos e retroprojectores, impressões, entrevistas, vídeos…). Enfim, às vezes uma estafa por ter de andar de um lado para o outro, outras vezes uma calmaria arrasadora. Tinha uma sala de 40 computadores com ligação à Internet e assim ia ocupando os tempos mortos. Os miúdos eram espectaculares. E ficam na memória da ternura alguns: Greta, Sara, Giulia, Alex, Simone, Valentina (italianos), Estefânia, Pablo (espanhóis), Muhammet, Fatih, Belkis (turcos), Vera, Kate (alemãs), Tomasz, Hubert (polacos), entre outros… No fim foi difícil despedir-me de todos, alunos, formadoras e Rosi. É que os laços criam-se... e ficam…

Do meu caderno (Pensamentos Ligeiros – vol.13, que mantenho desde os catorze anos, tipo diário/registos vários/poemas meus e de outros e afins…) posso transcrever que a «A primeira noite foi estranha, claro. Choveu e água bateu forte no plástico e no vidro da marquise» - o meu quarto tinha contacto directo com a única parte da casa com janela para o exterior - «conversa até tarde, muito, sobre muitas coisas – sobre nós de vez em quando, de fugida». Mas sobre isto não vou revelar mais, só no tal conto.

Já o disse, as leituras foram poucas. Mas agora em Setembro (agora que já acabei todos os trabalhos de mestrado) posso vingar-me e é o que estou a fazer. Contos Outra Vez, de Luísa Costa Gomes é extraordinário, seguem-se Olhos Verdes, também dela, Na berma de nenhuma estrada do eterno Mia Couto, acompanhados pela Bílbia, Poesia Completa de Natália Correia, e depois se verá.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Tormes 2006







jantar na Casa do Lavrador
"gato psicótico" - exposição
vista sobre a casa da Lagariça - que inspirou A Ilustre Casa de Ramires
vista da janela da capela da feq (devia estar na vertical...)

Com alguma sorte consegui novamente ser bolseiro para o Curso Internacional - Seminário Queirosiano: “Eça de Quiroz: como da crónica nasce a ficção”.

Domingo – 23 de Julho

Cheguei à estação da Ermida às 7:33. na estação vazia conheci a primeira amiga tórmica deste ano: a Catarina (Leiria, Univ. de Lisboa), amiga da Sofia (do ano passado). À chegada encontrámos já algumas pessoas na quinta. Durante o jantar os primeiros contactos, que acabam por ser os mais fortes, estranhamente, arbitrariamente: Ricardo, Verónica, Tiago, Jerónimo…). Depois do momento do café, muito animado, o pessoal foi dormir. Este ano fiquei na Casa do Túnel, no andar de cima, com o Nelson (São Tomé). O quarto era enorme e tinha quarto de banho e quarto de vestir! Estávamos servidos ainda de uma sala e cozinhas enormes, com sofás e televisão, que partilhávamos com o pessoal debaixo: Edite (Cabo Verde), Leonilde (São Tomé), Jerónimo (Colômbia) e Ricardo (Porto-EUA).

Segunda – 24 de Julho

Após uma noite muito mal dormida, com o susto terrível do comboio (o 1.º a passar de madrugada), lá me preparei para a rotina matinal: 8:15 o pequeno-almoço, 9:00 no autocarro, 9:30 início do curso. O pequeno-almoço era fantástico: leite e café, sumo de laranja, croissants, pão, compotas e manteiga, queijo e fiambre, e as fantásticas cavacas de Resende. As viagens foram mais agradáveis, já não “havia o pavimento degradado”, porque o estavam a arranjar naquela semana!
Na fundação, após as primeiras vistas rápidas e fugazes, tivemos as sessões de trabalho. Começámos com o conto “Singularidades de uma rapariga loura”, com a prof.ª Isabel Margarida Duarte. Seguiu-se a prof.ª Annabela Rita, que também trabalhou connosco de tarde: a crónica e sua estrutura e definição genealógica e algumas incursões por O Primo Bazílio, que virá de algumas ideias já espalhadas por crónicas de Eça de As Farpas.
Seguiu-se uma visita à casa de Tormes: os móveis originais da casa e as coisas que vieram da casa de Paris, os livros, as fotos, as histórias em torno delas…
O jantar foi na casa do lavrador, que tenta recuperar o ambiente do século XIX através da gastronomia e do uso de objectos da época: candeias a petróleo, regadores de lata, mesas e bancadas grandes de madeira… o jantar foi broa quente, pataniscas de bacalhau, azeitonas, sopa, e - típico e queiroziano – o arroz de favas. A terminar, o leite-creme! O jantar foi animado pelas conversas, as histórias dos moçambicanos e pelo professor de música, que tocou gaita-de-foles.


