domingo, janeiro 23, 2011

2 poemas de Maria Ângela Alvim


As papoulas são estrelas que caíram de sono.
Elas têm o segredo.



Vitória de Samotrácia


Não aqui, - além existes. Teu vôo
demais amplo na extensão dos olhos
se tão curto olhar,
em tempo de pausa acompanhamos.

Mito
anjo
graça
alma de dança
teu corpo era paixão na pedra.

... Param os passos,
espraia-se o mar
onde arrebatas as vestes do vento,
ó vortigem de ser e de estar!


Maria Ângela Alvim, Superfície. Toda Poesia, Assírio & Alvim, 2002:24, 77

3 comentários:

Milai disse...

Apropriado! Vamos declamar o poema a frente dela

tulisses disse...

acho que sim :) com um pouco de sorte somos considerados loucos e expulsam-nos! não gosto muito deste livro de poesia, mas este está no ponto :)
falta pouco!
beijo

tulisses disse...

«Aqui te encontras vista/e as vestes continuam o vento/e as asas abertas ao devir». Sobre ela, início de um poemita meu...