quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Dança Folclórica da China
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Não sei se chore, não sei se ria________ ou ___________ o post das antíteses...
domingo, janeiro 30, 2011
Desafio: 01
livros:
1. Romance do Grande Gatão, Lídia Jorge, D. Quixote, 46p.*****
2. Antologia, Arnaldo Antunes, Quasi, 264p.*****
3. Primeira Antologia de Micro-Ficção Portuguesa, Rui Costa e André Sebastião, Exodus, 144p.****
4. A Catedral do Mar, Ildefonso Falcones, Bertrand, 832p.*****
5. Marina, Carlos Ruiz Zafón, Planeta, 260p.*****
6. Superfície. Toda Poesia, Maria Ângela Alvim, Assírio & Alvim, 160p.**
7. Noites Brancas, Fédor Dostoievski, Europa-América, 144p.****
8. A Caminho de Santiago, Ana Saldanha, Caminho, 92p.***
9. O Pobre de Santiago, Graça Pina de Morais, Antígona, 168p.****
10. Pessoa, Wordsong, 101 noites, 112p.****
filmes:
1. Corrida para a Montanha Mágica, Andy Fickman***
2. Anjos e Demónios, Ron Howard****
3. Adaptation, Spike Jonze****
4. O Dia em que a Terra Parou, Scott Derrickson***
5. Capote, Bennett Miller****
6. Micmacs, Jean-Pierre Jeunet*****
7. Frozen, Adam Greene***(*)
8. Run! Bitch Run!, Joseph Guzman*
9. Not Forgotten, Bror Soref*
10. Ligeia, Michael Staininger**
11. Nine Dead, Chris Shadley***
12. Sherlock Holmes, Guy Ritchie****
13. A Town Called Panic, Stéphane Aubier e Vincent Patar****
14. Vertige, Abel Ferry***(*)
15. Trick'r Treat, Michael Dougherty***
16. The Unborn, David S. Goyer***
17. The Reeds, Nick Cohen***(*)
18. Legion, Scott Charles Stewart****
19. Os Amores de Astrea e Celadon, Eric Rohmer****
20. Red Victoria, Tony Brownrigg***(*)
21. Doghouse, Jake West****
22. All the Boys Love Mandy Lane, Jonathan Levine***
23. How to Train Your Dragon, Dean DeBlois e Chris Sanders*****
24. Centurion, Neil Marshale***(*)
25. Prince of Persia: the sands of time, Mike Newell****
26. Terra Sonâmbula, Teresa Prata****
27. Clash of Titans, Louis Leterrier****(*)
28. Percy Jackson and the olimpians, Chris Columbus***(*)
29. Vantage Point, Pete Travis***(*)
30. Cairo Time, Ruda Nadda*****
31.The Road, John Hillcoat****(*)
32. 9, Shane Acker****(*)
33. Shortbus, John Cameron Mitchell***
34. Sete dias e uma vida, Stephen Herek***
outros:
mini-série Sherlock (RTP2)*****
teatro: Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente, Salomé, de Oscar Wilde****
concerto: Manuel Cruz - Foge Foge Bandido
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Originalidade e Demência
terça-feira, janeiro 25, 2011
O Desterrado
Nada em ti se exagera ou falta
Os dedos são texto à margem
Um segredo te concedo:
domingo, janeiro 23, 2011
2 poemas de Maria Ângela Alvim

sexta-feira, janeiro 14, 2011
14 de Janeiro
«14 de Janeiro», Wordsong a partir de Al Berto
porque hoje o é - e inacreditavelmente, apesar de continuar a adorar, precisamente hoje, não me identifico muito... estou contentinho hoje, tenho de fazer um esforço para mudar isso!
quinta-feira, janeiro 13, 2011
ocupar os tempos livres com genialidade
visto no Felizes Juntos, mas não resisto a pôr por cá também :)
somos ou não geniais? (nós, os gatos, entenda-se)
Manuel Cruz - Theatro Circo - Braga
Foi ontem. Momento favorito acima, «Canção da Canção Triste».
Gosto dele também aqui, «Ouvi Dizer«, ainda nos Ornatos Violeta. Tem qualquer coisa lembra Radiohead ou é só impressão minha? E a melhor música dos Da Weasel, para mim, é «Casa», também com ele, claro. Ainda assim, algo faltou - ou sobejou - ontem.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
O deserto, Mariza
em forma de remix, já que o original não aparece aqui (a não ser ao vivo, e não gosto tanto do vocal). atenção especial à última estrofe. linda.