Terça – 25 de Julho

Depois do banho frio, tivemos a manhã preenchida com a prof.ª Elza Miné e com a prof.ª Annabela Rita, e continuámos a ver a produção cronística e passámos por O Conde de Abranhos. De tarde ainda tivemos um curso rápido sobre os instrumentos tradicionais de Baião com o professor Vasco: bombos, caixas, tamboril, palheta, flauta, gaita-de-foles, viola braguesa, viola amarantina, rabeca chuleira, cavaquinho… Acabámos o dia em Tormes com a prof,ª Isabel Margarida Duarte a terminar o outro conto e trabalhámos o conto “O Tesouro” – e eu oficialmente passei a ser o leitor em voz alta…
Chegámos cedo à quinta, com bom tempo, e aproveitámos para dar um passeio e dar uns mergulhos na piscina. À noite, após o jantar na quinta, fui ver as Donas de Casa Desesperadas e acabei por ficar até às 3:15 no paleio com a Edite e o Nelson!

Quarta – 26 de Julho

De manhã tivemos a prof.ª Elza Mine (“Uma partida feita ao Times”) e a prof.ª Isabel M. D.: “No Moinho”. A tarde foi reservada para o passeio por Resende: visitámos o Museu Municipal de Resende – a exposição arqueológica e etnográfica da região (fantástica) e a exposição sobre Edgar Cardoso (“o engenheiro, o professor, o génio”... e o “Escritor”;) ).
Seguiu-se St.ª Maria de Cárquede onde se voltaram a contar as histórias de D. Afonso Henriques e as velas, a Nossa Senhora grávida mas e já com Jesus nos braços (branca – mas negra) e o sardão. Depois, a caminhada para a casa da Lagariça, um local fantástico, com um jardim excelente e enorme, com algum abandono e que terá inspirado o espaço de A Ilustre Casa de Ramires. Adorei profundamente.
O jantar foi em Arêgos e muito simpático (no mesmo sítio do ano passado). Vimos ainda uma exposição de pintura e escultura de artistas de Famanlicão, de onde se destacavam os delirantes “Gato psicótico” e “Gato estrábico”. Chegámos todos moídos a asa, mas ainda estive no paleio com a Joana (Lisboa), Ricardo e Elizabete (Lisboa)…
Neste dia a Visão esteve todo o passeio connosco!!!

Quinta – 27 de Julho

A prof.ª Elza Miné continuou com as crónicas e Fradique Mendes, e a prof.ª Isabel M. D. enveredou por “A Perfeição” e “José Matias”. Ao fim da tarde tivemos o passeio pela zona de Baião: Ribadouro, Pala, Gôve e parámos na abertura da feira gastronómica do anho assado, onde provámos alguns doces da Teixeira e de Resende. Em Ancede visitámos a capela da Nossa Senhora do Bom Despacho – observámos com atenção o trabalho de restauro dos altares de madeira do barroco popular que representavam a vida de Jesus (infelizmente não pudemos tirar fotos). Jantámos no Casarão, em St.ª Marinha do Zêzere (o mesmo do ano passado) e foi espectacular. O pessoal divirtiu-se com a música tradicional tipo rancho e dançaram de tudo um pouco… Brilhou a Aldinida (Brasil) e os passos do forró!
Já em casa, o pessoal reuniu-se quase todo na nossa sala e jogámos ao jogo de bater as mãos na mesa, cantámos em sânscrito, crioulo de cabo verde e de são Tomé. Foi a noite mais divertida, que só terminou com a aventura nocturna: eu, o Ricardo e a Elizabete fomos levar a Lala (Madagáscar-Bélgica), a Márcia (Porto-Famalicão) e a Eva (Porto-Famalicão) à casa dos moinhos – e afinal sempre havia um moinho! Foi giro porque estava super escuro e só tínhamos um candeeiro pequeno de jardim que pouco iluminava!
Nota: o gato amarelo e branco apareceu nessa manhã à beira da minha cama!

