domingo, março 22, 2009

Revolutionary Road - algumas pequenas pérolas


April Wheeler: Come on, tell me the truth, Frank. Remember that? We used to live by it. You know what's so good about the truth? Everyone knows what it is, however long they've lived without it. No one forgets the truth, Frank, they just get better at lying.



April Wheeler: So now I'm crazy because I don't love you, right? Is that the point?

Frank Wheeler: No! Wrong! You’re not crazy, and you do love me. That’s the point, April.

April Wheeler: But I don’t. I hate you. You were just some boy who made me laugh at a party once, and now I loathe the sight of you. In fact, if you come any closer, if you touch me or anything, I think I’ll scream.

Frank Wheeler: Oh, come on, stop this April. [He touches her for an instant and she screams at the top of her lungs before walking away. He chases after her] Fuck you, April! Fuck you and all your hateful, goddamn - [He breaks a chair against a wall]

April Wheeler: What are you going to do now? Are you going to hit me? To show me how much you love me?

Frank Wheeler: Don’t worry, I can’t be bothered! You’re not worth the trouble it would take to hit you! You’re not worth the powder it would take to blow you up. You are an empty, empty, hollow shell of a woman. I mean, what the hell are you doing in my house if you hate me so much? Why the hell are you married to me? What the hell are you doing carrying my child? I mean, why didn’t you just get rid of it when you had the chance? Because listen to me, listen to me, I got news for you - I wish to God that you had!


John Givings: Hopeless emptiness. Now you've said it. Plenty of people are onto the emptiness, but it takes real guts to see the hopelessness.

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Não transcrevo um dos melhores momentos do diálogo: a revelação da infidelidade dele e a reacção dela. Fica para ser visto, que é bem melhor. Um grande filme, sobre tudo o que já se disse por aí sobre ele, sobre a inutilidade, a futilidade, o sentir-se preso a um quotidiano que oprime e não permite ser-se maior, vivo, do desejo da mudança e da realização, do ser-se especial e não sentir-se desse modo... Eu próprio já devo ter dito da banda sonora (que ouço amiudadamente), das interpretações (e de uma grande Kate Winslet), da fotografia, do guarda-roupa, da direcção artística, do guião...
O que vai abaixo é só para quem viu:
No final, o desfecho inevitável de April foi acidente ou suicídio? Quando vi no cinema fiquei mais convencido pela primeira hipótese, mas agora, ao ver novamente em casa, parece-me que há uma certa tendência para a segunda. E ainda gosto mais do filme assim, ambíguo...

8 comentários:

carol m. disse...

A remarkable and brilliant piece of dialogue...Makes me want to run right now to the blockbuster !!
No, I haven´t watched it yet, I´ve been drowning in "old" (atemporal) movies: One summer place (1951), Greatest Show on Earth(1952), Garden of Allah (1936) and El Cid (1955) I recommend them too, they´re very great
cheers ; )

tulisses disse...

thanks! right now I can't watch anything, but in time I will.

Take your time, i'll be waiting for you to watch this one!

kiss

Milai disse...

Este é o meu comentário antes de ver o filme. Quero vê-lo, mas as expectativas são tantas que me deixam um pouco nervosa. Parece que tenho de arranjar o dia ideal, o ambiente perfeito para que nada perturbe a minha sessao cinematográfica.

tulisses disse...

pois, não devia ter-te falado tanto dele... vais achar uma seca, vais odiar profundamente, e depois vais dizer que tudo é ridículo....

(psicologia inversa, ou coisa que o valha).

bjs

carol m. disse...

Acabo de comprar o livro!! Promocão da semana na FNAC
Ontem no cinema vi um filme em 3d...Fantástico!!Parece um sonho no qual se assiste ao drama alheio
Bjnhs

tulisses disse...

Ainda não tenho o livro, um dia destes... quero mesmo lê-lo, estou curioso de ler o que já vi...

Milai disse...

Uma da manhã: acabei de ver o Revolucionary road. E depois de expectativas enormes, histórias contadas, canções decoradas, o filme revelou-se ...completamente de pasmar. Fiquei boqueaberta com a capacidade do filme ser tão simples e ao mesmo tempo tão poderoso. Afectou-me a mim e pus me a chorar com medo de me levar pelo vazio desesperante e deixar a minha filha só. A banda sonora ganhou todo o sentido com as emoções vividas no filme. uau

tulisses disse...

fico contente por te ter tocado. quando li «pasmar» pensei que tinhas odiado de aborrecimento. sim, porque, acho que há umas partezitas aborrecidas, mas necessárias.

eu também chorei. choro sempre quando revejo uma cena em particular: não com ela, como seria normal, mas quando ele expressa o desespero e o horror do facto de ela não o amar e terem partilhado a vida nos últimos tempos. e a reacção dela, também: a tentativa de conter-se e a necessidade, posterior, da fuga.

já li o livro e gostei muito também dele. e a banda sonora faz já parte dos meus álbuns deste ano (o do Waal-e também, que é do mesmo compositor).

não te deixas levar: o filme é para perceberes que não te podes deixar levar. só eu posso, está?

Bjs