Deserto
Império do Sol
Tão perto
Império do Sol
Prova dos nove
Da solidão
Cega miragem
Largo clarão
Livre prisão
Sem a menor aragem
Sem a menor aragem
Que grande mar
De ondas paradas
Que grande areal
De formas veladas
Vitória do espaço
Imensidão
Ponto de fuga
Ampliação
Livre prisão
Anfitrião selvagem
Anfitrião selvagem
No deserto
Ouço o fundo da alma
E, se a areia está calma,
O bater do coração
É que tanto deserto
Tão de repente
Faz-me pensar
Que o deserto sou eu
Se não me vieres buscar
Carlos Maria Trindade
domingo, janeiro 09, 2011
Azul
imagem vista aquiquarta-feira, janeiro 05, 2011
o anti-epopeias portuguesas
voltarei a este post em breve
regresso 1 (09/01)
regresso 3 (25/01)
desisto...
sábado, janeiro 01, 2011
O Amor
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Desejo de meia-noite
«Midnight Swim», Javier Navarrete (ost Cracks)
2011 aproxima-se.
tempo de fazer votos, promessas, compromissos
todos eles de vidro, mais cedo ou mais tarde.
saibamos vivê-lo bem
e a meia-noite sirva ao menos como símbolo para uma vida melhor.
sem medos, como quando se mergulha de olhos abertos.
é o que desejo para todos nós.
Pensamento mais ou menos luxurioso
quando nos trocam os nomes
e nos pensam o mesmo?
Que será do teu quando me desp(ed)ir em morte?
terça-feira, dezembro 28, 2010
dois poemas de Else Lasker-Schüler

domingo, dezembro 26, 2010
Desafio em Dezembro
livros:
121. O Senhor Eliot e as conferências, Gonçalo M. Tavares, Caminho, 84p.*****
122. Histórias Falsas, Gonçalo M. Tavares, Bis/Leya, 96p.*****
123. O Homem que Julgou Morrer de Amor, Manuel Jorge Marmelo, Campo das Letras, 104p.****
124. Os Fantasmas de Pessoa, Manuel Jorge Marmelo, Asa, 128p.***
125. Oito Cidades e uma Carta de Amor, Manuel Jorge Marmelo, Campo das Letras, 120p.***
126. O Silêncio de um Homem Só, Manuel Jorge Marmelo, Campo das Letras, 120p.*****
127. Aonde o Vento me Levar, Manuel Jorge Marmelo, Campo das Letras, 160p.*****
128. Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach, Europa-América, 106p.**
129. Novela Lírica, Annemarie Schwarzenbach, Granito, 112p.**
130. Caderneta de Cromos, Nuno Markl, Objectiva, 224p.*****
filmes:
199. The Day of The Triffids, Nick Copus**
200. Duplicity, Tony Gilroy**
201. Alvin and the Chipmunks, Tim Hill***
202. Confessions of a Shopaholic, P. J. Hogan****
203. Holiday in Handcuffs, Rob Underwood***
204. Love in time of cholera, Mike Newell***
205. A lenda de Despereaux, Sam Fell e Robert Stevenhagen****
206. Bedtime Stories, Adam Shankman****
207. Corrida Mortal, Paul W. S. Anderson*
208. O Chihuahua de Beverly Hills, Raja Gosnell**
209. Uma Casa na Pradaria, David L. Cummingham**
210. Creation, Jon Amiel*****
211. Jumper, Doug Liman****
212. Hostel, Eli Roth*
213. A Educação das Fadas, José Luís Cerda****
214. The Raspberry Reich, Bruce La Bruce*
215. Inception, Christopher Nolan*****
216. Leap Year, Anand Tucker****(*)
217. As Crónicas de Spiderwick, Mark Water***
218. Sexo com Amor, Wolf Maya**
219. Four Christmases, Seth Gordon****
220. The Last Station, Michael Hoffman*****
terça-feira, dezembro 21, 2010
Poema de Natal, 2010

Natal de 1972
Neste comércio festivo que há dois mil anos quase
perdura mal cobrindo remendadamente
o solstício do Inverno e os deuses sempre vivos
de cuja falsa morte o mundo paga em crimes,
como em vileza humana, o medo que escolheu
quando ao claror da aurora rósea e livre
de viver como os deuses e com eles
preferiu a lei e a ordem projectadas
na sombra em sombras da caverna obscura
e desejou o mal em preço de ser-se homem —
tudo o que em milhares de anos é tribal
congrega-se feliz num doce rebolar-se
da traição de que fomos contra a vida.
Tão vil que levou séculos a inventar
um deus assassinado para desculpá-la,
e fez dele o comércio das famílias
que cortam no peru as raivas de existirem,
beijando-se visguentas, comovidas,
tal como têm babado os pés dos deuses,
ah não eles mesmos mas imagens vãs
que não resplendam da grandeza humana.
Alguma vez teremos o dinheiro
para comprar de novo o Paraíso,
em vez de prendas para o sapatinho?