Sexta – 28 de Julho

A professora Elza Mine acabou o curso com a crónica interminável “Os Ingleses no Egipto”. A segunda sessão acabou por ser ao ar livre e terminou com o pessoal a cantar a canção do Nelson. Após o almoço, voltámos a cantar para a Sr.ª Dona Maria da Graça e fomos gravando tudo.
As despedidas foram rápidas – todos foram para o Porto, a Lala ainda ficou na quinta, eu vim para a Régua. E pronto, com saudades nostálgicas (passo a redundância), foi mais um curso, bastante melhor que o anterior, mas igualmente enriquecedor nas amizades e no lado humano.

Notas: as camisolas do Marcos (Galiza): “Eu nunca serei yo”, “Galiza e Portugal – a mesma língua”…

terça-feira, julho 18, 2006

Tormes 2006 - o futuro

pois é, como eu tenho um grande espanhol dentro de mim (=grande ego), consegui uma nova bolsa para fazer o curso internacional de verão na Fundação Eça de Queiroz. Vai ser altamente, embora a Marta desta vez não vá... o que é muito chunga, mas é a bidinha. ao menos vou fazendo coisas úteis ao meu currículo, ao meu crescimento pessoal e social. além de que acaba por ser uma semana de férias interessante (se não chover e não estiver frio, como acabou por acontecer o ano passado).

mais informações:

www.feq.pt

www.quintadaermida.planetaclix.pt

sexta-feira, outubro 14, 2005

Braga


E assim foi o fim-de-semana em Braga: divertido, cansativo, com muito chocolate ("Charlie e a Fábrica de Chocolate" foi o filme que estivemos a ver até às quatro da amnhã...) e...
Valeu a pena. Celebrar o aniversário da madrinha vale sempre a pena!

(o quadro atrás de mim é uma pintura da mãe da Milai! - A Gaivota entra pela janela!)

domingo, setembro 04, 2005

tormes 2005




(fotos:
1-feq
2-piscina da quinta
3-vista da casa da ermida)

Tormes 2005

Pois aqui fica o comentário a uma semana muito boa… podia ter sido melhor… ao lerem percebem porquê…

Domingo: cheguei à Ermida às 9:42, vindo da Régua. A Marta chegou um minuto depois, vinda do Porto. Com ela vinha a Filipa, de Setúbal (Uni Évora). Conhecemos algum do pessoal e não deu para ver quase nada da quinta… O meu colega de quarto era o Manuel, professor-estudante caboverdeano, muito divertido. O meu quarto era bastante grande, ao contrário de outros…
A quinta é muito gira! Grande jardim, piscina, o rio de um lado, as linhas do comboio do outro, a casa dos moinhos do rio Teixeira :), a casa do Túnel,…

Segunda-feira: o pequeno almoço era servido às 8:15, às 9h estávamos no autocarro, às 9h30 estávamos na Fundação, após um agitado percurso pelo “pavimento degradado” (assim rezavam as placas da estrada).
A Fundação está sediada na antiga casa que a mulher de Eça recebeu de herança. Eça não chegou a viver lá, só passou por lá algum tempo, a ver o estado da quinta (que era muito mau…). Agora está fantástica: a quinta produz o Vinho de Tormes, os lagares: de um lado foram transformados na loja de recordações, do outro foram transformados num pequeno auditório e na fundação em si. A casa foi mobilada com coisas vindas da casa de Eça em Paris, pouco do lá estava era da própria casa.
Sessões de trabalho: das 9h30-11h00, 11h30-13h00; 15h00-17h00.
No primeiro dia a Professora Beatriz Berrini (Brasil) falou-nos de A Relíquia e deu-nos uma panorâmica geral sobre a obra de Eça. De tarde a Dª Maria do Carmo, a mulher do falecido filho de Eça, e presidente da fundação, leu um artigo de Helena Cidade Moura sobre a cidadania na obra do autor; vimos um filme sobre ele (o pessoal quase todo a dormir), visitámos a casa.
À noite fomos jantar à Casa do Lavrador: jantar à século XIX: arroz de feijão com pataniscas de bacalhau e leite-creme de sobremesa. Todos adoraram o menu e o sítio, que tinha uma espécie de pequeno museu, e candelabros (não havia electricidade, nem lavatório – tinha de ser um com um jarro, e as casa de banho é melhor nem comentar…).
Altas conversas com a Marta, Manuel, Ana (Covilhã, Uni Lisboa) Paula e Cláudia (as manas dos Açores)…