O Paraíso aqui — aquele que venderam
no começar do mundo. E que nos trocam
por outros no futuro ou nos aléns,
agora, aqui, aberto a todos, claro
- um sol sem fim nos bosques ou nas praias,
uma nudez sem morte nos corpos sem alma.
Jorge de Sena, in: Natal... Natais - Oito séculos de Poesia sobre o Natal, antologia organizada por Vasco Graça Moura (Público, 2005:275)
o Natal já anda aí
Mariah Carey, Christmas time is in the air again (ao vivo)
Mariah Carey, When Christmas Comes (ao vivo, inc.)
terça-feira, dezembro 14, 2010
Antínoo

Busto de Antínoo de Villa Adriana (Museu do Louvre)
Lamentação de Adriano sobre a morte de Antínoos
Não escreverei mais o meu nome em letras gregas sobre a cera das tabuinhas
Porque estás morto
E contigo morreu o meu projecto de viver a condição divina (Andresen, 2004:64)
O poema, embora parta da mesma história que os anteriores, tem uma construção e temática muito diversa deles. Notavelmente mais breve, aqui o sujeito poético é identificado com Adriano que, em tom de lamentação já anunciado pelo título, assume uma perspectiva de compromisso perante a morte do amado. Esse compromisso revela uma certa negação do futuro. Não está presente a descrição física, mas antes a descrição indirecta do estado psicológico de quem fica vivo e em sofrimento que leva a uma vontade de auto-anulação: o sofrimento provocado pela morte, a solidão provocada pela ausência levam Adriano a desistir do seu «projecto de viver a condição divina», pois a morte física de Antínoo provoca uma espécie de morte espiritual de Adriano, como se morressem ambos com a morte física de apenas um deles. Está subjacente aqui a ideia de que o amor é capaz de pôr em acordo a condição humana e a condição divina, mas que a morte é capaz de destruir esse acordo, pelo menos numa fase inicial (repare-se que o poema permite a leitura de Adriano se dirigir directamente ao corpo morto de Antínoo). A destruição do amado leva à destruição do próprio mundo: amar alguém é amar o mundo em que esse alguém se encontra – e a destruição vai nos dois sentidos».
nota:
já nem me lembrava que também aqui tinham já surgido poemas meus sobre a figura... totinho.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Prefacio-te
Como não tenho foto tua, nem fui escolhida pelo David, faço o que posso e ... toma.
"They don't understand..."
sábado, novembro 27, 2010
Canto e Lamentação na Cidade Ocupada, de Daniel Filipe (fragmento)
Não basta estender as mãos vazias para o corpo mutilado,
acariciar-lhe os cabelos e dizer: Bom dia, meu Amor.
Parto amanhã.
Não basta depor nos lábios inventados a frescura de um beijo
doce e leve e dizer: Fecharam-nos as portas. Mas espera.
Não basta amar a superfície cómoda, ritual, exacta nos con-
tornos a que a mão se afeiçoa e dizer: A morte é o caminho.
Não basta olhar a Amante como um crime ou uma injúria
e apesar disso murmurar: Somos dois e exigimos.
Não basta encher de sonhos a mala de viagem, colocar-lhe as
etiquetas e afirmar: Procuro o esquecimento.
Não basta escutar, no silêncio da noite, a estranha voz dis-
tante, entre ruídos de música e interferências aladas.
Não basta ser feliz.
Não basta a Primavera.
Não basta a solidão.
quinta-feira, novembro 25, 2010
Desafio em Novembro
112. A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho, Mário de Carvalho, Bis/Leya, 96p.****
113. Fabulário, Mário de Carvalho, Caminho, 128p.***
114. Quatrocentos Mil Sestércios seguido de O Conde Jano, Mário de Carvalho, Caminho, 136p.*****
115. Apuros de Um Pessimista em Fuga, Mário de Carvalho, Caminho, 80p.***
116. Fantasia Para Dois Coronéis e Uma Piscina, Mário de Carvalho, Caminho, 228p.*****
117. A Sala Magenta, Mário Carvalho, Caminho, 176p.****
118. A Arte de Morrer Longe, Mário de Carvalho, Caminho, 128p.*****
119. Diário da Vida de Um Mocho II, João Lobo, Calígrafo, 172p.**
120. a invenção do amor e outros poemas, Daniel Filipe, Presença, 76p.****
filmes:
Diário de um Mocho - II, João Lobo

Post factum (correu tudo bem, como seria de esperar... ou não)
«Mas porque uma viagem é sempre um mundo de surpresas e porque, não raro, ninguém dá conta da verdade quando ela se nos põe diante dos olhos.» (p.72)
«Nunca saberemos se a vida é feita de mortes ou se a morte é feita de vidas!» (p.108)
«Dos gatos colhi as mais surpreendentes confissões e, através do seu olhar comiserativo e de pedinte a quem não se pode dizer não, as solicitações mais inesperadas. “Já fomos deuses!” - assim começavam quase sempre as duas falas. – “E, com os nossos amos, atravessámos as portas do Mais-Além” – prosseguiam.» (p.163)
terça-feira, novembro 23, 2010
o que me tem feito chorar
quinta-feira, novembro 18, 2010
O que eu quero para o Natal
sábado, novembro 13, 2010
Rodrigo Leão, Coliseu do Porto
Muito se espera :)
depois do concerto:
teve uma primeira parte mais «clássica», como:
e uma segunda com canções de mais sucesso comercial, como:
faltou «Rosa», faltou «Deep Blue», mas já teve tanto ;)
Foi de génio, é o que posso dizer. E teve a minha/nossa canção:
sábado, novembro 06, 2010
Esperar/ (to) Wait
(espécie de mensagem em vice-versa, em desistência momentânea, na belíssima voz de Alexi Murdoch, em canção do filme Away we go)
segunda-feira, novembro 01, 2010
3 dos 125 poemas de Joaquim Pessoa
De pássaros não sei nada.
Também Sócrates diria que dos pássaros nada soube.
Porque um poeta é um filósofo. E um filósofo
é sempre um poeta.
E um poeta não deve saber dos pássaros
mas dos homens.
Eu confesso: de pássaros nada sei.
Sei dos homens. Mas pouco.
Por isso os estudo. Falo deles. Amo-os ou odeio-os.
Aliás, entre os homens raramente há sentimentos intermédios
como a indiferença, por exemplo.
Não consta que os pássaros os conheçam.
Os homens são muito importantes para um poeta.
Tão importantes como as palavras.
Direi mesmo mais importantes.
Porque não poderão existir palavras e poetas sem homens
mas os homens já existiam sem palavras e sem poetas.
E mesmo as palavras e a poesia sem homens não serviriam para nada.
Portanto temos
primeiro o homem
depois a palavra
e por fim o poeta.
Na poesia, é pois, fundamental, o homem.
Sendo assim, é natural que eu fale dos homens
e me recuse a falar dos pássaros
porque, também, para falar de um assunto
é preciso estudá-lo
conhecê-lo
e, como eu já disse, de pássaros não sei nada
prefiro falar dos homens embora deles não saiba tudo
mas vou analisando-os
tentando conhecê-los melhor
em vez de analisar e tentar conhecer os pássaros
porque me parece
não poder haver uma relação por aí além
entre o pássaro e o homem
nem os pássaros poderão resolver os problemas dos homens
(habitação, ensino, desemprego, etc.)
num um homem só que seja pode ser explorado
por um ou mais pássaros
nem os os pássaros fizeram explodir nunca uma bomba atómica
ou se juntaram em bandos para discutir
se hão-de construir centrais nucleares para matar alguns homens
em benefício de qualquer pássaro
ou ainda para conferenciar sobre a bomba de neutrões
que pode ao mesmo tempo matar os pássaros e todos os homens.
Por todas estas razões proponho que
a poesia fale do homem para o homem
porque:
a) falando dos pássaros a poesia fala só dos pássaros;
b) falando dos homens, a poesia fala de tudo
(até dos pássaros);
c) os pássaros nunca poderão entender a poesia nem os poetas nem os outros homens;
d) a poesia falando dos homens fará com que os homens possam entendê-la e entender não só os poetas como também os pássaros e, sobretudo, o que é fundamental, entenderem-se entre si o mais depressa possível.
*****
Tu ensinaste-me a fazer uma casa
Tu ensinaste-me a fazer uma casa:
com as mãos e os beijos.
Eu morei em ti e em ti os meus versos procuraram
voz e abrigo.
E em ti guardei meu fogo e meu desejo. Construí
a minha casa.
Porém não sei já das tuas mãos. Os teus lábios perderam-se
entre palavras duras e precisas
que tornaram a tua boca fria
e a minha boca triste como um cemitério de beijos.
Mas recordo a sede unindo as nossas bocas
mordendo o fruto das manhãs proibidas
quando as nossas mãos surgiam por detrás de tudo
para saudar o vento.
E vejo ainda o teu corpo perfumando a erva
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros
que agora se recolhem, quando a noite se move,
nesta casa de versos onde guardo o teu nome.
****
Perguntas
Onde estavas tu quando fiz vinte anos
e tinha uma boca de anjo pálido?
Em que sítio estavas quando o Che foi estampado
nas camisolas das teen-agers de todos os estados da América?
Em que covil ou gruta esconderam as suas armas
para com elas fazer posters cinzeiros e emblemas?
Onde te encontravas quando lançaram mão a isto?