Terça-feira: De manhã: Beatriz Berrini a falar de A Relíquia (o pessoal desesperou um bocado…). Fizemos um trabalho de grupo sobre o primeiro capítulo da obra. De tarde foi a Professora Fátima Outeirinho (Univ. Porto), que nos falou do Eça cronista – muito bom!
Na quinta, alguns foram à piscina – mas esteve um tempo ranhoso durante o curso! Eu, a Marta e o Robert (EUA) fomos em demanda :) dos moinhos do rio Teixeira e só encontramos franceses… Grande noite de cantorias dos brasileiros e dos caboverdeanos. Altas conversas até tarde: eu, Marta, Ana.

Quarta-feira: a manhã foi de… Beatriz Berrini! O Quixotesco e o Pícaro em… A Relíquia! De tarde concluímos o Eça Cronista.
Tivemos também um passeio por St.ª Maria de Cárquede e por Resende, onde jantamos (o vinho, meu Deus, era da Quinta do Carqueijal, produzido e embalado na Quinta da Seara d’Ordens – Poiares!); vimos também uma exposição de fotografia. Choveu bastante. Altas conversas, agora mesmo a sério, até altas horas, no quarto da Marta, entre nós, o Manuel, a Cláudia e a Paula.

Quinta-feira: a recepção de A Relíquia, pela professora Beatriz Berrini e ainda um pouco de A Ilustre Casa de Ramires. De tarde, Maria João Reynaud falou sobre “No Moinho”. (r. b. pelo menos seis vezes…). Falou muito comigo antes da sessão… Adormecidos: dez pessoas, incluindo a Dª Maria da Graça; foi hilariante!!!
Tivemos depois uma visita a Baião. Fomos a uma Feira de Artesanato onde praticamente só havia comida e vinho… Vi o Ricardo, um colega meu da Residência e da FLUP… Jantámos lá, e fomos surpreendidos por um trio popular: acordeão, ferrinhos: o delírio ver caboverdeanos, brasileiros e a indiana a dançar aquilo…
Já na quinta, grande loucura a última noite: invasão dos quartos do pessoal, cantorias cá fora, agora também em Português Europeu.

Sexta-feira: A Professora Fátima Marinho falou-nos de A Ilustre Casa de Ramires, sobre o dandismo e um pouquinho sobre o conto “A Perfeição”. A Prof. Reynaud e a Prof. Marinho foram substituir a Professora Isabel Margarida Duarte, que ficou doente:(
Fomos levar o pessoal ao comboio das três e meia para o Porto, alguns deles ainda tiveram coragem para comprar cavacas de Resende (comíamos aquilo todos os dias ao pequeno-almoço!). Às quatro e meia fui eu apanhar o comboio para a Régua. As açoreanas foram comigo, mais a Rita (Univ. do Algarve) e a Manju (Índia – a fazer uma tese sobre Saramago!)…

Tenho ainda de referir as pessoas do curso, que me ensinaram coisas e me marcaram: Ana Varela (S. Tomé), Rebecca (EUA), Lúcia (Brasil, a estudar agora na Uni Porto), a Da Luz (Cabo Verde), Fátima (Brasil), Sara (Braga), Manuel (Cabo Verde), Manju (Índia), Robert (EUA), Telma (Coimbra)… enfim…

em especial: Filipa, Paula, Ana Sofia e a minha Martinha…