E atrás de quê te ocultavas quando
mataram Luther King para justificar sei lá que agressões
ao mesmo tempo que víamos Música no Coração
mastigando chiclets numa matinée do cinema Condes?
Por onde andavas que não viste os corações brancos
retalhados na Coreia e no Vietname
nem ouviste nenhuma das canções de Bob Dylan
virando também as costas quando arrasaram Wiriammu e enterraram vivas
mulheres e crianças em nome
de uma pátria una e indivisível?
Que caminho escolheram os teus passos no momento em que
foram enforcados os guerrilheiros negros da África do Sul
ou Allende terminou o seu último discurso?
Ainda estavas presente quando Victor Jara
pronunciou as últimas palavras?
E nem uma vez por acaso assististe
às chacinas do Esquadrão da Morte?
Fugiste de Dachau e Estalinegrado?
Não puseste os pés em Auschwitz?
Que diabo andaste a fazer o tempo todo
que ninguém te encontrou em lugar algum?
quarta-feira, outubro 27, 2010
As mãos inteiras
inteiras e cheias com as minhas
ou com o meu corpo
água ou vento que nos leve ao encontro do outro mundo.
As mãos que eram andaime e guindaste
cofre do tesouro que era o próprio tesouro sem fim.
As mãos ambas
dextra e sinistra perfeitamente idênticas
onde o sopro do meu ser
pode encontrar abrigo.
Desafio em Outubro
livros:
102. 125 poemas. Antologia Poética, Joaquim Pessoa, Litexa, 224p.*****
103. A Ponte Sobre o Drina, Ivo Andrić, Cavalo de Ferro, 418p.*****
104. dentro de mim faz sul seguido de acto sanguíneo, Ondjaki, Caminho, 128p.***
105. Solte os Cachorros, Adélia Prado, Cotovia, 128p.****
106. Contos Cruéis, Villiers de L’Isle-Adam, Estampa, 152p.*****
107. Alicia, ao Amanhecer e outros contos, Carlos Ruiz Zafón, Planeta, 40p.*****
108. Contos do Mal Errante, Maria Gabriela Llansol, Rolim, 240p.****
109. A Feira dos Assombrados e Outras Estórias Verdadeiras e Inverosímeis, José Eduardo Agualusa, BIS/LEYA, 144p.*****
110. Lenin Oil, Pedro Rosa Mendes, D. Quixote, 160p.****
filmes:
168. O Reino Perdido, Rob Minkoff***
169. Crank, Mark Neveldine e Brian Taylor***
170. Crank
171. Shelter, Mans Marlind e Bjorn Stein*****
172. Shutter Island, Martin Scorcese*****
173. A Casa das Coelhinhas, Fred Wolf***
174. He's just not into you, Ken Kwapis****
175. Remember Me, Allen Coulter*****
176. Burn After Reading, Ethan e Joel Cohen*****
177. The men who stares at goats, Grant Hesloy*****
178. Les Herbes Folles, Alain Resnais***
179. Les Chansons d'amour, Christophe Honoré****
180. 21: A última cartada, Robert Luketic***
181. Filme do Desassossego, João Botelho****(*)
182. Zoom, Peter Hewitt***
183. Beautiful Kate, Rachel Ward*****
184. A Lenda de Zorro, Martin Campbell***
185. La Journée de la jupe, Jean-Paul Lilienfeld*****
186. Padrinho... mas pouco, Paul Weiland***
187. Regresso a Halloweentown, David Jackson**(*)
188. A Nightmare on Elm Street (2010), Samuel Bayer***
189. Devil's Diary, Farhad Mann**(*)
terça-feira, outubro 19, 2010
sábado, outubro 16, 2010
filme do desassossego
vi ontem, no Theatro Circo, com apresentação breve do realizador, João Botelho, na companhia de colegas e/ou amigos. Para além dos óbvios textos extraordinários, uma imagem e uma banda sonora deslumbrantes, grande elenco, tudo em conformidade, melhor do que esperava. Gostei (menos da "ópera").
Bernardo Soares, O Livro do Desassossego
nota: a visualização do filme não dispensa a leitura. mesmo.
quinta-feira, outubro 14, 2010
Alberto Caeiro certeiro
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
segunda-feira, outubro 11, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Tomai lá (não do O'Neill) do Cesariny
O Alberto nem por isso
O Ricardo dá-lhe mais para ir
O Fernando emociona-se e não consegue acabar.
O Campos
Em podendo fazia-o mais de uma vez por dia.
Ficavam-lhe os olhos brancos
E não falava, mordia. O Alberto
É mais por causa da fotografia
Das árvores altas nos montes perto
Quando passam rapazes
O que nem sempre sucedia.
O Fernando o seu maior desejo desde adulto
(Mas já na tenra idade lhe provia)
Era ver os hètèros a foder uns com os outros
Pela seguinte ordem e teoria:
O Ricardo no chão, debaixo de todos (era molengão
Em não se tratando de anacreônticas) introduzia-
-Se no Alberto até à base
E com algum incómodo o Alberto erguia
Nos pulsos a ordem da Kabalia
Tentando passá-la ao Álvaro
Que enroscado no Search mordia mordia
E a mais não dava atenção.
O Search tentava
Apanhar o membro do Bernardo
Que crescia sem parança direcção espaço
E era o que mais avultava na dança
Das pernas do maço da heteronomia
A que aliás o Search era um pouco emprestado
Como de ajuda externa (de janela do lado)
Àquela endemonia
Hoje em dia moderna e caso arrumado.
Formado o quadrado
Era quando o Aleyster Crowel aparecia.
"Iô Pan! Iô Pã!", dizia,
E era felatio para todos
E pão de ló molhado em malvasia.
sábado, outubro 02, 2010
ai o Natal!
terça-feira, setembro 28, 2010
Desafio em Setembro
E bem, primeiro mês de trabalho com nova carga horária. E custa, pois claro, e ainda vai ficar pior. Mas a verdade é que, contrariamente às previsões, lá me tenho aguentado a nível de desafios culturais. Consegui ir a Santiago (com a Marta-Mim e a Simona, seguido dos livros 93 e 94), fui ao teatro, e adorei o espectáculo com Ana Bustorff, e a um musical pop com textos de valter hugo mãe, mas outras coisas ficaram pelo caminho - sobretudo o meu curso de Galego, que queria mesmo frequentar... 11 livros, pequenos, sim, mas muito bons, quase todos. Mia Couto (92) em textos circunstanciais que não deixam de ser muito bonitos, finalmente o Bartleby (95 - esperava mais, sim, mas assim mesmo é qualquer coisa) e outros clássicos como a famosa casa trágica (97), a preciosidade azarada da procura de uma vida melhor (100) e a Amazónia eivada de literatura (101). Ainda tempo para o alternativo, embora com diferentes resultados (98 e 99). Tempo ainda para continuar com os filmes (ainda falta um pouco para atingir os 183) e para The Tudors - genial.
livros:
91. F. de Fiama, Fiama Hasse Pais Brandão, Teorema, 100p.***
92. Pensageiro Frequente, Mia Couto, Caminho, 136p.*****
93. Leyendas del Camino de Santiago, Los Cadernos de Urogallo, 60p.****
94. El Camino de Santiago, Los Cadernos de Urogallo, 44p.***
95. Bartleby Escrita da Potência, Giorgio Agamben (inclui Bartleby, O Escrivão, Melville), Assírio & Alvim, 120p.****
96. Novas Histórias ao Telefone, Gianni Rodari, Teorema, 96p.****
97. A Casa de Bernarda Alba, Federico García Lorca, Europa-América, 144p.****
98. Maurice, E. M. Forster, Cotovia, 288p.****
99. Heliogabalo, Antonin Artaud, Assírio & Alvim, 150p.***
100. A Pérola, John Steinbeck, Europa-América, 124p.*****
101. O Velho que Lia Romances de Amor, Luis Sepúlveda, Porto Editora, 128p.*****
filmes:
152. An Education, Lone Scherfig*****
153. Inglorious Basterds, Quentin Tarantino***
154. Casablanca, Michael Curtiz****
155. 3x3 e Momentos, Nuno Rocha****
156. The Ugly True, Robert Luketic****
157. Killers, Robert Luketic***
158. Spread, David Mackenzie**
159. Lesbian Vampire Killers, Phil Claydon****
160. Shrek Forever After, Mike Mitchell***
161. Invictus, Clint Eastwood****
162. Robin Hood, Ridley Scott***
163. The Ghost Writer, Roman Polanski***
164. Tempestade Tropical, Ben Stiller***
165. A Papisa Joana, Sonki Wortmann****
166. George e o Dragão, Tom Reeve***
167. Velvet Goldmine, Todd Haynes****
outros:
The Tudors, temporadas três e quatro, em dois dias de descanso, sem conseguir parar - 18 episódios grandinhos! Obrigado S. por me passares estes episódios que faltavam e, sim, podes agradecer ter-ta apresentado há um ano. Ficam-me personagens interessantes com as desempenhadas por Henry Cavill, Jeremy Northan, Jonathan Rhys Meyers, Emmanuel Leconte, Jamie Thomas King, Natalie Dormer, Maria Doyle Kennedy, Joss Stone, Annabele Wallis, Joely Richardson, entre outras. Muito sangue e morte, sexo, mentiras e conspirações, religião, amor e opulência.*****
E pronto, também continuei a ver Anatomia de Grey, Sobrenatural e Chuck.
segunda-feira, setembro 27, 2010
Gosto. Não Gosto. (versão professor)
Delírio sentimental à hora do almoço como se fosse crepúsculo
quarta-feira, setembro 22, 2010
Gosto. Não gosto.
"We'll always have Paris", ou não:
sexta-feira, setembro 17, 2010
Não resisto...
segunda-feira, setembro 06, 2010
2 poemas de Fiama Hasse Pais Brandão
Na parte da cidade
iluminada
diz-se que é sol
que sobre si
tomba
no solo
A linha que reparte
uma cidade
é muda
Com a mesma arte
ela a divide
e une
****
ER
Por fora do coração voa a asa
negra do melro. O mesmo que
vive na minha vida. O que tem
um assobio tranquilo e eterno.
Segue-me com o seu amor ocul
to. Une o olhar do solo raso
ao olhar sobre a altura. Muda
e depois é igual. Por vezes ve
mo-nos nas brenhas junto ao mar.
Noutro tempo foi numa aresta verde.
Vem da viagem de Ulisses. Um
cantor. Nas figueiras de Ogygia
cantando. Sobre um fio da er
va. Oiço-o com a mesma penetra
ção com que já foi ouvido na
Natureza. Por Er. Além os
pequenos pardais negam-no.
Não os contemplo. Todos os anos
estou atenta. Este poema
afirma e recorda. Esta ave
chama por mim como eu.
Fiama Hasse Pais Brandão, F de Fiama, Lx: Teorema, p.10, 92
Santiago de Compostela
terça-feira, agosto 31, 2010
coisas de blog
What we are
quinta-feira, agosto 26, 2010
Desafio em Agosto
Em tempo de férias, em espaço familiar, multiplicaram-se as ofertas. E aproveitaram-se. Dos Livros, destaque para Arménio Vieira (84 e 85), de que já falei aqui e aqui, a propósito da poesia, e agora na prosa considero-o muito bom: Cabo Verde ao poder. Chiquinho (uma vergonha só ler agora) é bom, mas Raul Brandão (87) mesmo nuns contos menores enche-me a alma, assim como O Doente Inglês - a que se seguiu o filme, para recordar um dos que me ficaram para sempre. Justo Jorge Padrón é um poeta extraordinário e o romance de um outro poeta, Jorge de Sena, Sinais de Fogo, é, sem dúvida, a obra do mês :)
Livros:
81. O Doente Inglês, Michael Ondaatje, Público/Mil Folhas, 320p.*****
82. Cidade Proibida, Eduardo Pitta, Biblioteca de Verão JN/DN, 96p.***
83. O Fulaninho de Cartago, Plauto, CECH-FLUC/FESTEA, 132p.***
84. O Eleito do Sol, Arménio Vieira, Vega, 148p.*****
85. No Inferno, Arménio Vieira, Caminho, 256p.*****
86. Chiquinho, Baltasar Lopes, Vega, 212p***
87. Antologia do Conto Português – Raul Brandão, Raul Brandão, Correio da Manhã, 46p.*****
88. O Processo, F. Kafka, Revista Visão, 256p.****
89. Obra Poética 1966-1996, Justo Jorge Padrón, Tertúlia, 1002p.****
90. Sinais de Fogo, Jorge de Sena, Público/Mil Folhas, 544p.*****
Filmes:
121. The English Patient, Anthony Minghella (uma vez mais)*****
122. The Invasion, Oliver Hirschbiegel****
123. A Serious Man, Ethan e Joel Coen*****
124. The Young Victoria, Jean-Marc Valée*****
125. O Nome Das Coisas (Doc. sobre Sophia)****
126. Julie & Julia, Nora Ephron*****
127. Bright Star, Jane Campion*****
128. Hancock, Peter Berg**
129. Zombieland, Ruben Fleischer*****
130. The Pit and The Pendulum, David DeCoteau*
131. The Secret Diaries of Miss Anne Lister, James Kent***
132. There Will Be Blood, Paul Thomas Anderson**
133. Splice, Vincenzo Natali***
134. No Country For Old Man, Ethan e Joel Coen***
135. Fantastic Mr. Fox, Wes Anderson*****
136. Jackass, Jeff Tremaine*
137. Resident Evil 2: Apocalipse, Alexander Witt****
138. The Haunting in Connecticut, Peter Cornewell****
139. Love Lies Bleending, Keith Samples***
140. I'll See You In My Dreams, Miguel Ángel Vivas*****
141. Curtas Animação Oscares 2009*****
142. Curtas Animação Oscares 2010*****
143. Curtas da Pixar*****
144. District 9, Neil Blomkamp*****
145. Au Pair 3: Adventure in Paradise, Mark Griffiths**
146. Hulk 2, Louis Leterrier***
147. Two Lovers, James Gray***
148. Godsend, Nick Hamm***
149. The Hurt Locker, Kathryn Bigelow*****
150. The Blind Side, John Lee Hancock****
151. Up in the Air, Jason Reitman*****
Ainda:
Lost - vi a última temporada, muito boa, com grandes momentos. Com alguns póneis, mas faz parte. E vi em dois dias, claro, porque me é viciante. Desmond e Penny, Kate e Jack, Hugo, Sun, Juliet, Richard são personagens que me ficam. E o Jacob, claro - que perfil tão tristinho...*****
sábado, agosto 21, 2010
Away we go, de Sam Mendes
Away I'd go, se pudesse. Fuga. Mas como não posso, fisicamente, vou-me nos filmes, nos livros, no sono, na escrita adiada. Escrever é uma aprendizagem da morte, escreveu, mais ou menos, Maurice Blanchot. Mas talvez morrer não exija uma aprendizagem, só entrega. Entrego-me a este filme como a vida que não vou ter, mas talvez não me incomodasse. É um grande filme, a que já aludi aqui.
Anaquim

quinta-feira, agosto 12, 2010
Ruy Duarte de Carvalho, 1941-2010
R)evolucionador da literatura angolana, é um dos melhores poetas e prosadores de língua portuguesa, sem sombra de dúvidas. Falava do sul, do sal, do sol. Falava das gentes, das falas dos lugares. Falava metatextualmente, também, das palavras, das imagens. E usava os ................................................ quando não sabia mais que dizer, ou quando não era já necessário? Do pouco que li, ainda, fica:
O verão poisa nas coisas e adormece tudo.
O sal, por toda a parte.
Hábito da Terra, União dos Escritores Angolanos, p.44 e 46
Uma nova geografia se inventava em cada olhar que eu desferia, exacto, para depois consolidar as formas à custa de um moroso entendimento. (...)
Um homem nasce pobre e pobre há-de morrer. De resto nunca sabe o que vai ser. De tudo o que viu na vida, gente boa e gente má, anos bons e anos maus, João Carlos retirou duas ou três conclusões: que um homem nem sempre está onde o corpo lhe impõe estar, e o importante na vida é como estar, não aonde. Na vida de cada um há quatro vidas ao todo: sozinho dentro de si ou perto ou longe dos seus e em contacto com os outros, da mesma forma, conforme. Para além da outra vida que há-de haver depois de morto. Onde se vive uma só sem divisões ou viagens.
Como se o mundo não tivesse leste, União dos Escritores Angolanos, p.45 e 81
quarta-feira, agosto 04, 2010
últimos escritos
A ampulheta alimenta a solidão
e não há curva que me devolva.
*
Criámos asas para que o tempo fosse menos breve
inventamos máscaras para escondermos seus caminhos no rosto
e ainda assim vem ao de leve
como a mostrar-nos novo último comum posto.
*
Que o gosto a sal na minha língua
seja o meu gosto na tua.
domingo, agosto 01, 2010
Desafio em Julho
Livros:
62. Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen, Europa-América, 236p.*****
63. Baladas Hebraicas, Else Lasker-Schuler, Assírio & Alvim, 104p.***
64. Quatro Cavaleiros a Pé, José Saramago, Padrões Culturais Editora, 48p.***
65. O Herói das Novelas, Lídia Jorge, Padrões Culturais Editora, 48p.***
66. História do Rei Gonzalve e das Suas Doze Princesas e As Memórias de Joséphine, Pierre Louys, Teorema, 100p.**
67. Laços de Família, Clarice Lispector, Relógio d’Água, 126p.***
68. Contos de Clarice Lispector, Clarice Lispector, Relógio d’Água, 368p.****
69. Carta ao Pai, Kafka, Quasi, 92p.***
70. Uma Questão de Cor, Ana Saldanha, Caminho, 104p.*****
71. A Sophia, A.A. V.V., Caminho, 148p.****
72. Melancolia, António Pinto Ribeiro, Ambar, 112p.****
73. E Se Eu Gostasse Muito de Morrer, Rui Cardoso Martins, Dom Quixote, 216p.*****
74. Deixem Passar o Homem Invisível, Rui Cardoso Martins, Dom Quixote, 240p.*****
75. Herbert West: Reanimador, H. P. Lovecraft, Quasi, 96p.***
76. Electra, Sófocles, CECH-FLUC/FESTEA, 94p.****
77. O Barco Aberto, Stephen Crane, Quasi, 96p.****
78. O Guarda da Praia, Maria Teresa Maia Gonzalez, Verbo, 148p.*****
79. Histórias do Bom Deus, Rilke, Quasi, 104p.***
80. A Canção de Zefanias Sforza, Luís Carlos Patraquim, Porto Editora, 160p.***
Filmes:
116. Arthur and the Invisibles, de Luc Besson****